O Brasil está tentando aplicar aprendizagem híbrida em instituições de ensino

Está sendo criado um novo conceito de aprendizagem nas escolas: a “Aprendizagem Híbrida”.

Está sendo criado um novo conceito de aprendizagem nas escolas: a “Aprendizagem Híbrida“. As orientações para regulamentação e adoção do sistema com qualidade, equidade e inclusão possuem muitas definições no Brasil e no mundo da aprendizagem, mas muitas das formas de aplicações, abordagens e teorias são contraditórias.

O levantamento das informações veio a partir de uma colaboração entre Dados para um Debate Democrático (D³e), TLTL (Transformative Learning Technologies Lab), da Universidade de Columbia nos Estados Unidos, e também a Fundação Telefônica e o Lemann Center. Neste estudo, foram apresentadas as experiências internacionais de aprendizagem híbrida, bem como os desafios para sua aplicação e recomendações que podem ajudar a formular políticas públicas para a implantação dessa modalidade no país.

Dentre as diversas questões que foram apresentadas no documento, encontramos o problema da infraestrutura básica para sua adoção correta. O estudo também ressalta que, mesmo que algumas práticas de aprendizagem híbridas possam ocorrer sem mediações de tecnologias digitais, as estratégias usadas pelos brasileiros em andamento e as ações governamentais atuais sugerem que os ambientes digitais serão a mediação principal entre abordagem híbrida e o cotidiano educacional.

Para que o trabalho surta efeito, é essencial que as instituições de ensino, educadores e também os alunos tenham acesso irrestrito a dois elementos fundamentais, que são computadores capacitados e conexão permanente à internet. Com o objetivo de demonstrar o quão importante é o ponto citado, foi feito um estudo com base em um relatório criado em 2021 pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), o qual mostra que, no Brasil, o celular tem sido o equipamento mais utilizado pelos estudantes, representando 84% do total, mas entre esses alunos que utilizam o celular, 40% dividem o aparelho com outra pessoa. Segundo especialistas, o aparelho não é um dispositivo adequado para poder realizar as atividades educacionais no modelo remoto.

Devido à pandemia, o poder público buscou soluções rápidas e baratas para possibilitar a educação remota no país, o que é compreensível no cenário emergencial que enfrentamos. Porém, os pesquisadores indicam que, para formar políticas de aprendizagem híbrida, os responsáveis pela gestão pública precisam entender que a escolha de tablets e celulares acaba sendo prejudicial em comparação ao uso de computadores.

A elaboração e aplicação de ensino através de ambientes virtuais depende muito das decisões de métodos e de investimentos que estão além dos muros das escolas. E, também, atender a todos esses pontos é algo que somente uma política pública e adequada poderia proporcionar.

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