Por medo da militância virtual, políticos favoráveis ao desarmamento são discretos

Muitos políticos favoráveis ao desarmamento andam incomodados com a ruidosa e agressiva militância virtual a favor do decreto do presidente Jair Bolsonaro que amplia a possibilidade de um cidadão comum portar uma arma de fogo. É que, nas redes sociais, o debate é quente e a propaganda contra esses parlamentares é intensa. Os aliados do desarmamento têm se revelado muito mais discretos.

Perguntas diferentes

O PSDB tem uma pesquisa que indica um fato curioso. Quando se pergunta às pessoas se são favoráveis ao projeto que pune juízes e procuradores por abuso de autoridade, a maioria diz que não. Mas basta mudar a forma de se fazer a pergunta para obter um resultado diferente.

A maioria se mostra favorável por punições a autoridades que praticam ilegalidades. “As pessoas não aceitam que um juiz, por exemplo, venda uma sentença e seja punido apenas com a aposentadoria”, afirma o senador Izalci Lucas (PSDB-DF), que votou a favor da proposta na semana passada.

Bloco anti-Lula

De juiz a ministro da Justiça, Sérgio Moro entrou na política. Com a crise provocada por vazamentos de conversas no Telegram, ele vai cada vez mais entrando nesse mundo. Na última sexta-feira, recebeu uma medalha do governador de São Paulo, João Doria, com discurso do tucano de “Menos Lula e mais Moro”.

O ex-juiz da Lava-Jato vai, aos poucos, entrando definitivamente no bloco anti-PT, praticamente “empurrado” para disputar eleições. As manifestações marcadas para hoje em todo o país serão um bom termômetro.

Foco na saúde

Com seis meses de governo, Ibaneis Rocha tem um grande desafio: melhorar a saúde pública.

Presidência renovada

Menos de um ano depois de participar da primeira eleição no DF, o Partido Novo troca hoje o comando. Edvard Corrêa escreveu uma carta de despedida aos filiados, após dois anos na presidência, ressaltando o desempenho da legenda até agora que conseguiu eleger uma deputada distrital, Júlia Lucy, e conquistou cerca de 400 mil votos no DF, a maioria destinada ao advogado Paulo Roque, que concorreu ao Senado.

Agora assumem os trabalhos partidários: Luiza Rodrigues como presidente, Wallace Tanaka como vice-presidente, Mauro Porto como secretário Financeiro, Rodrigo Freire como secretário de Assuntos Institucionais e Legais e Emerson da Cunha como secretário Administrativo.

Vertigem histórica

Na lista do New York Times como um dos melhores filmes do ano, o documentário Democracia em Vertigem tem emocionado muita gente. É uma visão de que o impeachment de Dilma Rousseff foi golpe e a prisão e condenação do ex-presidente Lula são uma injustiça. A cineasta Petra Costa mistura a realidade da política, com impressões pessoais e história da própria família. Muito bem feito. Mas um erro chama a atenção. O documentário mostra que, após o impeachment e a posse do vice Michel Temer, a velha política tomou conta do país e os antigos integrantes do poder, que estavam numa espécie de exílio, retornaram aos salões de Brasília. O problema é que uma das imagens principais é de Henrique Meirelles, ministro da Fazenda de Temer. Ele, no entanto, foi a figura mais longeva nos dois mandatos de Lula. Esteve, nos oito anos do petista, como presidente do Banco Central.

Na lista

Se Sérgio Moro desviar a rota do STF, na vaga que será aberta com a aposentadoria de Celso de Mello, um nome que está na bolsa de aposta é o do advogado-geral da União (AGU), André Mendonça. Evangélico, como o presidente definiu que seria um bom pré-requisito, Mendonça está bem próximo todos os dias de Jair Bolsonaro.

Mandou bem

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, acatou pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e suspendeu as férias do senador Acir Gurgacz, autorizadas pela Justiça do DF, em um resort no Caribe. O parlamentar cumpre pena por desvios de recursos públicos.

Mandou mal

Um militar brasileiro da comitiva do presidente Jair Bolsonaro escalada para viajar ao Japão, onde foram realizadas as reuniões do G20, foi flagrado pelas autoridades espanholas na conexão em Sevilha com 39 kg de cocaína na bagagem de mão dentro de avião da FAB.

Enquanto isso… Na sala de Justiça

Em meio à disputa pela vaga de desembargador da OAB no quinto constitucional, o Tribunal de Justiça do DF abriu outro processo seletivo que vai movimentar os advogados. A vaga de juiz suplente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), com o fim do mandato de Jackson Doméstico em agosto. Será mais uma nomeação do presidente Jair Bolsonaro na Justiça do DF.

Aproximação com o 01

Depois de bater boca com o então deputado Jair Bolsonaro em 2016 no plenário da Câmara, a advogada Daniela Teixeira foi alvo de ironias postadas no Twitter pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), pela intenção de ser nomeada pelo patriarca ministra do TSE. Mas a criminalista, que figura em primeiro lugar na lista eleita pelo STF para a seleção, garantiu aos amigos que aparou as arestas com o filho 01 do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Só papos

No passado o avião presidencial já transportou drogas em maior quantidade. Alguém sabe o peso do Lula ou da Dilma?

Ministro da Educação, Abraham Weintraub

“Um camarada destes é ministro da Educação de um país. Pensar uma gracinha destas é tosco. Publicar é inominável. Ele não tem a mínima noção de onde está e o que representa. O fundo do poço não chega nunca”.

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