Petroleiros dizem que limitar ICMS é medida eleitoreira

Coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar afirmou estar cético em relação à capacidade do Projeto de Lei Complementar n° 18 (PLP 18/2022) em diminuir preços ao consumidor

 

 

O coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, disse nesta terça-feira (14/6) estar cético em relação à capacidade do Projeto de Lei Complementar n° 18 (PLP 18/2022) em diminuir preços ao consumidor.

“O Senado Federal aprovou mais uma medida eleitoreira do presidente Jair Bolsonaro, proposta a menos de quatro meses das eleições, que não reduzirá a escalada de preços dos combustíveis, cuja origem é a equivocada política de Preço de Paridade de Importação (PPI) praticada pela gestão da Petrobras”, avaliou  Bacelar.

 

PLP 18

Aprovado pelo Senado na noite de segunda-feira (13), o texto-base do Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2022 limita o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 17% e enquadra combustíveis, energia elétrica, transportes e telecomunicações como bens essenciais.

Bacelar criticou que o PLP 18 prevê transferência de recursos públicos para compensar perdas de arrecadação tributária de estados e municípios, que poderão comprometer financiamentos à Saúde e à Educação. “Mas mantém intocáveis dividendos exorbitantes para acionistas privados da Petrobras, principalmente estrangeiros, que estão ganhando muito dinheiro com a atual política de preços”, definiu.

Mais uma vez, os petroleiros confrontam Jair Bolsonaro (PL). “É mais uma proposta fruto do desespero eleitoral do presidente da República, que tenta jogar para os governadores a culpa pela alta dos combustíveis e consequente disparada da inflação, como se ele não tivesse responsabilidade com a carestia. A culpa pelos aumentos recordes do diesel, gasolina e gás de cozinha é do Bolsonaro, ao manter uma política de preço baseada na cotação internacional do petróleo”, destacou Bacelar.

O coordenador disse ainda que o governo teve os últimos anos do mandato para acabar com o PPI. “Não o fez e acabou refém desta política, que achata o orçamento do trabalhador brasileiro”, apontou.

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