Agora o James Webb captura “ginástica estelar” na galáxia Cartwheel; veja

Em um registro publicado nesta terça-feira (2/8), é possível observar novos detalhes nunca antes vistos no aglomerado de estrelas localizado a cerca de 500 milhões de anos-luz de distância da Terra

A galáxia Cartwheel, localizada na constelação do Escultor, foi examinada minuciosamente pelos “olhos” do telescópio espacial James Webb. Em um registro publicado nesta terça-feira (2/8), é possível observar novos detalhes nunca antes vistos no aglomerado de estrelas localizado a cerca de 500 milhões de anos-luz de distância da Terra.

Os detalhes que chamaram mais atenção dos pesquisadores que participam das observações de Webb foram os que revelaram uma mudança drástica na galáxia, que se colidiu em alta velocidade com uma galáxia menor.

O resultado foi uma cascata de eventos internos que são vistos pelo telescópio, como a expansão cada vez mais expressiva do anel externo da galáxia, que forma uma aparente “roda de carroça” ou uma roda gigante que coloca as estrelas que formam o aglomerado em uma constante espécie de ginástica estelar.

O outro anel é o interno, brilhante e concentrado de estrelas. Além de uma roda, a imagem se assemelha a um movimento quando se atira uma pedra em um lago e as ondas de movimento formam uma sequência ao redor do ponto em que ela cai. Com os dois anéis, os astrônomos chamam aglomerados do tipo de galáxia em anel. Ainda há duas galáxias espirais menores do lado esquerdo da Cartwheel.

Com o James Webb, os cientistas observaram que o núcleo central é composto por uma tremenda quantidade de poeira quente e, as áreas mais brilhantes dele, bem no centro, é o lar de gigantescos aglomerados de estrelas jovens. Já o anel externo, que se expandiu por cerca de 440 milhões de anos, é composto por supernovas e formação de estrelas.

A Cartwheel já havia sido observada por outros telescópios, como o Hubble, mas a roda de carroça, cheia de poeira estelar, impediu uma visão detalhada — obstáculo vencido com a leitura de luz infravermelha de Webb.

Para a observação, entrou em cena o instrumento Nircam, o principal gerador de infravermelho do telescópio, que consegue captar luz do tamanho de uma bactéria, o que tornou possível que os cientistas experimentassem um “abrir das cortinas” estelar para o espetáculo de uma imensidão de estrelas jovens se formando no anel externo da galáxia.

O instrumento Miri, mais analista para ver detalhes mais sutis, mostrou regiões dentro da galáxia ricas em hidrocarbonetos e outros compostos químicos, como poeira de silicato, como grande parte da poeira da Terra.

Os dados fornecidos pelo telescópio dão a certeza para os astrônomos de que a galáxia, que era espiral antes da colisão e se tornou uma galáxia anel, ainda está em transição e deve continuar a se transformar ao longo do tempo.

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