Endometriose: o que você precisa saber sobre a doença 

A cantora Anitta desabafa e centenas de mulheres se identificam com sintomas

 

Créditos: Pixabay

 

 

A endometriose é uma doença caracterizada pelo crescimento do tecido endometrial fora da cavidade uterina. Essa condição médica pode causar fortes dores pélvicas durante a menstruação e pode se transformar em uma dor crônica intermitente, gerar desconforto e comprometer o dia a dia de muitas mulheres. Sendo uma afecção ginecológica comum, os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmam que cerca de 190 milhões de mulheres sofrem com endometriose no mundo. Grande parte destas mulheres não tem o diagnóstico da doença, o qual pode demorar até dez anos após o início dos sintomas. O caso mais recente é o da cantora Anitta que expôs em suas redes os sintomas que vem sentindo há anos. 

 

A doença é uma das principais causas de infertilidade feminina. Inclusive, muitas só descobrem que a possuem ao tentar engravidar e não obter sucesso. Isto acontece porque a endometriose compromete as trompas, órgão responsável pela condução do óvulo ao útero, além de estar relacionada a alterações funcionais e da qualidade dos óvulos liberados pela reação inflamatória local, o que dificulta a gestação. 

 

 

Dores durante as relações sexuais também costumam ser um sinal de alerta para essa e outras condições clínicas. “Os sintomas mais comuns são dor na região pélvica e dor intensa durante as relações sexuais. Normalmente, as dores na região pélvica acontecem durante o período menstrual. A maior diferença entre essa dor e a cólica menstrual é a sua intensidade, que tende a ser mais alta que o normal”, explica o Dr. 

Alfonso Massaguer diretor-médico da Clínica Mãe de Reprodução Humana. 

 

 

FormaDe acordo com o especialista, essa dor pode ser progressiva e em alguns casos acompanhada de dor nas costas, em especial na região lombar. Urgência ao urinar e esvaziamento da bexiga doloroso também podem acompanhar o quadro da endometriose. Em alguns casos clínicos, a dor é progressiva e pode se tornar incapacitante conforme as semanas (ou meses) passam. Também há casos em que a mulher não sente dor alguma, o que mais uma vez demanda atenção da mulher para visitas regulares ao seu ginecologista. Os fatores de risco para o desenvolvimento de endometriose são a herança genética e os baixos níveis de progesterona, que frequentemente contribuem para um desequilíbrio hormonal. “Se há um parente de primeiro grau afetado na família, as chances de uma mulher desenvolver endometriose é até seis vezes maior“, acrescenta o Dr. Alfonso Massaguer. 

 

 

Os tratamentos para endometriose podem ser realizados com medicações e, se necessário, cirurgia. As principais medicações são diferentes tipos de hormônios que visam o bloqueio do estímulo hormonal existente sobre as lesões endometrióticas e não são indicadas para mulheres que desejam engravidar, pois também têm ação 

anticoncepcional, “os efeitos do tratamento são variáveis e costumam permanecer 

apenas durante o tempo de uso dos mesmos. Atualmente, os resultados mais 

duradouros e eficazes costumam ainda advir do tratamento cirúrgico”, acrescenta Dr. Vamberto Maia Filho, ginecologista e obstetra, especialista em reprodução humana da Clínica Mãe. 

 

 

Cada caso deve ser avaliado individualmente para que um bom plano de tratamento seja indicado. Na maioria das vezes, o tratamento clínico é indicado antes de uma medida invasiva. Entretanto, em alguns casos o tratamento cirúrgico é inevitável e deve ser realizado com certa urgência para que os sintomas sejam aliviados. A cirurgia avançada para tratamento da endometriose pode ser realizada por laparoscopia. Recentemente, relata-se também o uso da cirurgia robótica para tratamento da endometriose. Exames complementares, como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética, permitem uma adequada avaliação da extensão das lesões e planejamento cirúrgico apropriado, quando realizados por 

FormaFormaprofissionais experientes na área. “O resultado cirúrgico final dependerá, fundamentalmente, da adequada avaliação clínica e laboratorial da doença no período pré-operatório, da experiência da equipe cirúrgica e da extensão da ressecção das lesões. Todos estes aspectos devem ser discutidos com seu médico previamente à opção pela realização de cirurgia”, finaliza Dra. Paula Fettback, ginecologista e obstetra da Clínica Mãe.  

 

Mesmo com a possibilidade de tratamento, é preciso informar que não são todas as mulheres que sofrem de endometriose que conseguirão ter sua fertilidade de volta. A avaliação do quadro clínico individual se faz mais uma vez necessária para que seja discutida a viabilidade desse tratamento. A idade, o tipo de endometriose e até mesmo a intensidade dos sintomas são fatores determinantes quando falamos a respeito dos tratamentos para fertilidade feminina. “Portanto, se você está tentando engravidar e não consegue, ou mesmo se vem apresentando algum dos sintomas descritos neste post, procure um médico especialista no assunto e veja se o que você tem trata-se ou não de endometriose”, conclui o Dr. Alfonso Massaguer. 

 

 

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Sobre Dr. Alfonso Massaguer – CRM 97.335 

O doutor Alfonso Massaguer (CRM 97.335) é ginecologista e obstetra, formado pela faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) com mais de 20 anos de experiência em Reprodução Humana. Dr. Alfonso é diretor clínico da MAE (Medicina de Atendimento Especializado) que é uma clínica especializada em reprodução assistida. Foi professor responsável pelo curso de reprodução humana da FMU. Membro da Federação Brasileira da Associação de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), das Sociedades Catalãs de Ginecologia e Obstetrícia e Americana de Reprodução Assistida (ASRM). Além de vários capítulos de ginecologia, obstetrícia e reprodução humana em livros de medicina, com passagens em centros na Espanha e no Canadá. 

 

 

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