Agropecuária e indústria registram queda no 2º trimestre de 2021

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Segmentos recuaram, respectivamente, 2,8% e 0,2%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

 

Dois setores fundamentais para o Produto Interno Bruto (PIB), a agropecuária e a indústria, recuaram no segundo trimestre deste ano. As quedas foram, respectivamente, de 2,8% e de 0,2%.

A queda na agropecuária em comparação com os três primeiros meses do ano é a maior entre os setores analisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no PIB.

De acordo com Renato Conchon, coordenador do Núcleo Econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), esse é um recuo normal do setor. “Toda atividade agropecuária tem ciclos. Normalmente, vemos um primeiro trimestre bom, segundo trimestre um pouco mais abaixo, terceiro trimestre mais abaixo ainda e no quarto trimestre voltamos a ver números melhores”, analisa.

O recuo era esperado, mas a diminuição do PIB no setor agropecuário foi potencializada pelas secas em regiões produtoras de milho e algodão. O fator climático mudou o modo de plantio das duas commodities, o que prejudicou as suas safras.

“O que a gente não previa no começo do ano é que a estiagem fosse tão prejudicial como foi. A falta de chuva prejudicou o desenvolvimento da cultura do milho, que foi plantado fora da sua janela de plantio. Aconteceu mais ou menos a mesma coisa que com o algodão. Também não previmos a geada em algumas regiões do Brasil e que acabou dificultando ainda mais o volume produção do milho e do algodão”, explica o coordenador da CNA.

Indústria

De acordo com o IBGE, além da queda na agropecuária de 2,8%, a Indústria registrou baixa de 0,2%. Com isso, o PIB variou -0,1% na comparação com o primeiro trimestre de 2021. “Entre as atividades industriais, o desempenho foi puxado pelas quedas de 2,2% nas Indústrias de Transformação e de 0,9% na atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos. Esses recuos impactaram a alta que de 5,3% nas Indústrias Extrativas e 2,7% na Construção”, apontam os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

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