9 em cada 10 mulheres sofrem machismo no segmento imobiliário e na construção civil

 

As duas atitudes machistas mais comuns são “manterrupting” e “mansplaining”; cerca de 84,5% das participantes já passaram por essas situações

A pesquisa “IRA – Índice Regional de Assimetrias”, realizada em março deste ano pelo Ipefem – Instituto de Pesquisas & Estudos do Feminino, em parceria com o Instituto Mulheres do Imobiliário, aponta que 9 em cada 10 mulheres sofrem machismo dentro do trabalho na construção civil e no segmento imobiliário, e a maioria delas, 65%, de forma muito frequente – mais de três vezes por semana.

O estudo ainda detalha que, das sete atitudes machistas avaliadas, as duas mais comuns são “manterrupting”, quando um homem interrompe você constantemente de maneira desnecessária, impossibilitando que você consiga concluir a fala/raciocínio; e “mansplaining” quando um homem explicou algo óbvio para você, de forma didática, como se você não fosse capaz de entender. Cerca de 84,5% das participantes já passaram por essas situações e mais da metade declarou ter passado pela situação muitas vezes.

“O que chamamos de assimetria é esse ambiente desequilibrado. Além dos casos de assédio moral, a realidade que as mulheres enfrentam nas Organizações do setor mostra que a maioria discorda que seus cargos, salários, oportunidades e espaço de fala sejam equivalentes entre os gêneros. Nós queríamos provar que existe uma relação direta entre um ambiente assimétrico e os níveis de burnout. Infelizmente, conseguimos”, destaca a fundadora do Ipefem, Ana Tomazelli.

Há indícios que 75% das mulheres do setor já têm sintomas de esgotamento e quase metade delas, 43%, estão no estágio mais avançado, que é efetivamente o Burnout. “Burnout não é um cansaço normal resultante de uma atividade, que melhora com férias e finais de semana. Burnout é uma situação crônica de cansaço e tensão, em que o trabalho excessivo do ponto de vista mental, emocional e físico leva a um crescente estado de esgotamento em que a pessoa não consegue relaxar, viver de uma forma feliz e produtiva” explica a  psiquiatra e sexóloga Dra. Carmita Abdo.

“O que os dados e os fatos comprovam é que ainda enfrentamos uma desigualdade nas atribuições sociais entre os gêneros, fator esse que evidencia o peso social que recai sobre os ombros femininos. Falar sobre gênero também é fundamental”, pontua a idealizadora do Instituto Mulheres do Imobiliário e autora do livro Proprietárias, Elisa Rosenthal Tawil. A empresária ainda reforça: “Agora é levar os resultados completos às empresas e entidades do setor, para que assumam compromissos com os cuidados em saúde mental, além de melhores ambientes de trabalho.”

Ipefem
Fundado em 2019, o Instituto de Pesquisa de Estudos do Feminino e das Existências Múltiplas – Ipefem atua em três pilares, que podem acontecer coordenadamente ou individualmente: pesquisa, educação e terapia. Em Pesquisas, considera-se todas as modalidades técnicas de pesquisa que considerem recortes por gênero, orientação sexual e saúde mental. Em Educação, o instituto tem a Comunidade Ipê, uma plataforma de educação à distância, baseada em Lifelong Learning, dedicada a aulas expositivas e micro conteúdos de impacto. Em Terapia, o instituto já atendeu milhares de pessoas, oferecendo apoio terapêutico individual ou em grupo, podendo ser atendimentos gratuitos ou com valores simbólicos acessíveis. Saiba mais: https://ipefem.org.br/

Instituto Mulheres do Imobiliário
Fundado em 2019, o grupo Mulheres do Imobiliário, foi pioneiro na discussão e fomentação da presença feminina no setor imobiliário, preocupado com a equidade de gênero em toda a cadeia produtiva. O grupo realiza pesquisas e eventos que buscam empoderar as mulheres, consolidando a influência delas no mercado como voz ativa e decisória.  O grupo nasceu de um sonho idealizado por Elisa Rosenthal, e passa a ser reconhecido como Instituto em 2022. Saiba mais: https://mulheresdoimobiliario.com.br/

 

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