“Que amor é esse?”, diz amigo de mulher morta pelo marido em São Sebastião

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Familiares e amigos compareceram ao enterro na manhã desta terça-feira. Cachorro de estimação da vítima não saiu do lado do caixão

 

Com muita emoção amigos e familiares se despedem de Renata Alves dos Santos, 29 anos, morta pelo marido na última sexta-feira (1º/11). O enterro ocorreu na manhã desta terça-feira (5/11), no Campo da Esperança, na Asa Sul.

cachorro de estimação da Renata não saiu de perto do caixão. Amigos contaram que o animal acompanhou a família dentro do ônibus até o cemitério. ”Ele entrou no ônibus e quando chegou aqui ele não saiu de perto dela. Renata amava esse cachorro. ‘Amarelo’, como ela chamava”, relata o amigo e vizinho, Márcio de Rocha Santos, 43.
Ele acompanhou o relacionamento de Renata e Edson dos Santos Justiniano Gomes, 43, e não se conforma. “Que amor é esse que é capaz de matar? Isso não é amor”. Ele contou que o casal sempre brigava. “Eu cheguei a falar para ela largar ele, mas ela não queria. Ela já se queimou, uma semana antes do crime ele afundou a cabeça dela com a tampa da panela”, relata o pedreiro que conhecia a vítima há seis anos.

Relembre o caso

Renata morreu após ser agredida fisicamente pelo companheiro. De acordo com apuração da 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião), o casal tinha saído cedo de casa, na Rua 8 da Quadra 19 do Núcleo Rural Morro da Cruz, em São Sebastião, para irem a um bar da região. Eles ficaram no local até a noite, quando decidiram retornar para a residência, onde estava a mãe da vítima, Judite Alves dos Santos, 68.
A idosa não conseguiu identificar o motivo da discussão e disse à polícia que os dois estavam alterados e que, durante a briga, eles se agrediram. Ela tentou impedir, mas, devido à idade, não teve forças. Edson deu socos na testa e no rosto de Renata, que caiu desmaiada.  Ela morreu no chão de própria casa. Renata é a 29ª vítima de feminicídio no Distrito Federal este ano. O suspeito está preso.
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