Casal é morto a tiros após discussão por som alto no interior de SP

Mirlene se incomodou com a situação e foi até a calçada conversar com o homem, ainda de acordo com a polícia

 

Uma briga por som alto é apontada como motivo do assassinato da dona de casa Mirlene Gonçalves, 41, e do marido dela Robson Leandro Fioroto, 43. Eles foram mortos a tiros na noite de sábado (9), em Birigui, no interior de São Paulo. O suspeito do crime, que não teve o nome divulgado, é vizinho do casal e fugiu após o assassinato. Ele segue foragido.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito mora em frente à casa onde Robson e Mirlene moravam, no bairro Atenas, e na noite de sábado chegou de carro e estacionou o veículo em frente à sua residência, onde permaneceu com o som alto.

Mirlene se incomodou com a situação e foi até a calçada conversar com o homem, ainda de acordo com a polícia. Os dois passaram a discutir e, durante o desentendimento, o suspeito teria pegado uma carabina calibre ponto 44, que estava em seu carro, e atirado contra a mulher. O disparo atingiu a cabeça da vítima.

Ao ouvir a confusão, Robson foi até a calçada e encontrou a mulher caída. Ele também foi atingido com disparos nas costas e morreu no quintal da residência.

Ainda segundo a ocorrência, ao ser atingido, Robson conseguiu ligar para a filha de Mirlene e pedir socorro. Segundo testemunhas, foram feitos pelo menos oito disparos contra o casal. O Corpo de Bombeiros foi chamado, porém as vítimas morreram no local.

Após o crime, o autor dos disparos fugiu em seu carro e até o momento ainda não foi localizado pela polícia.

Familiares das vítimas relatam que o casal mantinha uma boa relação com o vizinho e não houve nenhuma discussão anterior entre eles.”Foi uma crueldade sem tamanho. Ele matou a minha mãe a sangue frio e sem motivo nenhum. Ela sempre ajudou ele e muitas vezes olhava o filho dele quando ele ia trabalhar. Quero justiça”, disse Emilly Vitória Gonçalvez, filha de Mirlene.
Mirlene e Robson foram enterrados em Birigui.

Como o suspeito segue foragido e não teve o nome divulgado pela polícia, a reportagem do UOL não conseguiu localizá-lo para manifestação.

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