Gustavo Montezano vai presidir o BNDES, define Paulo Guedes

Depois de uma longa conversa com o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, bateu o martelo em relação ao sucessor de Joaquim Levy no comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Será o economista Gustavo Henrique Moreira Montezano, Ele estava na Secretaria de Desestatização como secretário-adjunto de Salim Mattar.

 

O anúncio foi feito pela líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), antes mesmo de o Ministério da Economia confirmar a nomeação.

Montezano assumiu o posto de secretário-adjunto de Desestatização neste ano. Ele era o “vice” de Salim Mattar, atual secretário da pasta, que também era cotado para o cargo de presidente do BNDES.

Com 38 anos, o novo presidente do BNDES foi sócio do BTG Pactual e trabalhava em Londres na ECTP (Ex- BTG Pactual Commodities) antes de ir para o Ministério da Economia.

Ele fez mestrado em economia pela Faculdade de Economia e Finanças (Ibmec-RJ) e também é graduado em Engenharia pelo Instituto Militar de Engenharia (IME-RJ). Iniciou sua carreira como analista de Private Equity no Opportunity, no Rio de Janeiro.

Segundo o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, o presidente se reuniu com Guedes por duas vezes no dia de hoje para tratar do assunto. “A substituição de um titular é considerada uma situação normal em função do interesse público e capacidade de colocar os projetos em andamento com vistas a tingir os resultados estabelecidos anteriormente. Uma das medidas que se deseja é a devolução dos recursos do banco para o tesouro nacional. Além disso, deve aumentar investimentos em infra e saneamento, ajudar a restruturar, ‘abrir a caixa-preta do passado’, apontando para onde foram investidos em Cuba e na Venezuela, por exemplo”, afirmou.

 

Pressa

Paulo Guedes ouviu auxiliares e correu contra o tempo para tentar conter a sangria com a demissão de Levy, anunciada de forma virulenta por Bolsonaro no sábado (15/06) pela manhã. Havia vários nomes na mesa, mas optou-se por uma solução caseira para evitar mais transtornos. O governo não queria ouvir um não em série, já que muita gente séria ficou com medo dos arroubos do presidente.

A meta é que Montezano trabalho em sintonia fina com a Secretaria de Desestatização, pois o governo quer acelerar o programa de privatização, que, até agora, está na promessa. Para Bolsonaro, é preciso cumprir logo a promessa de campanha de vender estatais. Uma das primeiras será os Correios, cujo presidente também foi demitido de forma intempestiva por Bolsonaro, num café da manhã com jornalistas.

Levy foi defenestrado do governo porque, segundo Bolsonaro, se recusava a cumprir promessas feitas ao eleitoras, como a abertura da caixa-preta do BNDES. Apesar da pressão, Levy alegava que todas as informações eram publicas e estavam liberadas no site do banco.

Quem acompanha o governo, sabe que Levy foi mais uma vítima da ala ideológica do governo, que quer fazer a festa com informações de empréstimos concedidos pelo BNDES a países como Venezuela e Cuba, durante as administrações petistas.

A gota d’água para Bolsonaro demitir Levy foi a nomeação, pelo ex-presidente do BNDES, do advogado Marcos Barbosa Pinto, para a diretoria de Mercado de Capitais da instituição. Ele havia trabalhado no banco durante os governos petistas.

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