Saiba mais sobre a ELA, doença que prende o paciente no próprio corpo

O físico Stephen Hawking é o paciente mais famoso a sofrer de Esclerose Lateral Amiotrófica. O cérebro funciona normalmente, e o corpo, não

 

esclerose lateral amiotrófica, também conhecida como ELA, é uma doença degenerativa que provoca a destruição dos neurônios responsáveis pelo movimento dos músculos voluntários, levando a uma paralisia progressiva que acaba impedindo tarefas simples. O paciente fica não pode se mover, falar e até respirar, mas as funções cognitivas seguem intactas: o cérebro funciona, mas o corpo não responde.

Ao longo do tempo, a doença provoca diminuição da força muscular, especialmente nos braços e pernas. Nos casos mais avançados, a pessoa afetada fica paralisada e os seus músculos começam a atrofiar, ficando menores e mais finos. A esclerose lateral amiotrófica ainda não tem cura, mas o tratamento com fisioterapia e remédios ajudam a atrasar a evolução da doença e a manter o máximo de independência possível nas atividades diárias.

Os primeiros sinais da doença são difíceis de identificar e variam de pessoa para pessoa. Em alguns casos é comum que a pessoa comece tropeçando em tapetes, enquanto em outros surge dificuldade para escrever, levantar um objeto ou falar corretamente, por exemplo.

No entanto, com o avançar da doença, os sintomas vão se tornando mais evidentes:

  • Diminuição da força nos músculos da garganta;
  • Espasmos ou cãibras frequentes nos músculos, especialmente nas mãos e pés;
  • Voz mais grossa e dificuldade em falar mais alto;
  • Dificuldade para manter uma postura correta;
  • Dificuldade para falar, engolir ou respirar.

A esclerose lateral amiotrófica surge apenas nos neurônios motores, e, por isso, a pessoa, mesmo desenvolvendo paralisia, consegue manter todos os seus sentidos de olfato, paladar, tato, visão e audição.

Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico não é fácil e, por isso, o médico pode fazer vários exames, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, para descartar outras doenças que possam causar falta de força antes de desconfiar de ELA, como a miastenia grave. A expectativa de vida de cada paciente varia entre os três e cinco anos, mas também já existem casos de maior longevidade, como o físico Stephen Hawking, que viveu com a doença por mais de 50 anos.

Possíveis causas
As causas da esclerose lateral amiotrófica ainda não são totalmente conhecidas. Alguns casos da doença são provocados por um acúmulo de proteínas tóxicas em neurônios que controlam os músculos, e isso é mais frequente em homens com idade entre os 40 e 50 anos. Mas, em poucos casos, a ELA pode ser provocada por um defeito genético hereditário, passando de pais para filhos.

Como é feito o tratamento
O tratamento da ELA deve ser orientado por um neurologista e normalmente é iniciado com o uso de remédio para ajudar a diminuir as lesões provocadas nos neurônios, retardando o avanço da doença. Além disso, quando a doença é diagnosticada na sua fase inicial, o médico também pode recomendar o tratamento fisioterapêutico. Já nos casos mais avançados, podem ser utilizados analgésicos para reduzir o desconforto e as dores causadas pela degeneração dos músculos.

Com o avançar da esclerose lateral amiotrófica, a paralisia se espalha para outros músculos e, eventualmente, acaba afetando os músculos da respiração, sendo necessário o uso de aparelhos para respirar.

Como é feita a fisioterapia
A fisioterapia para ELA consiste no uso de exercícios que melhoram a circulação sanguínea, atrasando a destruição dos músculos causada pela doença. Além disso, o fisioterapeuta também pode recomendar e ensinar dicas para o uso da cadeira de rodas para facilitar as atividades diárias do paciente com ELA.

Com informações do portal Tua Saúde

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