Naturezas mortas, retratos e paisagens | Mostra Coletiva | Galeria Casa

 

Com curadoria de Bernardo Scartezini e Dalton Camargos, uma exposição reúne dez artistas visuais de Brasília de diferentes gerações que por meio da pintura trabalham e reinventam três ancestrais gêneros figurativos

 

Com curadoria de Bernardo Scartezini e Dalton Camargos, no dia 9 de julho, a partir das 17h, a Galeria Casa recebe a mostra coletiva “Naturezas mortas, retratos e paisagens“. Nesta exposição, os curadores se propõem a apresentar um recorte da recente produção em pintura de artistas visuais de Brasília e de diferentes gerações.  Participam da mostra Adriane Kariú OliveiraBrida Abajur, Camila Soato, Courinos, Gustavo Silvamaral, Lorenzo Cordella, Ly Assunção, Nelson Maravalhas, Romulo Barros e Silvie Eidam.  Em exibição até o dia 31 de julho, a visitação é de terça a sábado, das 14h às 22h, e domingo, das 12h às 20h. A entrada é gratuita e a classificação indicativa é livre para todos os públicos. A Galeria Casa fica no Casapark, Piso Superior, dentro da Livraria da Travessa.

 

Dalton Camargos, programador da Alfinete Galeria, teve a ideia de aproveitar a data que lhe foi oferecida na Galeria Casa para levar ao público do Casapark uma mostra de pinturas. Para definir as obras a serem expostas, ele se valeu do trabalho de campo permanente que vem desenvolvendo desde que abriu a Alfinete, há quase dez anos. Desta vez, Camargos contou para tanto com a colaboração de Bernardo Scartezini, jornalista e crítico de arte, que também vem circulando pela cena brasiliense das artes visuais nesse mesmo período.

Camargos e Scartezini partiram de artistas com quem já têm contato, como Nelson Maravalhas, visitando o ateliê do Córrego do Urubu para tomarem dimensão da atual produção do pintor. Na sequência, conferindo recentes trabalhos de Gustavo Silvamaral e Romulo Barros, ficou claro para eles que a exposição assumia uma ênfase figurativa. E logo surgiram nomes de artistas com tal inclinação, como Camila Soato e Silvie Eidam. Buscando o diálogo entre as obras, Camargos e Scartezini fecharam o título “Naturezas mortas, retratos e paisagens” por perceberem nos trabalhos reunidos, em que pese as características de cada realizador e as temáticas de momento, a permanência e reinvenção desses três ancestrais gêneros figurativos.

Ao longo da temporada de exibição, em data ainda a ser definida, está prevista a participação da artista Courinos com uma intervenção no ônibus-galeria Mr. TruQUE no estacionamento interno do Casapark.

Sobre os artistas

Artista, tatuadora e designer, Adriane Kariú Oliveira nasceu no Gama – DF, com raízes no Ceará. É formada em Design de Moda pelo Instituto de Ensino Superior de Brasília – IESB e cursa o último semestre de Licenciatura em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília – UnB. Sua pesquisa artística é uma investigação da experiência do corpo sobre o físico e o metafísico, do inconsciente coletivo, desterritorialização, memória familiar e do voltar a atenção às coisas vivas. Aborda também temáticas referentes à maternidade, identidade e contra colonialidade por meio da observação, registro, experimentação, colecionismo imagético, deslocamento de sentido e esmiuçamento dos cânones da tradição da arte. Trabalha com pintura, arte digital, desenho, fotografia, colagem, gravura, animação e escultura como suas linguagens. É integrante do Coletivo Tamain de Arte indígena.

Brida Abajur (1996) vive e trabalha em Brasília. Bacharel em Artes Visuais pela UnB. Sua pesquisa – que compreende a linguagem do vídeo, desenho, pintura e objetos – explora elementos lúdicos, grotescos e kitsch, visando compreender afetivamente as narrativas que estão por trás do modo de existir das coisas.

Camila Soato nasceu em Brasília, DF, em 1985. Atua principalmente nos seguintes temas: arte contemporânea, feminismo, fuleragem, gênero e pintura. Vive e trabalha entre Brasília – DF e Planaltina – GO. Desenvolve pesquisas prático-teóricas em pintura, desenho e performance. Por intermédio de pinceladas expressivas e até mesmo com uma certa agressividade nas suas pinturas, combina imagens cômicas apropriadas do cotidiano banal, trabalha com o elogio ao descuido, assumindo o erro como índices poéticos. Escorridos, manchas e sujeiras, oriundos de um método de trabalho que privilegia o improviso, são protagonistas juntamente com personagens atrapalhados ou perversos em cenas esdrúxulas. Tudo isso é justaposto a narrativas bizarras.

Courinos, natural de Brasília (DF), 1995, é bacharel em Artes Visuais pela Universidade de Brasília, em 2018. Atualmente, se dedica sobretudo à pintura. Suas questões caminham pelo exercício da produção como ofício e seus conflitos com a despretensão, as relações entre referências outsiders e consagradas, os encontros entre o bruto e o delicado, a materialidade da pintura e a ampliação do espaço pictórico. Na brutalidade da pintura, a possibilidade de transcrever a crueza de pequenas observações sobre o mundo.

Gustavo Silvamaral é bacharel em Artes Visuais pela Universidade de Brasília (UnB), nascido em Brasília onde até hoje desenvolve seu trabalho. O artista constrói um diálogo contínuo com a linguagem pictórica, independente do suporte que utiliza, se posiciona enquanto pintor. Existe uma insistência em pensar o monocromático, colocando a cor como protagonista do trabalho, pensando sua relação com o espaço. O amarelo de Silva e seus possíveis significados estão sempre sendo negociados entre a obra e quem a olha, ele é potência nele mesmo e na relação que tenciona.

 

Lorenzo Cordella, 22 anos, criado em Brasília, hoje reside na cidade de São Paulo. É estudante de Artes Visuais e pintor. Muito inspirado pelo cinema e pela fotografia, suas pinturas retratam principalmente figuras da realidade, paralisando momentos efêmeros e cotidianos a partir de formas concretas e pinceladas sensíveis.

 

Ly Assunção é graduada em Línguas Estrangeiras Aplicadas- LEA MSI – pela UnB é artista e produtora cultural. Estreou como artista em 2020 na galeria Savta na exposição coletiva Mecanismo para Adiar o Fim. Em 2021 participou do Festival Desenho Vivo- CCBB Brasília, ministrando oficina de desenho experimental para crianças. Atua também como tradutora de espanhol na área de artes traduziu o texto Imagem Réptil – Notas Sobre Narciso e Hermafrodita de Luis Pérez Oramas, publicadas durante o Festival Desenho Vivo. Engajada na cultura, atua como produtora há 8 anos, trabalhando no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro em 2014, 2017, 2019 e 2021 e na Exposição 50 Anos do Realismo: do Fotorealismo a Realidade Virtual no CCBB Brasília e na 4ª Bienal do Livro e da Leitura, ambos em 2018. Atualmente atua como produtora do Educativo do Museu Nacional e em projetos que levam escolas públicas ao teatro e a exposições no DF. Recentemente promoveu um curso gratuito de mediação artística realizado no Espaço Cultural Renato Russo.  A artista iniciou sua pesquisa em pintura em 2019, com trabalhos experimentais em materiais diversos, como papel, papelão, rímel e graxa. Posteriormente passou para pigmentos como acrílica e óleo usando telas como suporte. Sua obra permeia por temas como religião e política, retratando memórias subjetivas junto ao resgate da história do Brasil.

 

Nascido em Copacabana, Rio de Janeiro, 1956; vivido em Manaus, Itabuna e radicado em Brasília em 1967, Nelson Maravalhas é Formado em Educação Artística pela UnB em 1981, Mestrado em Pintura e Desenho pela School of the Art Institute of Chicago, 1984-6, Doutorado em Teoria e História da Arte pela University of Kent at Canterbury, 1997-2001, e pós-doutorado na Universität Heidelberg, 2013. Trabalha exclusivamente com figuração alegórica, em que pessoas fazem alguma coisa, em algum lugar, durante um certo tempo. São situações irreversíveis, no qual uma proposição de natureza verbal é encenada com sujeito, verbo, objeto e predicado. Já expôs individualmente em Cuiabá, Rio de Janeiro, Chicago, São Paulo e Florianópolis, e em coletivas em Goiânia, Recife, Curitiba, Toronto, Amsterdam, Berlim e Leipzig

 

Rômulo Barros, 24, nasceu e cresceu no interior de Minas Gerais, um meio social onde os padrões de comportamento culminam na repetição das histórias locais, processo em que todos acabam dentro da mesma trouxa. Observa essas experiências e as insere em sua produção. Questionando sempre a própria identidade, procura externar a sua própria perspectiva, de um ser que busca, em si e em sua memória e ancestralidade, uma relação de afeto, vínculo, fluxo e refluxo. Atualmente tem uma produção artística que perambula pelos campos da pintura, instalação, escultura e gravura. Utiliza de processos que envolvem a manualidade e artesania e faz uso de materiais muito diversos, em sua maioria fuleiros, mas que carregam em subjetividades e significados quando são costurados, furados, colados, amarrados, agregados, desorganizados, esculpidos, esvaziados e preenchidos.

 

Silvie Eidam nasceu em Frankfurt/Main na Alemanha e vive atualmente no Brasil.Ela foi aluna das artistas locais Andrea Simon e Beatrix Pohle-Stiehl, e continuou a sua formação estudando artes plásticas na Universidade de Brasília e no Goldsmiths College em Londres. Durante os seus anos na universidade, foi membro ativo de grupos ativistas feministas em Brasília e Londres com foco em sua arte nas representações do corpo feminino e identidades políticas em uma grande variedade de mídias, participando em exibições coletivas desde 2005. Ultimamente, vem pesquisando a temática da morte e as suas manifestações visuais e emocionais no mundo dos vivos.

 

Sobre os curadores

Bernardo Scartezini é jornalista, crítico de arte e programador musical. Formado em Comunicação Social e em Teoria, Crítica e História da Arte pela Universidade de Brasília (UnB). Desde os anos 1990, cumpre trajetória no jornalismo cultural, tendo passado por veículos como Correio Braziliense, Jornal do Brasil, Veja Brasília e Metrópoles. Como programador musical, produziu e apresentou os programas Marco Zero e Anjos da Noite nas rádios Cultura FM e Câmara FM. Atualmente colabora no programa Cult 22 e comanda o Bloodbuzz (ambos em cuxxx2.com).

 

Dalton Camargos é fotógrafo, iluminador, fundador e programador artístico da Alfinete Galeria, trabalha profissionalmente nas áreas de teatro, dança, artes visuais, vídeo e fotografia desde 1992.

Sobre o curador da Galeria Casa

Carlos Silva nasceu em 1963 em Barretos (SP). Vive e trabalha em Brasília desde 1982. Atua como artista visual, historiador, mestre em arte, especialista em psicologia e educação, professor, curador independente, crítico, coordenador de cursos livres e programas educativos em artes visuais, diretor de galeria, consultor, diretor de criação. Foi membro do Conselho de Cultura do DF e professor do Departamento de Artes da UnB. Como curador e assistente, assinou “suspensões”, “a seco”, “fora do lugar” e “100 anos de Athos Bulcão”. Participa de exposições individuais e coletivas. Atua na interface entre arte, história, literatura, psicanálise e filosofia. Publica textos técnicos e poéticos com frequência.

Serviço:

Naturezas mortas, retratos e paisagens

Coletiva de pintura

Artistas | Adriane Kariú OliveiraBrida Abajur, Camila Soato, Courinos, Gustavo Silvamaral, Lorenzo Cordella, Ly Assunção, Nelson Maravalhas, Romulo Barros e Silvie Eidam

Curadoria | Bernardo Scartezini e Dalton Camargos

Abertura | 9 de julho de 2022

                    A partir das 17h

Onde | Galeria Casa

              Casapark, Piso Superior, dentro da Livraria da Travessa

Visitação | até 31 de julho

                    De terça a sábado, das 14h às 22h

                    Domingo, das 12h às 20h

Entrada | Gratuita

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