No Enem 2020 vários alunos se aglomeram e reclamam de falta de organização no primeiro dia de provas

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Confusão de endereços no aplicativo da prova deixou estudantes perdidos e muitos acabaram perdendo o exame

 

A primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 começou neste domingo (17/1) para os mais de 113 mil inscritos no Distrito Federal, segundo o Inep. Os portões foram abertos às 11h30 nos 257 espaços disponibilizados pelo governo em todo DF.

Na UDF, foram registradas filas, pequenas aglomerações e reclamações quanto ao endereço disponibilizado pelo aplicativo do Enem, que não constava a entrada correta dos alunos — já que a universidade tem duas entradas: câmpus sede (704 / 904) e câmpus Reitor Rezende (903).

A estudante Palloma Vasconcelos, 19 anos, moradora do Cruzeiro, perdeu a prova do Enem por conta da confusão de endereços. Ela chegou ao local às 11h40, pegou filas e até entrou na sala do campus, mas seu nome não constava na lista de candidatos (veja no vídeo abaixo).

“Estava bem tumultuado. Levei meia hora para achar a sala e cheguei a entrar. Tinha fila e aglomeração também. Quando o instrutor me disse que era em outro prédio, faltavam só 8 minutos para os portões fecharem”, conta. Ela afirmou estar decepcionada com a falta de especificação dos endereços. “Foi uma desorganização muito grande e falta de informação, poderiam ter explicado melhor, justamente pela proximidade dos blocos”, diz.

Bruna Balduino, 18 anos, do Cruzeiro, também não conseguiu fazer o exame (veja no vídeo abaixo). “Fomos pelo caminho errado, porque não sabíamos. Andamos uns 10 minutos, viemos correndo, mas não deu tempo, tinham acabado de fechar o portão”, relata.

Choro e desinformação

Emocionada, a estudante Teane Limeira, 22 anos, conta que perdeu o Enem por causa da falta de informação. Ela afirma ter esperado um ônibus na Granja do Torto por mais de 1h e ainda entrou no campus errado (veja no vídeo abaixo). Teane já estuda enfermagem em uma universidade particular e faria a prova para tentar uma bolsa de estudos.

“Agora, nem sei o que fazer mais. Eu acho muito injusto para a gente que já estava dentro da sala, com o saquinho que entregaram, e falaram que não poderia mais fazer a prova. Isso é uma falta de respeito muito grande com quem está esperando para fazer o Enem”, revolta-se a estudante.

A servidora pública Caroline Alvarenga, 34 anos, está grávida de 9 meses e teve que caminhar 10 minutos em meio a multidão de alunos e pessoas correndo para os prédios. “Estou achando confuso. As informações eram completas no site. Eu usei o aplicativo neste ano e achei bem pior”, diz.

Mudanças

Nesta edição, a preparação para o exame teve que passar por mudanças, por conta da pandemia da covid-19. As medidas sanitárias precisaram ser reforçadas e os portões foram abertos as 11h30 para evitar aglomeração. As portas fecharam as 13h e as provas começaram 13h30. Os alunos podem deixar a sala a partir das 15h30, sem o caderno de provas. Para levar o documento, devem sair a partir das 18h30. Neste domingo, a aplicação do exame termina as 19h.

Como medida de segurança, foi proibida a entrada de qualquer participante no local de provas após o fechamento dos portões e sem a máscara de proteção. Durante a identificação também foi necessária a higienização das mãos com álcool em gel próprio ou fornecido pelo aplicador, antes de entrar na sala de provas.

A aplicação do Enem estava prevista originalmente para novembro de 2020, mas foi adiada para janeiro deste ano – mesmo após enquete com participantes indicar o mês de maio de 2021. De acordo com o governo, a prova em maio atrasaria o cronograma de outros programas de ingresso no ensino superior.

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