Para fechar as contas, 38% dos brasileiros buscam renda extra 

Pagar dívidas é a maior necessidade dos que fazem “bicos”; venda de comida e trabalhos como freelancer são as principais atividades

A dupla jornada de trabalho é a realidade de cada vez mais brasileiros, que têm de complementar seus salários com “bicos”, para não ficar no vermelho. O desafio de fechar as contas no fim do mês já obriga 38% dos trabalhadores a buscar uma renda extra, como mostra um estudo realizado pela empresa Acordo Certo, especializada em recuperação de crédito.

Dessas pessoas, 57% iniciaram as atividades extras na pandemia da Covid-19, e o motivo que levou exatamente a metade delas a fazer isso foi o pagamento de dívidas. A segunda motivação mais citada, por 30% dos trabalhadores, foi o aumento das contas domésticas e, em terceiro lugar, com 17% das menções, ficou a perda do emprego fixo.

A pesquisa foi realizada na última semana de abril, por meio de entrevistas online, com 2.017 pessoas, todas cadastradas na plataforma da Acordo Certo. Mulheres eram a maioria, 54%, enquanto os homens que participaram foram 45% do total, que incluiu trabalhadores de todo o pais, com idades entre 18 e 65 anos. Mais da metade estava trabalhando com carteira assinada, e tinha renda, familiar ou pessoal, de até 2 salários mínimos.

“Diante da incerteza econômica, marcada pela queda da renda familiar e o aumento da pobreza no país, muitos precisaram recorrer a um segundo emprego. Já os que ficaram desempregados tiveram que trabalhar por conta própria, para arcar com as despesas básicas de sobrevivência”, diz Bruna Allemann, educadora financeira da Acordo Certo.

Aulas online também ajudam a  complementar a renda

FREEPIK/MASTER1305

Entre as principais atividades realizadas por quem busca renda extra, estão: venda de comida (15%), serviços como freelancer, relacionados à profissão (13%), trabalhos domésticos (13%), serviços de manutenção (13%), venda de roupas (12%), comercialização de produtos de catálogo (11%), atuação como motorista de aplicativo (8%), e prestação de serviços estéticos (8%).

“Para 82% dos respondentes, a atividade extra é essencial para sustentar a família”, conta a especialista.

As horas de trabalho a mais são desgastantes para 57% dos entrevistados, e 80% pretendem continuar com a segunda ocupação, mesmo depois de conseguirem equilibrar as contas. “O custo de vista aumentou para todos. Além da parcela que já tem uma atividade extra, a pesquisa mostrou que outros 70% gostariam de ter um trabalho complementar para obter mais dinheiro”, comenta Bruna.

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