Subsecretário afirma que meta é vacinar toda a população do DF até o fim do ano

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Governo do DF pretendo atender todo o público-alvo da campanha até dezembro. A partir desta sexta-feira (8/10), idosos com 60 anos podem tomar o reforço. E quem está com data marcada para receber a segunda dose até 5 de novembro terá a opção de antecipar a aplicação da vacina

 

Apesar da baixa procura pela segunda dose nos pontos de vacinação, o Governo do Distrito Federal (GDF) espera imunizar todo o público-alvo da campanha até o fim do ano. A previsão foi dada pelo subsecretário de Vigilância Epidemiológica, Divino Valério, durante coletiva na sede da Secretaria de Saúde, nessa quarta-feira (6/10). Para o subsecretário, a meta só será possível com o envio de doses do Ministério da Saúde.

Na terça-feira (5/10), a capital do país recebeu 152.100 vacinas da Pfizer. Desse total, 143.910 imunizantes serão destinados à segunda dose e as outras 8.190, para aplicação do reforço. Na quarta-feira (6/10), mais 60 mil doses da AstraZeneca/Oxford desembarcaram no DF. Com os novos lotes, será possível a antecipação da segunda dose para a população que vai completar o ciclo vacinal até 5 de novembro a partir de sexta-feira (7/10).

Além disso, idosos com 60 anos ou mais poderão procurar os postos de saúde para receberem a dose de reforço. A informação foi divulgada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), nas redes sociais. “Recebemos 152.100 doses de vacinas da Pfizer. Com isso, a partir de sexta (8/10), vamos antecipar a segunda e a terceira doses dos maiores de 60 anos que já tenham completado mais de seis meses da segunda dose”, escreveu.

O secretário de Saúde, general Manoel Pafiadache, lembrou que os idosos devem ter tomado a segunda dose há, pelo menos, seis meses para receber o reforço. “Tem acontecido de pessoas que nos procuram faltando um dia, dois para completar os seis meses. Nós não podemos vacinar quem não completar, literalmente, os seis meses da segunda dose. Não é que a gente não queira, faz parte do planejamento do Plano Nacional de Imunização (PNI)”, argumentou.

No caso dos imunossuprimidos graves, o intervalo para receber o reforço da vacina é de 28 dias após a segunda dose ou dose única. No entanto, é necessário agendar a data para receber o imunizante no site da Secretaria de Saúde. De acordo com Divino, a pasta tem procurado incentivar a imunização dos grupos que têm tido baixa procura. “Para essa semana, foram abertas 6 mil vagas para imunossuprimidos, mas 500 realizaram o agendamento. A expectativa é de que o DF tenha 26 mil pessoas aptas a receber a dose adicional, mas apenas 6.332 foram vacinados até o momento, isso requer uma atenção especial”, diz.

Máscaras

Apesar da ampliação de públicos na campanha, o governador afirmou, também, que o uso obrigatório de máscara permanece até que mais pessoas sejam imunizadas. “Seguimos de máscaras pelo menos até atingir 70% da população vacinada”, pontuou, na terça-feira (5/10). Brasília tem pouco mais de 50% da população a partir de 12 anos com o ciclo de imunização completo. Ibaneis declarou que o governo “precisa, o mais rápido possível, atingir os 70%, para que a gente tenha uma imunidade da nossa população”.

A Secretaria de Saúde acredita que, com a métrica utilizada atualmente para a cobertura vacinal da população, é possível completar o ciclo vacinal de todas as pessoas acima dos 12 anos até dezembro. “Com o total de vacinados e o total da população, associado à expectativa do que falta de D2, aliado ao que tenho na minha Rede de Frios, posso dizer que o modelo preditivo seria até o final do ano”, detalhou Divino Valero.

“Estamos recebendo grandes volumes e precisamos, mais do que nunca, da intensificação no processo de aceitação da população e da dedicação dos nossos colaboradores para conseguirmos dar conta de todo esse processo e darmos a resposta que a população tanto espera”, ressaltou o subsecretário.

De acordo com Breno Adaid, pesquisador do Centro Universitário Iesb, doutor em administração e pós-doutor pela Universidade de Brasília (UnB) em ciência do comportamento, o atual ritmo da vacinação no Distrito Federal torna viável que a meta seja alcançada. “Temos 80 dias para isso. E, com o fluxo de remessas que tem chegado no Distrito Federal, podemos ter toda a população apta a receber a vacina imunizada. Nos últimos meses, por exemplo, vacinamos muita gente”, ressaltou o especialista.

Até o momento, 2.218.835 pessoas receberam com a primeira dose, na capital do país. Com o esquema vacinal completo, são 1.312.105. Em relação ao reforço, 27.817 imunizantes foram aplicados — sendo 21.952 na população idosa e profissionais da saúde e 5.865 em imunossuprimidos.

Aumento de casos

A média móvel de casos de covid-19 na capital subiu 45,3%, na comparação com as duas últimas semanas, e registrou 1.204,7, na quarta-feira (6/10). É o maior resultado desde 15 de abril, no entanto o salto aconteceu devido aos dados retidos pelo Ministério da Saúde desde 2020.

“Ela é explicada pelo represamento dos casos de notificação do sistema e-SUS Notifica, que é gerenciado pelo Ministério da Saúde. A pasta fez uma alteração no sistema no final de setembro, e isso impactou na retirada de informações por todos os estados, não só o DF”, explicou a diretora de Vigilância Epidemiológica substituta, Priscilleyne Reis. De acordo com ela, essa situação pode influenciar na taxa de transmissão dos próximos dias. “Foi um volume muito grande de casos lançados uma vez só”, diz.

A média móvel de mortes pela covid-19 está estável desde terça-feira (5/10), quando o indicador atingiu 11,86, o que representa um aumento de 6,4% na comparação com 14 dias atrás, 22 de setembro.

O Distrito Federal registrou 683 casos e 10 mortes por complicações do novo coronavírus nessa quarta-feira (6/10). O total de infecções na capital subiu para 502.732, e o de óbitos é de 10.537. A taxa de transmissão está em 1,15 — quando 100 pessoas passam o vírus para outras 115.

Surto no Paranoá

O surto de casos no Hospital Regional do Paranoá (HRP) é acompanhado pela Secretaria de Saúde. De acordo com a diretora de Vigilância Epidemiológica substituta, Priscilleyne Reis, foram contabilizados 17 ocorrências entre pacientes e servidores. “Estão sendo monitorados de perto. Medidas de controle já foram adotadas logo no início. É uma situação que acontece devido à variante delta, que tem alta transmissibilidade”, disse Priscilleyne. De acordo com a diretora substituta, um paciente morreu. “Mas ainda não se sabe se o óbito foi em decorrência da covid-19. Há casos em que o paciente está em situação grave e, durante o tratamento, se contamina com o vírus. Então, a morte pode não ter sido ocasionada pela doença”, reitera.

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