Mais de dois mil municípios brasileiros não registram mortes por COVID-19 desde agosto

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Coronavirus. COVID-19. 3D Render

Total representa 38% das cidades brasileiras; vacinação tem papel importante neste marco

 

A pandemia de COVID-19 parou o mundo. No Brasil, os danos foram enormes: mais de 590 mil mortes e 21 milhões de casos confirmados da doença. Os anos de 2020 e 2021 foram desastrosos para o país, com perda de empregos, encerramento de empresas, colapso dos sistemas de saúde público e privado e alguns entraves na vacinação em massa. Não é de se espantar que, depois de tudo isso, o Brasil ainda esteja respirando sob aparelhos para se recuperar da crise, mas o cenário é de melhora pelos próximos meses.

Isso porque, com o avanço da vacinação, a imunização das pessoas está protegendo e impedindo que o vírus circule por mais tempo do que anteriormente, quando o esquema vacinal ainda nem era uma realidade tão sólida. Hoje, o Brasil já conta com mais de 40% da população vacinada com a segunda dose, sendo que alguns idosos já começaram a receber a terceira dose da vacina para prolongar a imunidade. Como consequência direta disso, o número de mortes também caiu consideravelmente: a média de mortes já está em 225 pessoas por dia – uma queda de 50% em relação a sete dias atrás.

Um outro dado muito importante e crucial para analisar a situação do coronavírus no Brasil é que, desde agosto deste ano, 38% das cidades brasileiras não registraram mortes por COVID-19. Isso equivale a 2.115 cidades que não registraram óbitos nos últimos dois meses. A maior parte destas cidades está localizada em Minas Gerais, com 314 municípios no total. Os municípios de Machado (MG) e Breves (PA) são algumas das cidades mais populosas de seus respectivos estados, sem registros de morte por coronavírus desde agosto.

A redução de mortes e de casos permite, por exemplo, que as atividades comerciais voltem normalmente, além de dar um respiro para outros setores como o turismo, que foi um dos principais afetados pelo isolamento social obrigatório para conter o vírus. Os hospitais também desafogaram; nos piores momentos da pandemia, não era incomum ver cidades e estados registrando colapso do sistema de saúde, sem nenhum leito disponível para receber os doentes contaminados.

Além disso, as farmácias também tiveram um momento de procura neste mesmo período. Profissionais formados em curso de farmácia precisaram se adaptar à nova realidade, fornecendo desde medicamentos para reduzir sintomas de COVID-19 até realizar testes para detectar a doença.

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