James Webb capta Earendel, a estrela mais distante do Universo; veja

A estrela foi descoberta há apenas quatro meses e é considerada parte da primeira geração de estrelas do Universo

Apenas quatro meses após ter sido descoberta pela Nasa, a estrela Earendel, a mais distante do Universo já detectada, foi captada novamente, desta vez pelo telescópio espacial James Webb, no último sábado (30/7). O ponto brilhante vermelho foi visto pela primeira vez pelo observatório Hubble, em 30 de março deste ano.

A imagem e o apontamento de Earendel no registro foram anunciados nesta terça-feira (2/8), pela conta no Twitter Cosmic Spring JWST, administrada por astrônomos que têm acesso exclusivo a imagens do Webb para fazerem análises.

“Estamos empolgados em compartilhar a primeira imagem do James Webb de Earendel, a estrela mais distante conhecida em nosso universo, ampliada por um enorme aglomerado de galáxias. A observação foi feita no sábado pelo programa JWST 2282”, informaram na publicação.

Os astrônomos também publicaram um vídeo em que há a transição da imagem feita pelo Hubble para o mais recente registro. A diferença é marcante: mais luz e maior distinção de objetos estelares. Veja:

Earendel está localizada na constelação de Cetus, próxima à galáxia Sunrise. Por estar a 12,9 bilhões de anos-luz da Terra, a luz dela é fraca nas imagens captadas pelo Hubble e pelo Webb. Por isso, é preciso fazer um recorte na imagem para visualizar melhor a estrela vermelha solitária.

Em um zoom na imagem feita por Webb, é possível observar o ponto vermelho: Earendel, considerada parte da primeira geração de estrelas do Universo
Em um zoom na imagem feita por Webb, é possível observar o ponto vermelho: Earendel, considerada parte da primeira geração de estrelas do Universo(foto: NASA/ESA/STSci/Coe,Welch et al)

No entanto, a presença não tão marcante entre um aglomerado de galáxias vistas nos registros não faz jus à magnitude da composição da estrela: cientistas da Nasa acreditam que o corpo celeste tem uma massa 50 vezes maior do que a do nosso Sol e milhões de vezes mais brilhante.

Por essas características, o time de astrônomos da equipe de astrônomos da Universidade Johns Hopkins, que fizeram a descoberta da estrela, escolheram o nome, que significa “estrela da manhã”. O nome é a versão do inglês antigo de Earendil, personagem de J.R.R Tolkien em O Silmarillion, maior inspiração dos pesquisadores. Earendil é um elfo que viaja pelos “céus” por meio da jóia Simaril, o que parece ser uma estrela para os habitantes da Terra.

Na época da descoberta de Earendel, a Nasa afirmou que a estrela seria observada melhor por Webb e, por isso, os astrônomos acreditam que o objeto estelar passará por observações mais direcionadas do telescópio.

Considerada parte da primeira geração de estrelas do Universo, os astrônomos afirmam que é possível que Earendel seja formada por matérias que não existem mais nos objetos estelares. A suspeita pode ser confirmada em dezembro, quando uma próxima rodada de observações pode revelar do que é feito o objeto.

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