23º CENA CONTEMPORÂNEA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE BRASÍLIA

 

Grande festival das artes da cena volta a ser presencial

 

*Espetáculos internacionais, nacionais e do Distrito Federal se revezam na grande festa do teatro e da dança

 

*Abertura traz o monólogo “Eu de Você”, com Denise Fraga, no Conjunto Cultural da ADUnB, e “Stabat Mater”, de Janaína Leite, no Teatro Galpão Hugo Rodas

 

*Arnaldo Antunes e Vitor Araújo apresentam o show “Lágrimas no Mar”

 

*Programação se espalha pelo Plano Piloto, Taguatinga, Planaltina e Vila Planalto

 

Migração e imigração, invisibilidade, diáspora africana, territorialidade, sexualidade, gênero, memória indígena, ancestralidade, emergência climática, a exploração do ser humano pelo ser humano. Algumas das questões mais urgentes da agenda contemporânea – além de temas eternos e universais como amor, vida e morte – estarão em cena na programação do CENA CONTEMPORÂNEA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE BRASÍLIA em 2022, em trabalhos muitas vezes carregados de poesia, empatia e bom humor. A 23ª edição deste que é um dos maiores festivais internacionais de artes cênicas do Brasil acontece de 28 de junho a 10 de julho, ocupando diversos espaços do Distrito Federal. A direção geral e curadoria são de Guilherme Reis, com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura – FAC, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Distrito Federal. Apoio do Instituto Camões e SESC.

O CENA CONTEMPORÂNEA 2022 marca o retorno do festival ao contato com o público, depois de duas edições virtuais – mesmo durante a pandemia, o evento foi realizado, oferecendo programação diária, inédita e gratuita. Neste reencontro, os espectadores verão trabalhos de artistas do Brasil, de Portugal e da Argentina, num total de 21 espetáculos de teatro e dança e um show, além de 12 atividades formativas e educativas, como oficinas, encontros, lançamento de filme e exposição virtual.

As apresentações serão no Teatro Galpão Hugo Rodas e na Sala Multiuso do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul, Teatro Garagem, Teatro da ADUnB, Teatro Oficina do Perdiz, Casa dos Quatro, Teatro Paulo Autran SESC Taguatinga, Complexo Cultural de Planaltina e Galpão Instrumento de Ver (Vila Planalto), além de um percurso poético pelo quadrilátero histórico de Brasília. Encontros e oficinas gratuitos se estenderão pelo ECRR 508 Sul e Centro de Dança. Os ingressos estarão à venda através da plataforma Sympla.

Em 2022, o CENA CONTEMPORÂNEA presta homenagem aos 60 anos da Universidade de Brasília, na pessoa de duas figuras brilhantes, que fizeram parte da história da UnB: o antropólogo, sociólogo, professor, escritor, indigenista e político Darcy Ribeiro, fundador e primeiro reitor da Universidade e uma das mentes mais brilhantes do Brasil, e o diretor, ator, coreógrafo, cenógrafo, figurinista uruguaio Hugo Rodas, ex-professor do Departamento de Artes Cênicas do Instituto de Artes da UnB, que formou diversas gerações em Brasília e é considerado nome emblemático do teatro da capital brasileira.

CENA CONTEMPORÂNEA

A programação do CENA abre com “Eu de Você”, solo da atriz Denise Fraga, concebido a partir da escuta do outro. O espetáculo é feito a partir de narrativas reais e entremeado de sucessos da MPB. Também na noite de estreia, “Stabat Mater”, da atriz, diretora e dramaturgista paulista Janaína Leite, que rompe as fronteiras entre arte e vida, num mergulho autobiográfico, para falar de maternidade, sexualidade, violência e pornografia.

A miséria dos muitos Severinos contemporâneos aparece em trabalhos como “Estudo nº 1 Morte e Vida”, do grupo pernambucano Magiluth – que se inspira no poema de João Cabral de Melo Neto para encontrar os explorados dos dias atuais – e no inédito “Übercapitalismo”, que marca a primeira direção teatral do ator e professor Rodolfo Godoi, de Brasília. O sertão inspira ainda “Cordel do Amor sem Fim ou A Flor do Chico”, do grupo Os Geraldos, de Campinas, com direção do grande Gabriel Vilela. E o teatro sempre provocador e inventivo do diretor Márcio Abreu chega com “Sem Palavras”, que mistura teatro, dança, performance para trazer crônicas individuais e tratar de temas como diversidade, representação, visibilidade.

De Portugal chegam os trabalhos “A Caminhada dos Elefantes”, do grupo Formiga Atómica, sobre a finitude da vida tratada de forma poética, e “A Última Estação”, de Elmano Sancho, com a biografia de um conhecido serial killer da década de 1970. Já a comédia dramática argentina “Experiência 2: Encuentros breves con hombres repulsivos” leva para a cena uma adaptação do reconhecido Daniel Veronese para texto de David Foster Wallace sobre a condição masculina contemporânea numa mirada ácida, sem floreios, e com dois conhecidos atores do teatro e do cinema argentinos.

A memória e a afirmação indígenas caracterizam as encenações “Solilóquio”, protagonizada pelo argentino Tiziano Cruz sobre a exclusão indígena e as políticas de branqueamento, e o brasileiro “Antes do tempo existir”, de Andreia Duarte, que destaca a relação de respeito e reconhecimento dos indígenas brasileiros com o planeta Terra, sob inspiração das palavras de Ailton Krenak: “Nós somos espelhos da criação”. O confronto entre diferentes culturas também está em cena com “2 Mundos”, teatro de sombras da Cia Lumiato, de Brasília, sobre a colonização da América.

Ancestralidade, diáspora africana, reconhecimento, opressão dão o tom a trabalhos como “Afeto”, do Grupo Embaraça, “Pedra (p)Arida”, de Camila Guerra, e “Semutsoc”, da Companhia de Dança Corpos Entre Mundos, todos de Brasília.

A programação ainda reserva o novo trabalho do notável Teatro do Concreto, “Se eu falo é porque você está aí”, que recupera a memória recente do Brasil e de Brasília, promovendo um passeio pela cidade; “Supersó & outros videoclipes”, musical protagonizado por Miriam Virna, que fala de solidão, sonhos e medo com muito bom humor; “Entre Quartos”, encenação que celebra os 10 anos do Grupo Tripé, do DF, falando sobre as relações amorosas das novas gerações; “Pão e Circo”, festa performática do grupo Instrumento de Ver; e “Cimento Fresco”, trabalho de Patrícia Del Rey que mistura arte urbana, arte cênica e poesia.

HOMENAGEM – O Cena promoverá apresentação única do espetáculo “O Rinoceronte”, último trabalho dirigido pelo grande Hugo Rodas (recentemente falecido), à frente de seu grupo, a Agrupação Teatral Amacaca – ATA. A obra-prima de Eugene Ionesco, que trata da metáfora do efeito manada sobre a sociedade, ganhou encenação despojada, com a marca da genialidade do diretor uruguaio-brasiliense.

SHOW MUSICAL – “Lágrimas no Mar” dá título ao novo álbum do cantor, compositor, poeta Arnaldo Antunes, criado em parceria com o pianista pernambucano Vitor Araújo. Os dois trazem o show a Brasília, dentro da programação do CENA CONTEMPORÂNEA. Em formato voz e piano, Arnaldo e Vitor executam um setlist que parte da introspecção, mas que, em contato com o público, ganha dimensões de sentimento compartilhado. Além das canções do novo disco, o repertório inclui músicas do CD “O Real Resiste”, lançado pelo cantor e compositor paulistano em 2020.

LANÇAMENTO – Exibido em primeira mão no festival É Tudo Verdade deste ano, o documentário de longa-metragem “Quem tem medo?”, de Dellani Lima, Henrique Zanoni e Ricardo Alves Jr, será lançado durante o festival, contando com debate reunindo os diretores e convidados. O filme narra a ascensão da extrema direita no Brasil a partir da perspectiva de artistas que tiveram obras censuradas. Com suas vozes, a obra compõe um mosaico das consequências nefastas da presente escalada do fascismo no país.

EXPOSIÇÃO VIRTUAL – Lançamento em live com a presença do fotógrafo da exposição virtual “Festival do Nada”, de Humberto Araujo. Há oito anos fazendo a cobertura de festivais e mostras de teatro, dança, cinema e música, o fotógrafo se interessou em registrar os espaços/tempos que não são acessíveis ao público, o entreato, o vazio sempre cheio de vida. Na exposição, estão imagens que dão a dimensão da poética do silêncio dos palcos.

PROGRAMAÇÃO DIÁRIA

 

TERÇA – 28/06

20h – EU DE VOCÊ – Denise Fraga, Luiz Vilaça e Rafael Gomes – SP – Conjunto Cultural da ADUnB

21h – STABAT MATER – Janaína Leite – SP – Teatro Galpão Hugo Rodas

 

QUARTA – 29/06*

20h – EU DE VOCÊ – Denise Fraga, Luiz Vilaça e Rafael Gomes – SP – Conjunto Cultural da ADUnB

20h – A ÚLTIMA ESTAÇÃO – Elmano Sancho – Portugal – Teatro Garagem SESC

20h – ESTUDO Nº 1 MORTE E VIDA – Grupo Magiluth – Pernambuco – Teatro Paulo Autran SESC Taguatinga

21h – STABAT MATER – Janaína Leite – SP – Teatro Galpão Hugo Rodas

QUINTA – 30/06*

20h – EU DE VOCÊ – Denise Fraga, Luiz Vilaça e Rafael Gomes – SP – Conjunto Cultural da ADUnB

20h – A ÚLTIMA ESTAÇÃO – Elmano Sancho – Portugal – Teatro Garagem SESC

20h – ESTUDO Nº 1 MORTE E VIDA – Grupo Magiluth – Pernambuco – Teatro Paulo Autran SESC Taguatinga

20h às 24h – FESTA & PERFORMANCE PÃO E CIRCO – Coletivo Instrumento de Ver – Galpão Instrumento de Ver – Vila Planalto

21h – STABAT MATER – Janaína Leite – SP – Teatro Galpão Hugo Rodas

 

SEXTA – 01/07*

19h30 – SE EU FALO É PORQUE VOCÊ ESTÁ AÍ – Teatro do Concreto – DF – Teatro Oficina do Perdiz

20h – HOMENAGEM A HUGO RODAS – O RINOCERONTE – Agrupação Teatral Amacaca – DF – Teatro Galpão Hugo Rodas

20h às 24h – FESTA & PERFORMANCE PÃO E CIRCO – Coletivo Instrumento de Ver – Galpão Instrumento de Ver – Vila Planalto

 

SÁBADO – 02/07*

18h – A CAMINHADA DOS ELEFANTES – Grupo Formiga Atómica – Portugal – Teatro Garagem SESC

19h30 – SE EU FALO É PORQUE VOCÊ ESTÁ AÍ – Teatro do Concreto – DF – Teatro Oficina do Perdiz

20h – ÜBERCAPITALISMO – Rodolfo Godoi – DF – Teatro Paulo Autran SESC Taguatinga

20h às 24h – FESTA & PERFORMANCE PÃO E CIRCO – Coletivo Instrumento de Ver – Galpão Instrumento de Ver – Vila Planalto

DOMINGO – 03/07*

16h e 19h – A CAMINHADA DOS ELEFANTES – Grupo Formiga Atómica – Portugal – Teatro Garagem SESC

19h30 – SE EU FALO É PORQUE VOCÊ ESTÁ AÍ – Teatro do Concreto – DF – Teatro Oficina do Perdiz

20h – ÜBERCAPITALISMO – Rodolfo Godoi – DF – Teatro Paulo Autran SESC Taguatinga

21h – ESTUDO Nº 1 MORTE E VIDA – Grupo Magiluth – Pernambuco – Teatro Galpão Hugo Rodas

 

SEGUNDA – 04/07*

19h30 – SE EU FALO É PORQUE VOCÊ ESTÁ AÍ – Teatro do Concreto – DF – Teatro Oficina do Perdiz

21h – ESTUDO Nº 1 MORTE E VIDA – Grupo Magiluth – Pernambuco – Teatro Galpão Hugo Rodas

 

TERÇA – 05/07*

16h e 19h30 – 2 MUNDOS – Cia Lumiato – DF – Complexo Cultural de Planaltina

19h30 – ÜBERCAPITALISMO – Rodolfo Godoi – DF – Sala Multiuso Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul

20h – CORDEL DO AMOR SEM FIM OU A FLOR DO CHICO – Gabriel Vilela e Os Geraldos – SP – Teatro Garagem SESC

20h – AFETO  – Grupo Embaraça – DF – Teatro Paulo Autran SESC Taguatinga

 

QUARTA – 06/07*

19h30 – ÜBERCAPITALISMO – Rodolfo Godoi – DF – Sala Multiuso Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul

20h – CORDEL DO AMOR SEM FIM OU A FLOR DO CHICO – Gabriel Vilela e Os Geraldos – SP – Teatro Garagem SESC

20h – AFETO  – Grupo Embaraça – DF – Teatro Paulo Autran SESC Taguatinga

21h – SEM PALAVRAS – cia brasileira de teatro – PR – Teatro Galpão Hugo Rodas

QUINTA – 07/07*

19h – SUPERSÓ & OUTROS VIDEOCLIPES – Miriam Virna – DF – Complexo Cultural de Planaltina

21h – SEM PALAVRAS – cia brasileira de teatro – PR – Teatro Galpão Hugo Rodas

 

SEXTA – 08/07*

19h – SUPERSÓ & OUTROS VIDEOCLIPES – Miriam Virna – DF – Complexo Cultural de Planaltina

20h – LÁGRIMAS NO MAR – Show com Arnaldo Antunes e Vitor Araújo – Conjunto Cultural da ADUnB

20h – EXPERIENCIA 2: ENCUENTROS BREVES CON HOMBRES RESPULSIVOS – Daniel Veronese – Argentina – Teatro Garagem SESC

20h – PEDRA (P)ARIDA – Camila Guerra e Édi Oliveira – DF – Teatro Paulo Autran SESC Taguatinga

20h30 – ANTES DO TEMPO EXISTIR – Andreia Duarte – SP – Sala Multiuso do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul

SÁBADO – 09/07*

18h30 – SOLILOQUIO – Tiziano Cruz – Argentina – Teatro Galpão Hugo Rodas

19h – SEMUTSOC – Cia Corpus Entre Mundos – DF – Complexo Cultural Planaltina

20h – LÁGRIMAS NO MAR – Show com Arnaldo Antunes e Vitor Araújo – Conjunto Cultural da ADUnB

20h – PEDRA (P)ARIDA – Camila Guerra e Édi Oliveira – DF – Teatro Paulo Autran SESC Taguatinga

20h – EXPERIENCIA 2: ENCUENTROS BREVES CON HOMBRES RESPULSIVOS – Daniel Veronese – Argentina – Teatro Garagem SESC

20h – ENTRE QUARTOS – Grupo Tripé – DF – Teatro Casa dos Quatro

20h30 – ANTES DO TEMPO EXISTIR – Andreia Duarte – SP – Sala Multiuso do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul

 

DOMINGO – 10/07*

18h30 – SOLILOQUIO – Tiziano Cruz – Argentina – Teatro Galpão Hugo Rodas

19h – SEMUTSOC – Cia Corpus Entre Mundos – DF – Complexo Cultural Planaltina

20h – EXPERIENCIA 2: ENCUENTROS BREVES CON HOMBRES RESPULSIVOS – Daniel Veronese – Argentina – Teatro Garagem SESC

20h – ENTRE QUARTOS – Grupo Tripé – DF – Teatro Casa dos Quatro

20h30 – ANTES DO TEMPO EXISTIR – Andreia Duarte – SP – Sala Multiuso do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul

 

*Horário Livre: CIMENTO FRESCO – de Patrícia Del Rey – DF – Quadrilátero histórico de Brasília – início na 508 Sul

 

SINOPSES

 

EU DE VOCÊ – Denise Fraga, Luiz Villaça e Rafael Gomes – São Paulo

Acompanhada por uma banda formada só por mulheres, a atriz carioca Denise Fraga comemora 35 anos de trajetória com o espetáculo solo Eu de Você é. A obra é baseada em histórias reais, costuradas com pérolas da literatura, música, imagens e poesia. O espetáculo rompe as fronteiras entre palco e plateia, entre fato e ficção, embalando a vida cotidiana pela arte teatral. “Que seria de nós sem os poetas? E o que seria deles sem a vida comum? O que têm em comum a Cris, o Paulo Leminski e o Zezé di Camargo? Tchekhov, eu e Francisco? Pelo que a avó do Felipe estava chorando enquanto os Beatles compunham mais uma canção? O que fará o Wagner quando ouvir o que Chico Buarque fez com o seu também coração partido? Costumo dizer que a arte ajuda a gente a viver, que quem lê Dostoievski e Fernando Pessoa, no mínimo, vai sofrer mais bonito. Porque sofrerá com companhia, sofrerá com a cumplicidade dos poetas. Entenderá que fazemos parte de algo maior, que pertencemos à roda da humanidade, seus dilemas eternos e sua fatídica imperfeição” – ressalta Denise Fraga.

Embora seja um solo, a atriz estará acompanhada de personagens inspirados em histórias reais: Fátima, Bruno, Clarice, Wagner, além de diversos artistas de grande reconhecimento, tecendo um bordado de vida e arte. O convite é para ver o outro, olhar pelo olhar do outro, deixar-se atravessar pelas experiências do outro e aprender com isso. Na obra, a atriz interpreta mais de 10 canções, como O Cordão (Chico Buarque), Suspicious Minds (Elvis Presley) e Yolanda (Chico Buarque e Pablo Milanez).

DENISE FRAGA  – Atriz e produtora, atua em teatro, cinema e televisão, tendo conquistado alguns dos mais importantes prêmios da área, como Prêmio APCA, Kikito do Festival de Gramado, Candangos do Festival de Brasília e Coral do Festival de Havana. À frente da sua empresa NIA TEATRO, há mais de dez anos apresenta espetáculos em periferias e em grandes centros urbanos, chegando a mais de 700 mil espectadores.

FICHA TÉCNICA

Texto Final: Rafael Gomes, Denise Fraga e Luiz Villaça

Dramaturgia: Cassia Conti, André Dib, Denise Fraga, Fernanda Maia, Luiz Villaça e Rafael Gomes.

Colaboração dramatúrgica: Geraldo Carneiro, Kenia Dias, José Maria

Direção Musical: Fernanda Maia

Musicistas: Ana Rodrigues, Clara Bastos e Priscila Brigante

Direção de imagens em vídeo: André Dib

Direção de Movimento: Kenia Dias

Direção de Arte: Simone Mina

Iluminação: Wagner Antônio

Programação de Vídeo Mapping: Bruna Lessa

Design e operador de som: Carlos Henrique

Assistente e operador de luz e vídeo mapping: Ricardo Barbosa e Michelle Bezerra

Assistente de produção: Leonardo Shammah

Técnico de Palco: Alexander Peixoto

Produção das imagens em video: Café Royal

Produtora executiva: Adriana Tavares

Fotógrafo: Thiago “Beck” de Vicentis

Fotos para arte: Willy Biondani

Fotos de cena: Cacá Bernardes

Coprodução: Café Royal

Produção: NIA Teatro

Este espetáculo foi realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura

DURAÇÃO: 90 MIN

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 ANOS

STABAT MATER – Janaína Leite – São Paulo

Uma investigação sobre o real no teatro, sob a égide do obsceno. Acompanhada da própria mãe e da figura de Príapo, personagem vivido por um ator pornô, Janaina Leite articula de forma radical temas historicamente inconciliáveis como maternidade e sexualidade. Tendo o terror e a pornografia como bases estéticas, Leite ensaia uma conversa sobre a história da Virgem Maria ao longo dos séculos, resgatando o esquecimento da presença de sua mãe em sua performance anterior, “Conversas com meu pai”. Onde estava a mãe? É a pergunta que se responde de maneira indireta através da Virgem Maria e o stabat mater, ou “a mãe estava ali”, numa referência ao poema do século XII, sobre a jovem mãe aos pés de seu filho sofrendo na cruz. A partir do texto teórico Stabat Mater, da filósofa e psicanalista Julia Kris Teva, a obra busca as origens de um acerto histórico entre o feminino e o masculino – refletido por exemplo no jogo carrasco x vítima –, que o trabalho tenta desarmar, através dos mecanismos rigorosos do prazer e da dor que sustentam estas posições. O trabalho parte de um jogo de dramatização ou psicodramatização de lembranças e sonhos, tendo como suporte um material teórico de uma suposta leitura, para investigar o conceito do corpo da mulher como um receptáculo.

JANAINA LEITE – Referência da investigação sobre o uso do documentário e da autobiografia no teatro brasileiro, atualmente faz doutorado em artes cênicas, apoiada pela CAPES na ECA – Escola de Comunicação e Artes da USP/SP. Criou os espetáculos documentais “Festa da Separação: Um Documentário Cênico”, “Conversas com Meu Pai”, “Stabat Mater” e lançou o livro “Autoescrituras Performativas: Do diário à Cena” (Editora Perspectiva-SP), que consolidam sua investigação sobre teatro documental e autobiográfico. Coordena os grupos de estudo Feminino Abjeto e Memórias, Arquivos e (Auto) Biografias, realiza workshops e cursos em reconhecidas instituições brasileiras. Em 2018, foi curadora artísticas do Festival Internacional de São José do Rio Preto-SP. Atualmente, trabalha com o grupo de investigação Feminino Abjeto 2 – O vórtice do Masculino, composto por 37 homens. Janaína é atriz, diretora e dramaturga, fundadora do Grupo XIX de Teatro, com o qual fez turnês por mais de 10 países.

FICHA TÉCNICA

Concepção, Direção e Dramaturgia: Janaina Leite

Performance: Janaina Leite, Amália Fontes Leite e Príapo

Participações especiais: Príapo Amador/Lucas Asseitune e Príapo Profissional/Loupan

Dramaturgismo e Assistência de Direção: Lara Duarte e Ramilla Souza

Assistente Geral: Luiza Moreira Salles

Colaboração em dramaturgia: Lillah Hallah

Direção de Arte: Melina Schleder

Projeto de Iluminação: Paula Hemsi

Instalação e edição de vídeo: Laíza Dantas

Som e operação de som e vídeo: Lana Scott

Operação luz: Jhenifer Santine

Preparação vocal: Flávia Maria Campos

Provocação cênica: Kênia Dias e Maria Amélia Farah

Concepção e Roteiro Audiovisual: Janaina Leite e Lillah Hallah

Diretor de fotografia: Wilssa Esser

Participação no vídeo: Alex Ferraz, Hisak, Jota, Kaka Boy, Mike e Samuray Farias

Identidade Visual, Projeções e Mídias sociais: Juliana Piesco

Fotos e registro em vídeo: André Cherri

Diretora de Produção e Circulação: Carla Estefan – Metropolitan Gestão Cultural

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 18 ANOS

DURAÇÃO: 110 MIN

ESTUDO Nº1 MORTE E VIDA – Grupo Magiluth – Recife

A obra-prima do escritor e poeta João Cabral de Melo Neto “Morte e Vida Severina” (1954/55) atua como elemento propulsor do debate sobre construções, formações e interações sociopolíticas no Brasil e no mundo ao longo dos séculos XX e XXl. Em “Estudo Nº1 Morte e vida” estão a questão da migração em busca de condições “melhores” e da relação desses indivíduos com a terra, com o trabalho, com a morte e com o poder político; as questões climáticas, da seca e para além dela, e como isso tem afetado a(s) vida(s) em várias partes do mundo; a política, que enriquece os coronéis e quem está no poder, enquanto empobrece a população e não atende aos cuidados básicos; a precarização do trabalho e a uberização (e a ideia que a competição e a flexibilização só tem provocado mais desemprego e pauperização). Somos muitos Severinos. Um trabalho que fala sobre o Nordeste, mas também sobre dinâmicas de mudança em âmbito local, regional, nacional e, mesmo, mundial – mesmo que seja árdua a travessia de fronteiras.

GRUPO MAGILUTH – Fundado em 2OO4 na UFPE, o coletivo desenvolve um trabalho de pesquisa e experimentação, constante na cena teatral recifense, sendo apontado pela crítica e pela imprensa como um dos mais relevantes grupos teatrais do país. Realiza ações nos eixos de pesquisa, criação e formação artística, em constante diálogo com o território em que está inserido. Tem no histórico onze espetáculos, como “Aquilo que o meu olhar guardou para você” (2O12), “Dinamarca” (2O17) e “Apenas o Fim do mundo” (2O19). Circulou com seus trabalhos por 24 capitais brasileiras, além de ter realizado projetos de intercâmbio em Lisboa e Londres.

FICHA TÉCNICA

Direção: Luiz Fernando Marques

Assistência de direção e Direção Musical: Rodrigo Mercadante

Dramaturgia: Magiluth

Elenco: Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mário Sergio Cabral

Produção: Magiluth e Amanda Dias Leite

Fotografia: Vítor Pessoa e Maria Beda

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 ANOS

DURAÇÃO: 80 MIN

SEM PALAVRAS – companhia brasileira de teatro – São Paulo

Novo espetáculo da companhia brasileira de teatro propõe uma reinvenção da linguagem cênica para contar histórias de diversos corpos. A peça tem uma estrutura de crônicas individuais, uma colagem de diferentes personagens, vivendo situações cotidianas e que, pela palavra, ganham outros significados e tons por meio da dramaturgia. O trabalho flagra os deslocamentos e travessias que ocorrem durante um dia ao redor de um apartamento. Oito pessoas de diferentes corpos, imagens sociais, referências, histórias de vida e mundos imaginados passam por ali e são a base para reflexões sobre a palavra e sua ausência, já que o espetáculo aposta em visualidades que comunicam ao público sem uso da linguagem textual e com música executada ao vivo. São múltiplas personalidades que podem (ou não) habitar um mesmo espaço, um mesmo corpo. Uma reinvenção da linguagem – misturando teatro, dança, música e performance – para dar conta dos velozes acontecimentos contemporâneos, com histórias de amor, de violência, de consumo, de corpos em transição, entre outros. 

companhia brasileira de teatro – Fundado pelo diretor e dramaturgo Marcio Abreu em 2000, o coletivo pesquisa novas formas de escrita e linguagem. A atual montagem, junto com PROJETO bRASIL e PRETO, compõem uma espécie de trilogia feita pela cia. para refletir territórios em que palavra e corpo são elementos indissociáveis, que usam da dinâmica da interação entre linguagens diversas e abordam temas ligados aos pensamentos decoloniais e às urgentes e vertiginosas transformações das sociedades contemporâneas.

FICHA TÉCNICA

Direção e Texto: Marcio Abreu

Dramaturgia: Marcio Abreu e Nadja Naira

Elenco: Fábio Osório Monteiro, Giovana Soar, Kauê Persona, Kenia Dias, Key Sawao, Rafael Bacelar, Viní Ventania Xtravaganza e Vitória Jovem Xtravaganza

Direção de produção e administração: José Maria e Cássia Damasceno

Iluminação e assistência de direção: Nadja Naira

Direção Musical e Trilha Sonora Original: Felipe Storino

Direção de Movimento: Kenia Dias

Cenografia: Marcelo Alvarenga | Play Arquitetura

Figurinos: Luiz Cláudio Silva| Apartamento 03

Produção no RJ: Miriam Juvino e Valéria Luna

Vídeos | instalação “Antes de tudo”: Batman Zavareze

Captação e edição dos vídeos | instalação “Antes de tudo”: João Oliveira

Fotos: Nana Moraes

Programação visual: Pablito Kucarz

Captação de imagens do espetáculo: Clara Cavour

Teaser – criação e edição: Aristeu Araújo

Colaboração artística: Cássia Damasceno, Grace Passô, José Maria e Rodrigo Bolzan

Técnico de Palco e vídeo: Ricardo Barbosa e Michelle Bezerra

Técnico de som: Chico Santarosa e Luan Casado

Assistência de produção: Luiz Renato Ferreira

Distribuição Internacional: PLAN B – Creative Agency for Performing Arts

Uma produção da companhia brasileira de teatro

Em coprodução com Künstlerhaus Mousonturm Frankfurt am Main/GE, Théâtre Dijon Bourgogne – Centre Dramatique National/FR, A Gente Se Fala Produções Artísticas – Rio de Janeiro/BR, Passages Transfestival Metz/FR.

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 18 ANOS

DURAÇÃO: 110 MINUTOS

ANTES DO TEMPO EXISTIR – Andreia Duarte – RJ, SP, BH

Nós somos caçadores de beleza. Quando nós pintamos o nosso corpo, estamos trazendo para esse suporte os espectros da criação. Nós queremos ser reconhecidos por eles, por isso imitamos a beleza da natureza. Nós somos espelhos da criação.

AILTON KRENAK

Criação coletiva de artistas indígenas e não indígenas, o espetáculo que nasceu do encontro e trocas artísticas entre a atriz e pesquisadora Andreia Duarte e líderes, pensadores e artistas indígenas, como Ailton Krenak, Davi Kopenawa, Denilson Baniwa, Jaider Esbell, Naine Terena, Zahy Guajaraja e tantos outros. O trabalho é um desdobramento dos conceitos apresentados na palestra-performance de Ailton Krenak “O Silêncio do Mundo”, que evidencia não o tempo cronológico e a lógica de produtividade ocidental e sim um tempo dilatado, que expande as possibilidades de comunicação entre os seres humanos e os outros seres do planeta. “Antes do Tempo Existir” desmistifica o papel tradicional do texto no teatro, entendendo a dramaturgia como um conjunto de sentidos propostos por todos elementos cênicos – projeção sonora visual, música, artes plásticas, performance, oralidade, canto e dança. A ideia é adentrar na percepção da memória indígena a partir da qual é possível conectar-se com tudo o que é vivo: animais, plantas, montanhas, floresta, o céu. Os povos indígenas sabem que sendo a Terra um ambiente vivo é preciso manter uma dinâmica de negociação com os perigos que existem – o terremoto, o trovão, a torrente da chuva, o sol excessivo, as doenças etc.

ANDREIA DUARTE – Artista, curadora, produtora e pesquisadora em teatro. Morou cinco anos no Parque Indígena do Xingu com os Kamayura e desde então trabalha como apoiadora à causa indígena completando 20 anos de realizações. É doutoranda pela USP/ECA onde estuda Teatro e os Povos Indígenas. Trabalha há 5 anos como Coordenadora dos Eixos Reflexivo e Pedagógico da MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo. É diretora e co-curadora ao lado de Ailton Krenak da Mostra artística TePI – Teatro e os povos indígenas. Está realizando com Krenak o livro “Longa história de negação” pela Cia das Letras, uma biografia coletiva e conceitual do líder indígena.

FICHA TÉCNICA

Direção geral e idealização: Andreia Duarte

Direção artística: Kenia Dias e Ricardo Alves Junior

Direção de produção: André Lucena

Assistente de direção e iluminação: Lucas Pradino

Criação: 1ª etapa: Andreia Duarte, Denilson Baniwa, Jaider Esbell, Kenia Dias, Lucas Pradino, Rodrigo            Gava e Zahy Guajajara.

2ª. Etapa: Andreia Duarte, Denilson Baniwa, Kenia Dias, Lilly Baniwa, Lucas Pradino, Ricardo Alves Junor, Rodrigo Gava.

Artista em cena: Denilson Baniwa, Andreia Duarte, Lilly Baniwa.

Oficina de voz: Silvana Stein

Produção executiva e técnica: 1ª. Etapa: Victor Gally

Criação de vídeo e coordenador técnico: Rodrigo Gava

Foto: 1ª. Etapa: Francio De Holanda

Design: Casaplanta

Mídias sociais: Olívia Maia

Realização: Ministério do Turismo, Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo através da Lei de Emergência Cultural Aldir      Blanc, Outra Margem

Apoio cultural: Goethe-Institut, Biblioteca Mário de Andrade, SP Escola de Teatro, MITsp

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA:  LIVRE

DURAÇÃO:  80 MINUTOS

CORDEL DO AMOR SEM FIM OU A FLOR DO CHICO – Os Geraldos Teatro – Campinas

Encenação que traz a digital inconfundível do teatro do grande encenador Gabriel Villela e a poesia que caracteriza a escrita da autora Cláudia Barral. Em cena, a história de três irmãs que vivem às margens do Rio São Francisco. A mais nova das moças, às vésperas de seu noivado, apaixona-se por um estrangeiro e se põe a esperar por seu retorno durante tempo indeterminável. A trama se desenrola em função dessa espera e de um acontecimento fantástico, que contagia a todos e os faz viverem na expectativa de que algo mude em suas vidas.

GABRIEL VILLELA – Um dos maiores diretores brasileiros da atualidade, já trabalhou com grandes artistas brasileiros, como Milton Nascimento e Xuxa Lopes, dirigiu os maiores sucessos da trajetória do Grupo Galpão, de Belo Horizonte, e dirige, pela primeira vez, um espetáculo no interior paulista. Gabriel Villela já assinou a direção de mais de 50 espetáculos teatrais com os quais conquistou 12 Prêmios Shell, 3 Prêmios Molière, 3 Prêmios Sharp, 10 Troféus Mambembe, 6 Troféus APCA, entre outros.

OS GERALDOS – O grupo tem 14 anos de atuação, tendo conquistado 44 prêmios em festivais nacionais e internacionais e circulado por três países, nove estados brasileiros e 70 municípios. O coletivo atua em três frentes de trabalho: Criação Artística, Ações Formativas e Territórios Culturais. Também gerencia o Teatro de Arte e Ofício (TAO), um dos mais importantes espaços culturais de Campinas.

FICHA TÉCNICA

Direção: Gabriel Villela

Dramaturgia: Cláudia Barral

Cenografia: Gabriel Villela

Figurino: Gabriel Villela

Iluminação: Richard Zaira

Assistência de Direção: Ivan Andrade

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA:  14 ANOS

DURAÇÃO:  60 MINUTOS

A ÚLTIMA ESTAÇÃO – Elmano Sancho – Portugal

Ted Bundy foi um assassino em série norte-americano, executado na cadeira elétrica na Flórida, em 1989, aos 42 anos, acusado de, pelo menos, 30 assassinatos de mulheres, que ele estuprava e matava. Descrito como uma sociopata sádico, ele tirava prazer da dor e do controle que exercia sobre as vítimas. A semelhança física do ator e autor português Elmano Sancho com o serial killer foi o ponto de pesquisa que culminou no espetáculo A Última Estação, que se inspira na realidade para tratar de violência e desejo de transgressão.

Pela tradição judaica, dibbuk é o espírito ou demônio que habita o corpo de um indivíduo. Através da convocação, possessão e incorporação do criminoso, o intérprete se insurge contra a sociedade que reproduz frustração e exclusão. A tragédia ganha contornos da Via Crucis, as estações da Paixão de Cristo.

ELMANO SANCHO – Ator, encenador e dramaturgo, tem trajetória reconhecida por sua atuação no teatro, cinema e televisão de Portugal. Formado pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, estudou ainda na Real Escuela Superior de Arte Dramático de Madri, na Escola de Comunicação e Artes – ECA/USP, Conservatoire National Supérieur d’Art Dramatique de Paris e Saratoga International Theater Institute de Nova York. Já se apresentou em diversos países da Europa, Américas, Ásia e África, tendo sido indicado a célebres prêmios por suas atuações em Portugal.

FICHA TÉCNICA

Autoria: Elmano Sancho

Interpretação: Elmano Sancho, Cheila Lima, Isadora Alves, Márcia Branco e Mónica

Cunha.

Espaço cênico e figurinos: Renata Siqueira Bueno com a colaboração de Roberto Bueno

e Liana Axelrud

Desenho de luz: Alexandre Coelho

Produção executiva: Nuno Pratas/Culturproject

Produção: Lobo Solitário

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 ANOS

DURAÇÃO: 70 MINUTOS

A CAMINHADA DOS ELEFANTES – Formiga Atómica – Portugal

A história de um homem e de uma manada de elefantes. Quando o homem morre, os elefantes fazem uma caminhada misteriosa a sua casa, para lhe prestar uma última homenagem: não era um homem qualquer, era um deles. “A Caminhada dos Elefantes” é sobre a existência, a vida e a morte, e o caminho que todos temos de fazer, um dia, para nos despedirmos de alguém. Um espetáculo que reflete sobre o fim, que é um mistério para todos nós, crianças ou adultos. A concepção do trabalho foi antecedida por um extenso trabalho de pesquisa junto de cerca de 200 crianças com idades entre os 6 e os 10 anos, através da realização de encontros e oficinas.

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