Fenapestalozzi explica sobre os termos  usados para tratar a pessoa com deficiência

 

Com vários conceitos em torno da temática, o assunto ainda é desconhecido por grande parte da população. Descubra a importância de usar as siglas corretas para cada situação

 

Brasília, 21 de julho de 2022 – O mundo moderno tem trazido discussões sobre a nomenclatura que conceitua corretamente algumas camadas sociais. A ideia, ao que tudo indica, é verticalizar estas discussões, trazendo o entendimento para a sociedade das complexidades inerentes a cada um destes “universos”. Um exemplo é a sigla GLS, que significava gays, lésbicas e simpatizantes; e hoje passou a adotar o novo termo LGBTQIAPN+. Na prática, o nome aglutina: lésbicas, gays, bissexuais, transexuais/transgêneros/travestis, queers, intersexuais, assexuais, entre outros. No âmbito da pessoa com deficiência, também há conceitos que foram criados para aprofundar estas reflexões.

A Federação Nacional das Associações Pestalozzi (Fenapestalozzi), entidade que atua em todo país na defesa e garantia de direitos das pessoas com deficiência e transtornos globais de desenvolvimento, defende a utilização correta destes termos como instrumento de empoderamento da pessoa com deficiência.

É certo que, na hora de se referir a pessoas que possuem algum tipo de deficiência – seja ela física, mental, intelectual ou sensorial – é comum que surja a dúvida sobre qual o termo correto a ser utilizado, já que a intenção não é de desqualificar e, sim, denominar  adequada e respeitosamente este público.

Para a presidente da Fenapestalozzi, Ester Pacheco, as abreviações usadas de modo correto representam respeito e devem ser adotadas por todos. “As pessoas tendem a se sentir mais incluídas, num mundo que está engatinhando ainda no olhar para a pessoa com deficiência”, afirma.

Confira algumas destas denominações:

PNE (Pessoa com necessidades especiais) – Apesar de bastante utilizado, este é considerado o termo mais ofensivo ao denominar pessoas que possuem algum tipo de deficiência. Isso porque ao afirmar que alguém possui uma necessidade especial, acontece a desqualificação das habilidades desenvolvidas por esta pessoa, passando a ideia de ineficácia trabalhista, quando, na verdade, grande parte das pessoas com deficiência desenvolve suas tarefas com tanta eficácia quanto qualquer outro indivíduo;

PPD (Pessoa portadora de deficiência) – Neste caso, o grande erro ao utilizar este termo está na ideia de que a deficiência seja algo que o indivíduo porta. Possuir uma deficiência não é algo que ele possa simplesmente abrir mão ou deixar de utilizar, sendo assim, esta se torna uma forma equivocada de denominação;

PCD (Pessoa com deficiência) –  Segundo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito das Pessoas com Deficiência, esta é a forma correta de se denominar aqueles que possuem qualquer tipo de deficiência, na medida em que não impõe qualquer tipo de discriminação, preconceitos ou barreiras denominativas, que transmitam uma imagem negativa ou inferiorizada destes indivíduos na sociedade.

Autodefensor – Como o próprio nome diz (Auto – próprio ou que funciona por si mesmo; e defensor – que luta por uma causa, ideia, direitos, etc), trata-se da pessoa que defende o interesse das pessoas com deficiência, participa das reuniões e também de eventos promovidos e organizados pelo movimento pelastozziano.

“A convenção realizada teve o intuito de afastar qualquer termo pejorativo, permitindo um novo entendimento da sociedade em relação a esta parcela da população e uma maior inclusão especialmente no mercado de trabalho, onde já existem determinações obrigatórias sobre o assunto na composição do quadro de funcionários”, explica.

Para empresas que possuam 100 ou mais funcionários contratados, a Lei 8.213/1991, complementada pelas leis 13.146/2015 e 10.098/2000, estabelece regras sobre a isonomia e adaptação dos espaços físicos para a integração dessas pessoas.

Sobre a Fenapestalozzi – Fundada em 28 de agosto 1970, a Federação Nacional das Associações Pestalozzi (Fenapestalozzi) é uma associação civil de direito privado, sem fins econômicos, que visa a defesa e garantia de direitos das pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades assim como suas famílias, atuando nas áreas de assistência social, educação, saúde, trabalho, cultura, esporte, lazer, entre outras.

A Federação Nacional representa o Movimento Pestalozziano e tem por finalidade integrar as 235 afiliadas que estão presentes nas 5 regiões do país distribuídas em 20 estados e no Distrito Federal. Juntando esforços, por meio das Associações Pestalozzi, é possível implementar medidas técnicas, científicas e administrativas em todo território nacional, com o objetivo de proporcionar às pessoas com deficiência condições para o exercício pleno de seus direitos como cidadãos comuns.

A federação visa garantir os direitos das pessoas com deficiência e luta diariamente por ações sociais e políticas públicas que interajam e desenvolvam a autonomia e independência dessas pessoas, capacitando-os para o futuro.

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