Pais denunciam estupro coletivo sofrido por filho de 12 anos em escola

De acordo com família, o crime teria acontecido em uma escola pública da Zona Sul do Recife; Polícia Civil investiga o caso

A Polícia Civil de Pernambuco está investigando denúncia de que um estudante de 12 anos teria sofrido estupro coletivo e agressões em uma escola pública da Zona Sul do Recife. De acordo com relato da família, divulgado pelo G1, os pais perceberam os abusos ao ver marcas no corpo do adolescente. Os abusos seriam cometidos por outros alunos da instituição.

“Eles entravam, jogavam ele no chão e espancavam ele ali, no chão, para ninguém ver. Chegaram ao ponto de levar ele para o banheiro, né? Aí, botaram arma na cara dele. E foi quando três deles seguraram ele e os outros cometeram o abuso”, contou a mãe do menino.

A família também descobriu que o adolescente começou a faltar aulas após os abusos para fugir da escola. Ao conversar na instituição sobre o medo que o menino sentia de ir para a escola, a mãe relatou que a escola respondeu que nada estava acontecendo. “Disseram que era tudo coisa da cabeça dele. Que nada disso era verdade, que eu não desse importância porque era tudo coisa da cabeça dele”, contou.

Com a descoberta do crime, os pais do menino decidiram trocar ele de escola. Um Boletim de Ocorrência foi registrado em 13 de abril e o menino passou por exame de corpo e delito.

A Secretaria de Educação de Pernambuco informou que a direção da escola ficou sabendo do caso em 18 de abril e que a gestão da unidade já prestou depoimento. “Em casos de violência, os estudantes são orientados a informar aos professores e a gestão da escola, que fazem uma escuta ativa e tomam as medidas cabíveis para sanar o problema”, diz.

Nota completa 

“A Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE/PE) esclarece que o suposto caso de violência sofrido por um estudante em uma escola da rede pública estadual, situada no Recife, segue em investigação pela Polícia Civil de Pernambuco. A direção da escola tomou conhecimento do caso no dia 18 de abril, durante uma reunião convocada pelo Conselho Tutelar. A gestão da unidade de ensino prestou depoimento no início de junho e está à disposição para ajudar nos trabalhos da polícia.

A SEE/PE reitera o compromisso com a cultura de paz no ambiente escolar, onde todo e qualquer tipo de preconceito é inadmissível. Em casos de violência, os estudantes são orientados a informar aos professores e a gestão da escola, que fazem uma escuta ativa e tomam as medidas cabíveis para sanar o problema.”

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