Férias escolares aumentam riscos de acidentes domésticos com crianças

 

Pediatra ensina como minimizar os riscos e agir em cada caso

 

Brasília, 11 de julho de 2022 – No mês de julho, as crianças entram em férias escolares e acabam passando mais tempo em casa. Muitas vezes, quando os pais ainda estão trabalhando, os filhos ficam sem supervisão adequada e os riscos de acidentes aumentam.

 

O ambiente doméstico é repleto de perigos como piscina, fogão, tomadas, produtos de limpeza e vários outros fatores que podem passar despercebidos pelo olhar de um adulto, que já está acostumado a lidar com esses objetos no dia a dia. Portanto, cabe aos responsáveis manter o local seguro para os pequenos.

 

De acordo com o pediatra Dr. Henrique Gomes, é importante lembrar que a criança não é um “adulto pequeno”, pois muitas vezes desconhece o risco e é bastante curiosa. Uma forma de prevenir é deixar as crianças de até 8 anos sempre com um responsável exclusivo para elas e mantê-las em um ambiente controlável, distante dos perigos que podem ocorrer no domicílio.

 

São vários os riscos que uma casa pode oferecer. “No Brasil, a sufocação é o tipo de acidente que mais tira a vida de crianças com menos de um ano de idade. Crianças são, no geral, curiosas e alheias ao perigo. Então, elas podem acabar presas em locais fechados onde a passagem de ar não seja possível, como em baús de brinquedos ou até o porta-malas de um carro”, enumera o pediatra.

 

Por isso, é essencial saber como evitar e o que fazer, caso ocorram acidentes domésticos com os pequenos. Confira algumas dicas do Dr. Henrique Gomes:

 

Risco

Como evitar

O que fazer

Queimadura

Supervisionar as crianças quando elas estiverem perto de fontes de calor e sempre explicar sobre os riscos de queimadura.

Lavar o local com água fria por pelo menos 15 minutos e, após isso, manter um pano úmido e frio no ferimento. Pomadas hidratantes e cicatrizantes podem ser necessárias. Se houver bolhas, não estourar pelo risco aumentado de infecção local. Também não se deve aplicar manteiga ou pasta de dente, pois podem causar ainda mais irritação. O ideal é consultar um médico o mais rápido possível.

Envenenamento

Manter produtos de limpeza, remédios e qualquer substância tóxica longe do alcance de crianças.

Colocar a vítima deitada, observar sua respiração e, se for necessário, aplicar a técnica de respiração artificial (boca-a-boca). É adequado aquecer a vítima para evitar estado de choque e elevar suas pernas (se não houver suspeita de lesão na coluna). O socorro médico é indispensável. Não se deve oferecer nenhum líquido ao paciente, tampouco estimular quadro de vômito.

Afogamento

Esvaziar reservatório de líquidos, como baldes e banheiras. Outras recomendações importantes: não deixar a criança sozinha em banheiras e piscinas; conservar a tampa do vaso sanitário fechada e manter a porta do banheiro trancada.

Pedir ajuda a outra pessoa que esteja próxima ao local e ligar para o serviço de emergência. Se a pessoa estiver consciente, sem sintomas e somente com tosse seca ou com a presença de espuma na boca, é recomendado observar a respiração, pedindo à pessoa para deitar de lado, mantendo-a aquecida, relaxada e calma até a chegada dos bombeiros ou SAMU. Se estiver inconsciente e não estiver respirando, é fundamental iniciar a massagem cardíaca na vítima.

Choque elétrico

Evitar o uso de fios desencapados e contratar profissionais capacitados para deixar a instalação de móveis e eletrodomésticos seguros.

Desligar a fonte de energia responsável pelo choque, afastar a criança da fonte elétrica com materiais não condutores de corrente elétrica e chamar uma ambulância. Se a pessoa estiver inconsciente, iniciar manobras de reanimação cardiopulmonar.

 

Sobre o Dr. Henrique Gomes – Médico pediatra da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal desde de 2008, Henrique é pós-graduado em Lato Sensu em Doenças Funcionais e Manometria do Aparelho Digestivo no Hospital Israelita Albert Einstein. Residência médica em pediatria pelo HMIB (2006 e 2007), além de atuação na área de gastropediatria pelo HBDF (2008 e 2009), o profissional atua na área de Gastroenterologia Pediátrica, especialidade que auxilia o pediatra na assistência de crianças e adolescentes portadoras de sintomas relacionados ao aparelho digestivo, como náuseas, vômitos, diarreias, alergias aos alimentos, dores abdominais, constipação intestinal, entre outros.

Atualmente é médico pediatra da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal desde de 2008; médico pediatra do Grupo Santa (Hospital Santa Lúcia Sul e Taguatinga) e médico pediatra das clínicas PedCare e Le Petit.

anuncio patrocinado
Anunciando...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui