O Distrito Federal corre o risco de ficar sem gasolina, alerta sindicato

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Brasília(DF), 07/10/2015 - Postos de combustíveis aumentam o valor do etanol. Posto Ipiranga 114/115 norte . Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Setor diz que o problema é em duto e pode provocar desabastecimento em alguns postos

 

Em meio à polêmica da alta de preços nos postos, o sindicato do setor, o Sindicombustíveis, alerta que o Distrito Federal corre o risco de ficar sem gasolina. De acordo com a entidade, as distribuidoras estão em adequação e os estabelecimentos de bandeira branca não irão receber combustível nesta sexta-feira (20/09/2019), até segunda ordem.

De acordo com Paulo Tavares, presidente do Sindicombustíveis, talvez a falta não seja verificada nesta sexta. “Os postos estão com o estoque de ontem (quinta). Mas já temos revendedores que reclamaram de que não irão receber. Estes fatos são apenas um alerta do que pode acontecer. Ainda não há previsão de normalização. A BR distribuidora, por exemplo, mandou trazer 500 mil litros de gasolina do estoque de Goiânia (GO) e estará chegando ainda hoje em Brasília para atender aos postos de sua rede”, assinalou.

A princípio, as distribuidoras deram informações conflitantes para o problema. “Há versões de vazamento de duto por uma grande distribuidora e de que, em outra grande distribuidora, esta falta de produto se deve à demanda, que passou a ser maior que a oferta devido ao aumento da R$ 0,06 na gasolina, feito ontem (quinta) e repassado aos revendedores, somado aos fatos ocorridos na Arábia”, destacou o sindicato, em nota.

Por volta das 10h, segundo Paulo Tavares, foi confirmado o problema no bombeamento do duto que abastece Brasília e Goiânia. “Cada distribuidora tem seu plano individual para responder à falha. A previsão de retorno à normalidade até segunda-feira (23/09/2019). Durante este período, estaremos em adequação de produtos na venda”, acrescentou.

Nessa quinta-feira (19/09/2019), a Agência Nacional de Petróleo (ANP) fiscalizou os postos do Distrito Federal. A ação foi motivada por denúncias de preços abusivos praticados pelos estabelecimentos. Na quarta (18/09/2019), foi a vez do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) ir a campo para notificar e recolher notas fiscais dos postos que estão cobrando mais que R$ 4,22 pelo litro da gasolina, média registrada pela ANP na última semana.

Após a fiscalização do Procon, o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF) divulgou uma nota técnica mostrando que a alta “parece representar apenas a recomposição de parte da margem de lucro bruto em torno de 10%” dos estabelecimentos”. De acordo com a entidade, a margem “ainda está muito longe dos 15,87% de lucro bruto considerado razoável pelo próprio Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ao limitar uma grande rede de postos em Brasília em janeiro de 2016″.

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