
Como o Brasil pretende quebrar o domínio europeu na Copa do Catar 2022
Desde que o Brasil venceu sua última copa do mundo há 20 anos atrás o domínio do futebol mundial tem sido europeu. Embora no momento nosso país lidere o ranking da FIFA, a verdade é que as últimas 4 Copas do Mundo foram vencidas por equipes europeias. Em 2006 a vencedora foi a Itália, seguida pela Espanha em 2010, Alemanha em 2014 e França em 2018.
Entretanto, dessa vez as apostas copa do mundo apontam para um favoritismo brasileiro. Embora o torcedor canarinho não possa se deixar levar por essa euforia é bem verdade que existem motivos para acreditar em uma possível vitória do Brasil na primeira Copa do Mundo a ser disputada no Oriente Médio.
O primeiro desses motivos seria a consistência da seleção de Adenor Bacchi, o Tite. Se por um lado o Brasil tem apresentado um futebol pragmático, por outro os resultados têm sido conquistados. Líder invicta das eliminatórias sul-americanas para a copa do mundo, atual primeira colocada do ranking da FIFA e com um aproveitamento digno de nota. Sob o comando de Tite em 71 jogos desde 2016, a seleção conquistou até o momento 52 vitórias, 14 empates e apenas 5 derrotas. É bem verdade que algumas dessas derrotas foram dolorosas, como a eliminação para a Bélgica na Copa do Mundo de 2018 ou mesmo a derrota na final da Copa América em pleno Maracanã para a Argentina. Mas o aproveitamento de 79% é inquestionável.
Alguns pontos da seleção ainda preocupam o torcedor. A dependência de Neymar é um deles. Ninguém pode negar o talento inquestionável do camisa 10 da seleção, mas a verdade é que nos últimos tempos o jogador tem sido muito mais destaque fora do que dentro de campo. As seguidas lesões também atrapalham e deixam um ponto de interrogação na cabeça do torcedor que ainda não sabe qual será a versão de Neymar que estará presente na Copa do Catar. A do craque e maior artilheiro da história da seleção depois de Pelé, ou a do jogador polêmico e mais preocupado com festas, amigos e redes sociais?
A favor do otimismo está o crescimento de produção de outros jogadores que vêm apresentando alta performance e que poderão contribuir muito com a equipe brasileira. Vinicius Jr. por exemplo, tem sido peça fundamental atuando pelo Real Madrid. Raphinha, jogador que atua pelo Leeds United também tem sido outra sensação entre os garotos da seleção.
Outro ponto que ainda tem preocupado boa parte dos torcedores brasileiros tem sido a insistência de Tite em alguns nomes que há muito tempo já não vem apresentando um futebol diferenciado nem por seus clubes nem pela seleção brasileira. Um exemplo clássico é o de Daniel Alves, que aos 38 anos já vive longe de seu auge como jogador tanto na seleção quanto no Barcelona. Muitos se questionam se valeria a pena ter o jogador na lista final para a Copa do Catar por se tratar de um atleta experiente e com uma contribuição bastante relevante dentro e fora de campo.
Outros jogadores que poderiam entrar no quesito insistência de Tite pelo menos parecem estar dando a volta por cima e poder contribuir efetivamente com o grupo brasileiro na próxima Copa do Mundo. Um deles é Philippe Coutinho que vinha sendo convocado pelo treinador mesmo estando em baixa em sucessivos empréstimos pelo Barcelona. Entretanto, Coutinho parece ter dado a volta por cima e tem brilhado em diversos jogos na Premier League, com a camisa do Aston Villa. Aliás, Coutinho parece ser um jogador moldado para brilhar especificamente no campeonato inglês.
De qualquer forma, os números dão total respaldo ao treinador da seleção brasileira e mostram ao torcedor que ainda vale a pena confiar na insistência de Tite com suas ideias. Se no momento decisivo essas escolhas se mostrarão acertadas ou não é impossível prever. Mas que o Brasil parece estar no caminho certo para finalmente conquistar o tão sonhado Hexacampeonato e pôr fim a um jejum de 20 anos sem títulos mundiais, isso não há como negar. Basta esperarmos até os meses de Novembro e Dezembro para sabermos qual será o resultado final. Será que o Brasil finalmente conseguirá quebrar a hegemonia europeia nas copas do mundo mais recentes? Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.




