O que é uma Guerra Cibernética?

guerra cibernética

A defesa de interesses pode ser expressa com o conjunto de ações tomadas por empresas, pessoas e países para manifestar a sua perspectiva referente a temas específicos. No meio digital, a defesa de interesses acontece principalmente com a guerra cibernética.

Em um primeiro momento, o termo pode trazer uma sensação pós-moderna, mas se considerarmos que estamos no período de maior avanço tecnológico, com a análise das soluções que possuímos com a internet, a guerra cibernética se torna muito atual.

Certamente, com os avanços no meio digital, houve o aumento de internautas, principalmente porque o acesso à internet se tornou mais fácil, contemplando as classes sociais de mais vulnerabilidade.

Nos dias de hoje, é comum ouvir termos como segurança da informação e sistema de segurança digital. No entanto, as ameaças não demonstram ser iminentes de modo que justifique a criação de tantos recursos para evitá-las.

A não iminência dos riscos de ataques na internet se dá justamente com a amplitude de mecanismos para minimizar os riscos de ataques cibernéticos. Esses ataques podem ser nocivos tanto para a privacidade dos usuários, quanto para sua vida financeira.

Cyberwars também são comuns no contexto corporativo, onde os chamados criminosos virtuais ou hackers fazem o sequestro de dados de empresas e cobram alto valor de resgate e ainda ameaçam virtualmente.

No entanto, com o aumento da presença de grande parte da população mundial na internet, o foco dos cibercriminosos se voltou também para pessoas físicas e com o sequestro de seus dados.

Invasões de câmera de segurança com gravação de imagem são maneiras de atuação para espionar o comportamento das vítimas e obter informações que possam comprometer sua reputação, além de serem utilizadas no repertório de ameaças.

Inclusive, a espionagem é uma ferramenta adotada durante as guerras cibernéticas para dar mais embasamento na estratégia de quadrilhas, para atingirem seus objetivos de coerção.

A espionagem acontece principalmente através da interceptação de câmeras de segurança e invasão de notebooks e celulares. Para o primeiro cenário, é comum que as organizações reforcem a supervisão e controle acessos de pessoas desconhecidas.

Empresas que contratam a locação de escritório virtual, sem dúvidas devem investir na segurança de rede e dados. Um ambiente de trabalho compartilhado com corporações que possuem interesses divergentes pode apresentar risco.

É verdade que assim como pessoas e países, as empresas também visam defender seus interesses, mesmo que isso signifique tomar ações que vão de encontro com as boas práticas de convívio e moral, ou ainda crimes.

Nem todas as corporações adotam postura agressiva dessa maneira, no entanto, em um ambiente de coworking, que trata-se de escritórios compartilhados, não é possível saber o caráter empresarial adotado pela companhia vizinha. Por isso, ter cuidado é essencial.

Ou seja, além dos cuidados com a rede e segurança de dados, a vulnerabilidade nos espaços físicos deve ser remediada. 

Sabendo que as invasões físicas acontecem majoritariamente nos períodos em que escritórios estão vazios, ou seja, pela noite, é recomendada a instalação de câmera de segurança com visão noturna infravermelha e sua manutenção recorrente.

Para pessoas físicas, o cuidado com a captura de dados requer atenção para links suspeitos, mensagens com grafia incorreta e que sigam o padrão de repertório com chantagens e desespero desproporcional.

Para o cuidado com o sequestro de informação com ataques físicos, os objetos eletrônicos devem dispor de senhas e estar seguros junto ao corpo.

Identificando uma guerra cibernética

Antes mesmo de incentivar os cuidados necessários para combater a ação de hackers, é preciso saber como identificar o ataque.

Apesar da capacidade dos criminosos em quebrar códigos de segurança, encontrando a vulnerabilidade em sistemas de controle de acesso informatizado e sequestrar dados, seus ataques têm características em comum que facilitam a identificação.

Ao receber mensagens e e-mails, para identificar se o emissor foi um criminoso ou não, a análise da estrutura do texto é primordial.

Estar atento a erros de linguagem, uso de pontuações e grafias incorretas, bem como de links suspeitos, são medidas a serem tomadas para uma análise assertiva do risco de estar sob um ataque cibernético.

Isso porque os ataques na internet têm formas específicas de ocorrerem, e mesmo que no calor do momento os ataques possam parecer ser muito perigosos, na verdade, aterrorizar suas vítimas é a forma que quadrilhas dispõem para sequestrar dados e dinheiro.

É chamado phishing o ato tomado por criminosos e quadrilhas como forma de ameaçar suas vítimas no meio virtual.

As ameaças acontecem com o argumento de que os criminosos estão com acesso a informações sensíveis e pessoais de suas vítimas, e para evitar a divulgação de tais dados para familiares e conhecidos, são exigidos valores altos em dinheiro.

Assim, ao notar que os golpes seguiam um padrão que se tornou fácil para o público identificar, os criminosos renovaram suas estratégias. No entanto, a natureza do phishing continua a mesma.

As comunicações continuam com abordagens que fogem da realidade de diálogos normais, sempre acompanhadas por um senso de urgência desproporcional e com links suspeitos.

A ação de quadrilhas tem uma motivação maior do que sequestrar informações. No caso de ataques feitos diretamente para corporações, pode-se considerar que a ação tenha sido contratada por algum concorrente, no sentido de sabotar ou roubar estratégias.

A verdade é que com o rápido acesso à banda larga fibra óptica, os ataques serão cada vez mais frequentes, por isso, é preciso estar atento com abordagens que sigam o seguinte padrão:

  • Senso de urgência desproporcional;
  • Grafia e pontuação incorretas;
  • Chantagens diversas;
  • Solicitação de informações pessoais e financeiras.

A tática utilizada por quadrilhas é fingir ser outra pessoa ou organização para conseguir os dados necessários para a conclusão de seu golpe. Em todas as abordagens, é comum que conversas fora de contexto possuam os tópicos citados acima.

Além disso, a guerra cibernética contextualiza tensões entre países. A imposição de sanções e embargos econômicos pode ser compreendida como as punições aplicadas de um país a outro como meio de defender seus interesses.

Por que ocorrem guerras cibernéticas?

A defesa de interesses é um tema de complexo entendimento, mas que caracteriza como se dão as relações atualmente. Para computadores portáteis, inclusive, é válido o uso de bolsa para notebook personalizada.

O poder é a única forma de equiparar estratégias e se posicionar diante de circunstâncias em que os rivais estão em foco. Conhecendo a importância do meio digital e também a sua vulnerabilidade, guerras cibernéticas são a maneira de demonstrar autoridade.

Com a demonstração de poder, os interesses podem não só ser defendidos, como também há um apelo para que a parte menos poderosa venha a aceitar a perspectiva da outra parte, de modo a se render para as condições impostas, por exemplo. 

Basicamente, uma guerra cibernética é uma guerra de poderes para demonstrar qual lado tem mais influência e capacidade de coerção. Por isso, faz sentido que guerras dessa natureza sejam mais comuns a organizações e países.

São países e marcas que convivem em cenário de ampla competitividade e necessitam reforçar sua autoridade e posicionamento ao mercado.

Pessoas físicas apenas enfrentam as consequências da guerra com a invasão de seus dados pessoais por parte dos hackers, servindo apenas como manobra de estratégias.

Sendo assim, é possível compreender que as guerras cibernéticas ocorrem principalmente devido à disputa de poder e posicionamento no mercado, podendo ser expressadas com invasões bancárias e exposição de informações.

Como evitar guerras cibernéticas?

Guerras e conflitos são realidades inevitáveis quando se tem um sistema internacional, sem a ausência de poder central e que possibilita a plena defesa de interesses por parte de marcas e países.

Todavia, se guerras são inevitáveis, cabe aos cidadãos contar com medidas preventivas para se proteger desses ataques.

Além de observar as características de mensagens recebidas e evitar clicar em links suspeitos, para maior segurança da informação, é recomendado que os usuários tenham senhas difíceis e estejam atentos para conceder permissões a sites.

Autorizar o livre acesso à câmera e ao microfone de celulares e computadores é uma medida preventiva, que não dá abertura para que os criminosos façam contato com os cidadãos. 

Para empresas e países, as medidas ideais a serem tomadas são firmar o compromisso em não retaliação da guerra em ambiente virtual, além de deixar as autoridades cientes dos ataques sofridos.

Considerações finais

Os avanços tecnológicos influenciaram em diversos aspectos, inclusive no ordenamento das relações entre empresas, marcas, países e indivíduos, tornando-as mais diretas e mesmo nocivas.

Se antes o foco em segurança de dados e rede era resumido em contar com assistência técnica nobreak para evitar a queda de energia e consequentemente a perda de dados, as medidas de segurança hoje servem para amenizar efeitos de ataques.

Não é possível viver em um contexto onde não existirão abordagens maliciosas por parte de criminosos. No entanto, medidas devem ser tomadas para que com a fácil identificação de abordagens suspeitas, os golpes não sejam concluídos.

Contudo, a guerra cibernética é a manifestação no ambiente digital da constante disputa no mercado e a defesa de princípios por marcas e países para chamar atenção para seu poder e influência.

 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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