Suspeitos de hackear sistema do Detran e vender carros furtados são presos no DF e Entorno

Operação cumpriu três mandados de prisão e apreendeu quatro veículos, em Samambaia e Águas Lindas de Goiás.

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta terça-feira (2), a operação Xeque-Mate II. A força-tarefa desarticulou uma organização criminosa que fraudava o sistema do Departamento de Trânsito (Detran-DF) para furtar veículos e revendê-los para terceiros.

A operação cumpriu três mandados de prisão e quatro de busca e apreensão em Samambaia e Águas Lindas de Goiás, na região do Entorno. Até a última atualização dessa reportagem, dois suspeitos haviam sido presos.

A investigação identificou pelo menos quatro carros furtados e revendidos nesse esquema. Desses, dois foram recuperados e restituídos aos donos, mas os compradores tiveram que arcar com o prejuízo.

Ainda de acordo com a apuração da PCDF, ao hackear o sistema informatizado do Detran-DF, os criminosos habilitavam senhas inativas de servidores. “A ousadia dos bandidos era tanta que chegaram a usar senhas vinculadas a policiais para efetivar as baixas clandestinas das restrições”.

Com o código de acesso, os suspeitos conseguiam ter acesso ao sistema e retirar as restrições dos veículos de interesse da quadrilha. Depois, conseguiam procurações falsas em cartórios da Bahia com as quais obtinham no Detran-DF a segunda via do documento único de transferência (DUT) dos veículos roubados ou furtados, que normalmente eram carros populares, para não chamar a atenção.

Sem restrição e com a obtenção da segunda via do DUT, o caminho ficava livre para vender os carros “legalmente” a terceiros de “boa-fé”, que só ficavam sabendo da verdadeira situação depois.

Com essa prática, os criminosos geravam prejuízo à vítima, que teve seu carro subtraído, mas também a uma cadeia de terceiros que compravam esses veículos, pensando se tratar de uma negociação regular.

O Detran-DF foi comunicado sobre as vulnerabilidades detectadas no sistema informatizado e se adequou para aumentar a segurança no acesso. Os presos responderão por associação criminosa, furto, estelionato, fraude documental e violação de sistema de informática com somatório de penas ultrapassando os 20 anos.

Dois integrantes do mesmo esquema haviam sido presos na Operação Xeque-Mate I, em 8 de abril.

Site falso

Durante a investigação também foi detectado um site falso, para leilão eletrônico. Este site prestaria serviços oficiais de leilão de carros e se diz autorizado, pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), a desenvolver a atividade.

No entanto, as investigações mostraram ser outra fraude. O endereço da sede da empresa é falso, os telefones de contato não atendem e o TJDFT informou que eles não são cadastrados.

De acordo com a Corpatri, essa página eletrônica encontra-se hospedada em servidores nos Estados Unidos da América, e a sua retirada do ar já foi determinada. “Esse tipo de site, além de pescar dados cadastrais para novas fraudes, também pratica estelionato, pois após o pagamento dos carros nestes supostos leilões a mercadoria não é entregue”.

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