Ato do Sindjus-DF pela recomposição salarial tem adesão da categoria e repercute nos corredores e gabinetes do STF⁣

O Sindicato afirma que novos atos serão chamados e há a possibilidade de realização de paralisações e Greve Geral no segundo semestre, podendo impactar nas Eleições 2022
 
Filiados do Sindjus-DF estiveram concentrados, na última quinta-feira (23/6), em frente ao Supremo Tribunal Federal, para cobrar reajuste para os servidores do Poder Judiciário e MPU. Com palavras de ordem, bandeiras empunhadas, cartazes e faixas, os servidores alertaram: se não houver reajuste o Judiciário vai parar. ⁣

O coordenador-geral do Sindjus-DF, Costa Neto, cobrou uma imediata ação do STF para recomposição dos salários dos servidores.  “É preciso sair da inércia e assumir a responsabilidade de recompor o salário dos servidores do Poder Judiciário. O que falta é disposição, pois orçamento tem e já está comprovado. Há que se ter respeito com os servidores. Esse é o primeiro ato de muitos que virão. E, se necessário, faremos paralisação e greve geral”, alertou Costa Neto. ⁣
⁣O coordenador ainda lamentou a indisposição do Governo em negociar com a categoria. Costa Neto destacou que mais da metade dos salários dos servidores já foi consumida pela inflação por falta de recomposição. “Coloquem a mão na consciência e saibam que aqui estão servidores que merecem respeito e valorização”, disse. ⁣

Um dos gritos de guerra entoados pelos manifestantes causou especial incômodo aos ministros da Suprema Corte quando ouviram: “STF, pare de omissão, sem recomposição não vai ter eleição.”⁣

O Sindicato argumenta que há orçamento para reajuste em 2022  e por isso os servidores estão cobrando do STF um posicionamento e o compromisso de aprovar em sessão administrativa o envio de Projeto de Lei ao Congresso Nacional.⁣

Para viabilizar a recomposição, a entidade está realizando estudos, que devem ficar prontos na próxima semana e serão apresentados ao presidente do STF.
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