O Pintor confessou a morte de mulheres em apartamento, diz Polícia Civil do Rio

Um homem identificado como Jonatan Correia Damasceno, confessou ter matado a idosa e a diarista que trabalhava no local

Segundo a Polícia Civil do Rio, um homem identificado como Jonatan Correia Damasceno, que havia sido contratado para pintar o apartamento de Martha Maria Lopes Pontes, de 77 anos, no Flamengo (zona sul do Rio), confessou ter matado a idosa e Alice Fernandes da Silva, de 51 anos, que trabalhava como diarista no local. O crime aconteceu na tarde de quinta-feira, 9, no imóvel de Martha, na avenida Ruy Barbosa.

Damasceno foi detido na tarde desta sexta-feira, 10, na favela de Acari (zona norte), e levado à Delegacia de Homicídios do Rio, que investiga o crime.

Segundo a polícia, ele praticou o crime junto com William Oliveira Fonseca, também contratado para pintar o apartamento. Fonseca está sendo procurado.

Depois de sair do apartamento onde mataram as duas mulheres, eles foram a um banco e descontaram três cheques de R$ 5.000, em nome de Martha, segundo a polícia.

Os dois serão indiciados por latrocínio (roubo seguido de morte), extorsão (porque, segundo familiares, eles estavam exigindo dinheiro da idosa) e incêndio (porque eles atearam fogo ao apartamento, antes de fugir).

Os corpos das duas mulheres foram localizados pelos bombeiros, chamados por vizinhos após constatar o incêndio no apartamento.

Martha e Alice foram encontradas degoladas. O corpo da idosa foi carbonizado. Alice era diarista no imóvel havia mais de 20 anos

Segundo um filho de Alice, o bombeiro hidráulico Diogo Fernandes da Silva, de 27 anos, o serviço já havia sido pago, mas os dois pintores estavam exigindo mais dinheiro.

“O serviço foi feito e todo pago, mas eles estavam coagindo a dona Martha a dar mais dinheiro. A dona Eleonora, filha dela, contou que há 15 dias eles bateram lá contando uma história triste e querendo mais dinheiro. Em outro episódio, na última semana, eles foram lá novamente, desta vez só com a dona Martha, colocaram o pé na porta, a ameaçaram e a coagiram para levar mais dinheiro. Nesse dia, a minha mãe não estava lá.”

A Polícia Civil já recolheu imagens que mostram os dois pintores chegando ao imóvel, às 13h34. Eles usavam máscaras e bonés e carregavam uma sacola.

Segundo o filho da diarista, a entrada da dupla foi autorizada por Martha e Alice.

Estadão Conteúdo

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