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Nos primeiros dias de março, chove mais de 60% do esperado para o mês

Um deslizamento de terra arrastou árvores e encobriu um córrego, em Sobradinho II, onde a lama fechou uma estrada na zona rural

 

Escolas interditadas, ruas alagadas e estradas destruídas são os rastros deixados pela chuva no Distrito Federal. Em 11 dias, choveu 86,5mm, mais de 60% do esperado para todo mês (130,4mm). O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta para chuvas acumuladas, que apresentam “perigo potencial” aos moradores da capital. As precipitações vão ao menos até domingo.

A previsão para hoje é de que o céu se mantenha de nublado a encoberto com pancadas de chuvas e trovoadas. Durante a madrugada, os termômetros devem registrar 17°C e podem marcar até 27°C à tarde. A umidade relativa do ar varia entre 95% e 70%.

Um deslizamento de terra arrastou árvores e encobriu o córrego no Morro do Sansão, em Sobradinho II, na manhã de ontem. A lama atingiu a estrada de terra da comunidade e abriu crateras, impedindo a circulação. Nenhuma casa sofreu danos, mas a Defesa Civil colocou os moradores em estado de alerta, pois pode haver acidentes com mais chuvas.
Apenas uma moradora foi orientada a desocupar a casa, porque o terreno molhado podia ceder. “Nenhuma casa foi atingida. Porém, é necessário que o terreno fique seco para que novos acidentes não ocorram”, explicou o subsecretário do Sistema da Defesa Civil, coronel Sérgio Bezerra.
Diretor da Escola Classe Morro do Sansão, Kelton Ferreira e Silva conta que alunos faltaram à aula por causa dos estragos. “Nossa escola não teve danos, porque temos um sistema de drenagem muito bom. Porém, muitos alunos não conseguiram vir às aulas. A estrada ficou destruída, impedindo a circulação de automóveis, principalmente na região rural”, lamentou.
Kelton disse ainda que funcionários do colégio precisaram furar buracos nas paredes de casa para que a água saísse. “Nunca tínhamos passado por uma situação dessas. Até locais asfaltados foram destruídos. Parecia que nunca ia parar”, relatou.
Sobradinho também sofreu com a chuva na quarta-feira. Parte da pediatria do Hospital Regional foi interditada por causa de um alagamento. Os pacientes foram levados para outras alas da unidade de saúde. No mesmo dia, os bombeiros registraram inundações no bairro Jardim Europa, Setor de Mansões e Grande Colorado.
No fim de semana, a água invadiu três unidades de ensino de Samambaia: as escolas Classe 502, 425 e o Centro de Educação Primeira Infância Algodão do Cerrado. Ninguém ficou ferido, mas as aulas precisaram ser interrompidas para vistoria.
As chuvas também trazem alívio aos moradores do Distrito Federal, que passaram por período de racionamento de água no ano passado. Os reservatórios de Santa Maria e do Descoberto, responsáveis pelo abastecimento de mais de 80% da capital, estavam com 85% e 100%, respectivamente, das capacidades totais, ontem, segundo a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa).

Para saber mais

Preocupação com a gripe
Com a mudança de clima e a transição entre o período marcado por chuvas e o tempo seco, o índice de casos de gripe também cresce. Desde quarta-feira, a campanha de vacinação contra a doença está em andamento no DF. Até 21 de abril, serão atendidas crianças de seis meses a 6 anos e mulheres grávidas.
De 22 de abril até 31 de maio, a vacinação será ofertada também para as pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, professores das escolas públicas e privadas, povos indígenas, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, os adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medida socioeducativa, a população privada de liberdade e os servidores do sistema prisional.
Em 2019, foram registrados, de acordo com os dados mais recentes da Secretaria de Saúde, 151 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), relacionada com o vírus da gripe.

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