Reforma vai a plenário terça ou quarta, diz Rodrigo Maia

Presidente da Câmara calcula que há uma boa margem de votos paragarantir a aprovação, em primeiro turno, das mudanças nas regras da aposentadoria

 

Aprovada pela Comissão Especial na madrugada da última sexta-feira, a reforma da Previdência está a poucos passos de receber o aval dos deputados no plenário. A expectativa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é de colocar a matéria em votação em primeiro turno entre terça e quarta-feira. O deputado calcula que há “uma boa margem” de votos para garantir a aprovação, mas não arrisca um placar. Após reunião com líderes partidários e representantes do governo, ontem, na residência oficial, ele reforçou que “o importante é ganhar”.

Mesmo sem divulgar quantos votos acha que a matéria teria hoje, ele se disse “confiante” na aprovação. “Nós vamos ganhar, com uma boa margem, para uma matéria que, até um ano atrás, era muito difícil chegar neste momento com uma perspectiva de vitória”, projetou. “Se o Parlamento compreende a importância da matéria, é porque a sociedade compreende”, acredita.

Com um ambiente político que ele considera favorável para o avanço da reforma, o que falta, agora, é ajustar o cronograma e articular para que as bancadas do Centrão e da base governista garantam o máximo de deputados na sessão. A ala favorável à reforma precisa estar disposta a se contrapor à oposição, que, embora não tenha maioria de votos, tentará obstruir e atrasar o andamento da matéria.

Próximos passos

Caso o plenário confirme as expectativas de Maia e o texto seja aprovado em primeiro turno na próxima semana, faltaria ainda a segunda rodada de votações. O regimento interno da Câmara prevê um interstício (intervalo) de cinco sessões entre essas duas votações, que pode ser derrubado, se for a vontade da maioria dos deputados.

Maia não definiu se pretende quebrar o interstício, que abriria a possibilidade de votação em segundo turno também antes do recesso, que começa em 18 de julho. “Essa é outra discussão. Primeiro, tem que ganhar o primeiro turno. Se for se projetando uma vitória contundente, aí, você tem mais respaldo político para pensar numa quebra”, disse.

Segundo ele, “talvez seja importante que a reforma volte para a comissão, para redação final, e volte para o plenário para dar mais segurança jurídica” depois da votação em primeiro turno. “Todos esses cuidados a gente precisa ter, para que a matéria tramite respeitando as regras do jogo, para que, lá na frente, a gente não tenha nenhum tipo de risco”, explicou.

Planejamento

Maia recebeu ontem, na residência oficial, líderes partidários e representantes do Planalto e da equipe econômica para articular a votação da reforma ainda neste semestre. Como o objetivo dele é pautar a matéria em primeiro turno entre terça e quarta, precisa ter certeza de que os deputados favoráveis estarão no plenário na hora da votação. Por isso, segundo o presidente da Câmara, é preciso “conversar direito o quórum da próxima semana, que tem que ser alto”.

O parecer final do relator, Samuel Moreira (PSDB-SP), foi aprovado por 36 votos a 13 pela Comissão Especial, placar que deixou o governo animado. A margem folgada de votos, com 11 a mais do que o mínimo necessário para a aprovação, só foi garantida pelos acordos feitos entre Maia e o Centrão, grupo de partidos que conta com mais de 200 deputados na Casa.

Um dos principais interlocutores do grupo e líder do PP na Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL) foi o primeiro a chegar à reunião de ontem, por volta das 9h30. O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, e o novo ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, também participaram das conversas.

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