Muito além da música: videoclipes com mensagem social, inclusão e acessibilidade

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O mercado fonográfico sofre transformações todos os dias, seja nos gêneros musicais que são resgatados ou nos subgêneros que surgem e ascendem com o universo digital. E, com a alta concorrência, produtos audiovisuais são essenciais para o alcance de novos públicos.

Com isso, também surge a importância de levantar pautas e temas sociais relevantes para a sociedade e não apenas para o mercado musical. Há uma variedade de assuntos quando a inclusão social vira pauta para a arte, artistas de diversos segmentos têm dado visibilidade para comunidade surda, a deficiência visual e física. A banda santista Balara intitula seu estilo como o “Pop Inspirador”, sempre com composições que carregam uma mensagem alto astral e significativa para quem as ouve.

Com o trabalho focado na inclusão social, em 2018 a banda chegou a ganhar 2 prêmios internacionais na Espanha pelo seu trabalho no videoclipe de “Guardo na Mente”, os prêmios foram de “Melhor Mensagem Social em Videoclipe Musical” e “Melhor Produção em Videoclipe Musical”, no renomado Festival de Cinema Prémios Latino. A banda reverte toda renda decorrente da monetização no YouTube do clipe em doações para as instituições Lar das Moças Cegas e Projeto Música Transformando Vidas.


Cantor e compositor paulista Rodrigo Alarcon
(Créditos: Foto/divulgação)

O cantor e compositor paulista Rodrigo Alarcon também trabalhou com a inclusão social em seu videoclipe de “Apesar de Querer”, lançado em 2020, em parceria com Abacaxepa. Neste projeto, o artista trabalhou com língua de sinais, onde se preparou para o trabalho com a pedagoga e especialista em Libras e Educação Inclusiva, Pollyane Rodrigues.


Atriz, cantora, compositora e dubladora Luiza Caspary para campanha de “Survivor”
(Créditos: Carlos Franco)

A atriz, cantora e compositora Luiza Caspary trabalha há anos com a acessibilidade e a inclusão social nos seus projetos. A cantora disponibiliza nos videoclipes os recursos de leitura labial, legendas descritivas com as letras das músicas e interpretações em Libras. Luiza é a primeira no Brasil a tornar seu trabalho acessível para pessoas com deficiência, já tendo utilizado também o recurso da audiodescrição em suas produções musicais.

Com o peso da importância dessa iniciativa de mensagens sociais em videoclipes e músicas, o mercado fonográfico e do audiovisual tem se aprimorado cada vez mais para entrar de vez com a acessibilidade em todos os projetos. Por ora, os trabalhos são pontuais, mas a conscientização vem ganhando força, pouco a pouco o espaço para este meio tende a dominar as propostas.

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