Secretário de Transportes de Goiás é preso acusado de corrupção e peculato

Ele é suspeito de receber propina de empresas do DF para descarte irregular de lixo e entulho em Planaltina de Goiás, inclusive em áreas de preservação ambiental

 

 

A Polícia Civil de Planaltina de Goiás prendeu preventivamente o secretário de Transportes e Serviços Urbanos José Álvaro Benevides, conhecido como Cunhadinho, durante operação batizada de Trapaça. Ele foi autuado pelos crimes de poluição qualificada, peculato, corrupção passiva, associação criminosa e fraude processual.
De acordo com o delegado Cristiomário Medeiros, que cuida do caso, Cunhadinho montou um esquema com empresas do Distrito Federal responsáveis por descartar lixo e entulho de construções. “Essas empresas vinham para Planaltina de Goiás jogar restos de obra e lixo orgânico em áreas da cidade, inclusive algumas de preservação ambiental. Abriam um buraco, despejavam e depois aterravam de qualquer jeito”, explicou.
Para conseguir fazer o descarte irregular, as companhias pagavam um valor semanal ao secretário, que impedia a fiscalização ambiental. O esquema acontecia há pelo menos três meses. “Uma delas pagava cerca de R$ 500 por semana para jogar aqui ao invés de ir ao aterro de Samambaia”, relatou o delegado.
Segundo Cristiomário, as empresas faziam um depósito bancário na conta de um posto de gasolina da cidade, que, então, repassava para o secretário em dinheiro ou vales de combustível. “Mas esse não é o posto credenciado pela prefeitura para abastecimento dos carros oficiais. Cunhadinho usava para carros pessoais, de amigos e familiares”. O delegado acredita que o proprietário do estabelecimento não tenha conhecimento do esquema de corrupção. “Ele inclusive ajudou nas investigações no momento em que desconfiou de que algo não estava certo”.
Pelos cálculos da Polícia Civil, o secretário recebeu ao menos R$ 20 mil em propina. Há suspeitas de que mais duas ou três companhias do DF estejam envolvidas no crime.

Propinas do cemitério

Em junho deste ano, Cunhadinho foi alvo de mandados de busca e apreensão por suspeita de envolvimento em esquema de pagamento de propina por uma funerária da cidade. A empresa operava sem licitação no município goiano, cobrando cerca de R$ 900 de familiares que queriam enterrar um ente querido. Cerca de um terço do valor era repassado ao secretário e a um vereador da cidade.
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