Doenças cardiovasculares também podem trazer consequências à visão

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Exames oftalmológicos podem apontar possíveis doenças sistêmicas. Conheça os sinais

A campanha Setembro Vermelho, criada pela Federação Mundial do Coração – celebrada em 29/9 – foi idealizada para chamar a atenção da população sobre doenças cardiovasculares, que estão entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo. Este ano, a ação ganhou o reforço dos oftalmologistas, uma vez que distúrbios cardiovasculares podem provocar graves comprometimentos também nos olhos. “Uma baixa visual, manchas no campo de visão e até perda da visão são alguns dos principais sintomas. As lesões mais comuns afetam a retina e o nervo óptico, sendo possível que os danos gerem perda visual grave e irreversível.”, afirma o Dr. Renato Braz Dias, médico referência em Retina do Hospital de Olhos INOB. Segundo ele, os principais sintomas são visão turva, distorção das imagens e manchas escuras no campo de visão.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 35% da população é hipertensa, mas praticamente metade não sabe disso. De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial de 2020, considera-se pressão arterial ótima aquela abaixo de 120 por 80 mm Hg.

A pressão alta descontrolada é um fator de risco que tende a causar alterações nos vasos sanguíneos dentro do olho, levando a redução do fluxo de sangue e a um consequente dano ao globo ocular. Esclerose dos vasos sanguíneos da retina, sangramentos e inchaço na retina e nervo óptico podem ser detectados no exame de fundo do olho dos pacientes afetados por doenças cardiovasculares e indicar se o paciente tem algum problema sistêmico que merece atenção. “Não raro, os cardiologistas pedem o exame de fundo de olho, pois pela variação do fundo de olho, conseguimos ter uma noção do grau de comprometimento da hipertensão, havendo, inclusive, uma classificação de estágio da retinopatia hipertensiva”, explica o retinólogo.  Ou seja, uma ida ao oftalmologista pode ajudar no diagnóstico e acompanhamento da hipertensão arterial

Dados do Estudo Global Burden of Desease (GBD 2017) revelam que, embora as taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares no Brasil tenham diminuído significativamente nos últimos anos, o número total de mortes aumentou, provavelmente como resultado do crescimento e envelhecimento da população.

A hipertensão e a idade acima dos 65 anos são os principais fatores de risco para oclusões e problemas na retina. Segundo o Dr. Renato, o mais comum é a oclusão venosa retiniana, a segunda vasculopatia retiniana mais comum, que só perde para a retinopatia diabética na frequência e número de casos. Após avaliação do especialista, alguns tratamentos específicos, como aplicações de laser e de medicações intraoculares, podem ser necessários, mas o controle da doença cardiovascular de base é fundamental.

Mais raro, porém muito mais grave é o infarto retiniano, que é a oclusão da artéria. Ocorre em doenças cardiovasculares mais graves como placas de gordura nas carótidas ou arritmias cardíacas com risco de embolias e geralmente não possuem possibilidade de tratamento e melhora visual. “O bloqueio de fluxo sanguíneo ocular não apresenta dor ou sangramento visível e, quando o paciente sente alguma alteração visual, geralmente já há perda parcial ou total da visão”. ressalta.

O médico reforça que a melhor forma de prevenção é cuidar da saúde cardiovascular. “Recomenda-se aferir regularmente a pressão arterial e fazer check-up periódico com o cardiologista para diagnóstico, tratamento e acompanhamento adequado de doenças cardiovasculares, como pressão alta, aterosclerose e arritmias cardíacas”, orienta. “Só essa conjunção de fatores, aliada a hábitos mais saudáveis, vai resultar em uma melhor qualidade de vida e prevenção dos problemas sistêmicos e oculares”, afirma o Dr. Renato Braz Dias.

Sobre o Opty

O Grupo Opty nasceu em abril de 2016, a partir da união de médicos oftalmologistas apoiados pelo Pátria Investimentos, que deu origem a um negócio pioneiro no setor oftalmológico do Brasil. O grupo aplica um novo modelo de gestão associativa que permite ampliar o poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às tecnologias de alto custo, preservando a prática da oftalmologia humanizada e oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do País. Nesse formato, o médico mantém sua participação nas decisões estratégicas e concentra seu foco no exercício da medicina.

Atualmente, é o maior grupo de oftalmologia da América Latina, agregando 22 empresas oftalmológicas, e mais de 2300 colaboradores e 750 médicos oftalmologistas. Além das marcas próprias HOBrasil (BA, DF, RJ e SP) e Centro Oftalmológico Dr. Vis (DF, RJ e SC), no Distrito Federal fazem parte dos associados:  Hospital de Olhos INOB, Hospital de Olhos do Gama, Hospital Oftalmológico de Brasília, HOB Taguatinga, HOB Hélio Prates e HOB no Jardim Botânico, resultando em 58 unidades de atendimento em todo o país. Mais informações: www.opty.com.br

 

Opty Regional Centro-Oeste – Informações à imprensa

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