Guedes diz que mudanças na reforma podem abortar nova Previdência

Brasília(DF), 2/1/2019 - Transmissão de cargo para Paulo Guedes - ministro da Economia. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Ministro da Economia destaca que, com o parecer do deputado Samuel Moreira, governo deixará de economizar R$ 350 bilhões

 

ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou nesta sexta-feira (14/06/2019) as mudanças feitas no texto que estabelece novas regras de aposentadoria. De acordo com ele, as alterações podem “abortar a nova Previdência”. Guedes atribui as modificações às “pressões corporativas” e ao “lobby de servidores do Legislativo”, segundo informações do G1.

“Eu acho que houve um recuo. Pressões corporativas e de servidores do Legislativo forçaram o relator a abrir mão de R$ 30 bi para os que já são favorecidos no sistema normal, então, recuaram na regra de transição. E como isso ia ficar feio, recuar só nos servidores, aí estenderam também para o regime geral”, disse o ministro.

Nessa quinta-feira (13/06/2019), o relator da proposta na Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), apresentou parecer à Comissão Especial da Casa. Alguns dos pontos principais do texto original, enviado pelo governo Bolsonaro, foram retirados.

“Eu esperava que cortassem o BPC e o Rural, daí ficava R$ 1 trilhão [de economia no orçamento em dez anos]. Porque com R$ 1 trilhão, eu alertei varias vezes, nós conseguimos lançar a nova Previdência, que é o compromisso com as futuras gerações. Mas aí, na verdade, cortaram R$ 350 bilhões [da proposta original]”, enfatizou o ministro.

A proposta de Guedes era de que a reforma da Previdência economizasse, durante dez anos, R$ 1,1 trilhão. No entanto, com as modificações, Samuel Moreira disse durante a apresentação que a reforma deve economizar R$ 913,4 bilhões. Guedes destacou que gostaria de incluir os estados e municípios.

“Eu não vou criticar, eu estou esclarecendo e vou respeitar a decisão do Congresso. Agora, é importante que os deputados, que o relator, se aprovarem o texto, que são R$ 860 bilhões de corte [no orçamento], [digam que] abortaram a nova Previdência. Mostraram que não há compromisso com as futuras gerações. O compromisso com os servidores públicos do Legislativo parece maior do que das futuras gerações”, declarou.

anuncio patrocinado
Anunciando...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui