Preços da indústria têm inflação de 1,94% em julho, de acordo com pesquisa do IBGE

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Fábrica da Yamaha. Linha de montagem de motocicletas Yamaha. Chão de fábrica. Manaus (AM) 26.10.2010 - Foto: José Paulo Lacerda

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a variação de preços dos produtos na saída das fábricas, registrou inflação de 1,94% em julho deste ano. A taxa é superior ao 1,29% de junho deste ano, mas inferior aos 3,22% de julho de 2020.

A partir do resultado de julho, a inflação anual acumulada do IPP foi de 21,39% (mais do que os 19,38% registrados em 2020) e de 35,08% em 12 meses. Os dados foram divulgados hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além disso, caso a inflação acumulada continue em alta nos próximos meses, o custo de produção no lançamento de motos em 2022, será maior, influenciando no valor de venda pelas concessionárias.

Entretanto, das 24 atividades industriais em julho, 20 indústrias tiveram alta nos preços dos produtos, com destaque para alimentos (2,09%), refino de petróleo e derivados de álcool (3,26%), indústrias extrativas (3,61%) e metalurgia (3,68%).

Quatro atividades sofreram deflação (preços em queda): máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-1,37%), produtos de fumo (-0,51%), produtos têxteis (-0,49%) e produtos de madeira (-0,18%).

Entre os quatro principais setores econômicos da indústria, o aumento em julho veio principalmente de bens de consumo semiduráveis e de bens de consumo não duráveis (2,22%).

Enquanto, as taxas de inflação dos demais segmentos foram: bens de capital, isto é, máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (2,14%), bens intermediários, isto é, insumos industrializados usados no setor produtivo (1,90%), e bens de consumo duráveis (0,76%).

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