Grupo pró-democracia reúne pessoas em frente à embaixada da China, e opõe-se ao controle chinês na região de Hong Kong

1° de julho, Hong Kong comemora 25 anos desde que deixou de ser ex-colônia britânica e tornou-se uma região administrativa especial da China

Hoje o Democracia Sem Fronteiras (DSF) reuniu diversas pessoas em frente à Embaixada da China, para questionar a repressão que o governo chinês faz sobre a região semiautônoma de Hong Kong. Os cartazes estampam frases como “Hong Kong livre”, “Free Hong Kong”…

Hong Kong comemora, hoje, 25 anos desde que deixou de ser ex-colônia britânica e tornou-se uma região administrativa especial da China. A data é marcada pela visita do presidente chinês, Xi Jinping, que irá assistir a tomada de posse do novo governante de Hong Kong, John Lee, ex-policial de alto escalão que se tornou funcionário público. Desde o início da pandemia, esta é  a primeira vez que Xi sai do território da China continental.

O Democracia Sem Fronteiras manifesta-se sobre a postura do sucessor de Carrie Lam e a interferência do governo chinês em Hong Kong, tendo em vista a trajetória de John Lee, que já foi chefe de segurança da cidade e estava a frente das ações de repressão contra o movimento pró-democracia, na região, durante as manifestações que ocorreram em 2019.

“O governo de John Lee tende a ser pró-Pequim e, por isso, é preciso observar os movimentos da China continental, em Hong Kong, nos próximos anos. Não podemos descartar que as autoridades chinesas violam de forma descarada os direitos humanos e tornou, este ano, o território chinês alvo de investigações da Organização das Nações Unidas (ONU)”, destaca o DSF.

Os protestos em massa emergiram, no ano de 2019, após um projeto de lei que permitiria a extradição de suspeitos de crimes para a China continental sob certas circunstâncias. A população analisou a proposta como perigosa, visto que poderia expor honcongueses a julgamentos injustos e tratamento violento.

Diferente do resto da China, desde a devolução da ex-colônia britânica, Hong Kong tem seu próprio sistema de leis e independência judicial, devido ao modelo conhecido como “um país, dois sistemas” com duração prevista de 50 anos. O acordo acaba em 2047, e ainda não se sabe qual será o novo modelo de governo a partir da data.

“A nomeação de John Lee, que liderou a repressão contra o movimento pró-democracia, como líder do território sacramentou a visão da China para a população de Hong Kong. Diversas manifestações ocorreram para tentar barrar o controle chinês, o que acabou não prosperando, pois inevitavelmente a China conseguiu impor seu modelo autoritário ao território”, destaca o grupo.

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