“Desafios da Educação” abre série de lives do Comitê da Educação da RGB

O Comitê de Governança na Educação, da Rede Governança Brasil (RGB), realizou esta semana uma live sobre os “Desafios da Educação Brasileira”. O debate contou com a participação do Prof. Mozart Neves,  que trouxe sua visão dos grandes desafios da educação brasileira, bem como das relações necessárias entre União, Estados e Municípios em prol da melhor governança e gestão de processos.

O encontro faz parte de uma série de lives que vão focar no processo educacional.

Membro do Conselho Nacional de Educação, o Prof. Mozart dividiu o  debate com os coordenadores José Paulo Martins e Fábio Botteon, do Comitê de Governança na Educação.

Prof. Mozart iniciou o bate-papo trazendo dados atuais para compreender os desafios da educação brasileira. O convidado destacou cincos eixos importantes:  Desafios da Educação Básica e solução; Ensino Superior e participação das matrículas no setor público; Ensino Técnico e Profissionalizante; Financiamento da Educação no Brasil e Brasil tem solução e pode aprender com o Brasil.

O professor ressaltou que o país tem hoje 48 milhões de matrículas na Educação Básica. “O grande desafio nesse nível de ensino é como colocar numa mesma equação quantidade e qualidade. O Brasil fez o seu dever de casa em relação ao acesso à escola, não obstante ainda tenha 1,4 milhão de estudantes fora da escola. Isso principalmente no Ensino Médio, na faixa etária de 15 a 17 anos, mas o Brasil vem ao longo de todos esses anos fazendo um belo trabalho de acesso à escola”, comentou.

Mesmo assim, segundo o professor, a pandemia acabou causando um retrocesso na aprendizagem escolar. “Os primeiros dados oficiais, principalmente oriundos da Rede Estadual de São Paulo, indicam retrocesso no 5º ano, portanto ao final dos anos iniciais do fundamental, em língua portuguesa… foi um retrocesso de 10 anos”, disse.

 

Ensino Superior e Técnico

No contexto do Ensino Superior, Prof. Mozart relatou que atualmente são cerca de 8,6 milhões de estudantes. “Esse crescimento tem se dado majoritariamente pela a modalidade do ensino à distância”, enfatizou.

Ele disse ainda que a modalidade do Ensino Técnico Profissionalizante deve ser mais atentamente observada. “De cada 100 jovens que concluem o Ensino Médio, apenas 22 ingressam no Ensino Superior. E os 78 que não ingressam ? O que nós fazemos com esses jovens? Hoje, eles só fazem engrossar as fileiras dos ‘nem-nem´, que nem estudam nem trabalham. São 13 milhões de jovens, de 15 a 20 anos, nessa categoria”, afirmou.

De acordo com o professor, o técnico-profissionalizante é muito importante para que os jovens possam ingressar em atividade laboral qualificada.

 

Gestão

Para o docente, o Brasil precisa melhorar a qualidade da gestão e do uso dos recursos. “A Rede Governança tem um trabalho muito importante dentro desse contexto da profissionalização, da gestão da educação no Brasil, desde a secretaria da educação aos diretores. É muito importante profissionalizar a gestão da educação”, disparou.

A reunião virtual foi transmitida pelo canal do YouTube da RGB .

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