MOSTRA ONLINE LUZ DA ÁFRICA EXIBE FILMES DE DIRETORAS MULHERES

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LUZ DA ÁFRICA

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL BRASÍLIA, DE 01 A 19 DE SETEMBRO DE 2021.

 

 

Mostra exibe filmes recentes de diretoras africanas ou afrodescendentes premiados pelo New York African Film Festival

 

*Exibições serão presenciais e on-line

 

*Programação inclui projeção de filmes, shows musicais, rodas poéticas, contação de histórias, oficinas de bonecas, conversas virtuais e muito mais

 

“É assim que se cria uma única história: mostre um povo como uma coisa, como somente uma coisa, repetidamente, e é o que ele se tornará. A consequência de uma única história é que ela rouba das pessoas sua dignidade”. As palavras da escritora e ativista nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie inspiram a primeira edição no Brasil de LUZ DA ÁFRICA, mostra de cinema produzido por diretoras africanas ou afrodescendentes, de diferentes nacionalidades e variados gêneros. Realizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil Brasília, a mostra acontece presencialmente, de 1 a 5 de setembro, no cinema e demais espaços do CCBB, e em formato online de 6 a 19 de setembro.

LUZ DA ÁFRICA vai apresentar 13 filmes selecionados entre a produção cinematográfica recente assinada por mulheres e premiada nas edições de 2017 a 2020 do célebre NYAFF – New York African Film Festival, evento que acontece há 30 anos e que trabalha para dar visibilidade às artes e à cultura de países africanos. O recorte curatorial se concentrou na cinematografia feminina e leva a assinatura da atriz e ativista Maria Gal, da produtora e diretora Carina Bini e da música e pesquisadora Alissa Sanders.

A primeira semana será marcada pela abertura da mostra, com um recorte presencial. Serão realizadas exibições ao ar livre, no Cinema do CCBB (mediante a retirada de ingressos para um número limitado de espectadores) e atividades como contação de histórias, roda de poesia, apresentações musicais e homenagens a países africanos em outros espaços do CCBB, na área externa. As atividades contam com a parceria de Embaixadas de países africanos no Brasil e seguirão os protocolos de segurança e prevenção à Covid-19.

Depois, de 6 a 19 de setembro, será exibida toda a programação de LUZ DA ÁFRICA, em versão on-line, através da plataforma bb.com.br/cultura. Lá também acontecerão rodas de conversas virtuais com realizadoras e curadoras. Cada filme ficará disponível por apenas um dia, no período das 19h às 23h59.

LUZ DA ÁFRICA conta com o patrocínio do Banco do Brasil e tem a produção da Atman Filmes e Criações.

O FESTIVAL

Durante 19 dias, o público brasileiro poderá conhecer um pouco da vida, da cultura e também das questões sociais que caracterizam a realidade de diferentes países, através do olhar e do pensamento de realizadoras africanas ou afrodescendentes do mundo todo. Nesta primeira edição, LUZ DA ÁFRICA exibirá títulos que foram premiados no importante NYAFF, o Festival de Cinema Africano de Nova York, considerado essencial para aumentar, dar visibilidade e reconhecimento aos artistas africanos no exterior.

Dentre os 13 títulos selecionados pela curadoria, estão produções como “Subira“, de Ravneet Chandha, sobre uma mulher de espírito livre que luta contra os costumes tradicionais do país. De 2018, o filme foi o primeiro a ser indicado ao Oscar pelo Quênia. Também queniano, “Lua Nova“, de Philippa Ndisi-Herrmann, recebeu vários prêmios em 2018 ao abordar os impactos da construção de um moderno porto sobre a vida de uma pequena ilha islâmica.

A programação inclui ainda “Min Alesh?“, filme etíope de 2019, que fala sobre a paixão de uma mulher pela corrida e de como esse esporte pode ajudar a mudar a vida de toda a família. Também “O Som das Máscaras” coprodução Moçambique, África do Sul e Portugal, que promove uma viagem pelo passado e presente de Moçambique, através da dança e da contação de histórias.

A mostra contempla a produção brasileira, com filmes assinados por diretoras negras. Atual diretora da SPCine, a cineasta Viviane Ferreira assina “Um dia com Jerusa“, que tem a grande atriz Léa Garcia no elenco e que apresenta um tocante retrato de diferentes gerações de mulheres negras de São Paulo. Da diretora Renata Martins, LUZ DA ÁFRICA exibe “Sem Asas“, que ganhou o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de Curta-metragem em 2019 e que apresenta uma história comovente e infelizmente bastante recorrente no Brasil. E a cineasta Sabrina Fidalgo comparece com duas produções, “Alfazema” e “Rainha“. Sabrina foi eleita pela publicação norte-americana Bustle como a oitava dentre as 36 diretoras do mundo que estão mudando os paradigmas em seus países.

Segundo informa a curadora e diretora da mostra, Carina Bini, a curadoria se preocupou em apresentar a multiplicidade de linguagens deste universo das narrativas com protagonismo feminino de diversas nacionalidades. “Acredito que os filmes da mostra trazem um olhar destas mulheres potentes, retratando a diversidade cultural que constitui o continente africano e todas as questões sociais que permeiam sua atualidade. Para nós, é mais uma ponte para nos aproximar e nos fazer conhecer mais a fundo o continente africano. O olhar para a cultura africana nos leva ao espelhamento de nós mesmos, num resgate de nossas raízes e ancestralidade que permeiam a grande maioria da população brasileira.”

A atriz e produtora Maria Gal, uma das curadoras, celebra a realização da mostra no momento atual do Brasil: “Poder contribuir para apresentar filmes que trazem representatividade de forma tão diversa é algo muito especial e simbólico neste momento em que a sociedade brasileira está mais atenta à pauta racial em contraposição com a realidade brasileira em que narrativas pretas assim como profissionais pretos na frente e por trás das câmeras ainda são tão invisibilizados”.

NYAFF – Com sede em Nova York, o African Film Festival, é uma organização sem fins lucrativos, fundada em 1990 como um festival dinâmico dedicado a aumentar a exposição das artes e culturas africanas por meio da exibição de obras cinematográficas feitas por e sobre o povo da África e da Diáspora africana. O festival NYAFF foi lançado em 1993, com o apoio da Fundação Ford, e atualmente conta com a parceria do Lincoln Center e do Brooklyn Museum of Art. Em sua versão original, vai além da exibição do cinema africano, incluindo performances ao vivo, exposições de arte, painéis de discussão, masterclasses e workshops que fornecem um maior contexto para os filmes que estão sendo exibidos.

A AFF dedica-se a ampliar a compreensão da cultura africana. Oferece diversas plataformas para distribuição da mídia africana e programação complementar durante todo o ano. Entre os seus diretores de honra e conselho consultivo estão artistas da relevância de Angelique Kidjo, David Byrne e a produtora Grace Blake (de “O Silêncio dos Inocentes“), entre outros.

CURADORIA

MARIA GAL – Atriz, apresentadora, palestrante, criadora de conteúdo e produtora. Já se apresentou no Brasil e exterior e recebeu prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema em Madrid. Diversidade e representatividade negra são temas que fazem parte do seu DNA como artista, mulher negra e cidadã. Como atriz, atuou em produções da Rede Globo, Netflix, Canal Brasil, Rede Record, SBT, dentre outros. É colunista de diversidade na Vogue Gente e produz, em formato de coprodução para cinema/TV e mídias digitais, conteúdos com temática racial e feminina, através de sua produtora Maria Produtora.

CARINA BINI – Graduada em Jornalismo, produtora de cinema há 15 anos, especializou-se no Pune Film Institute e no Laboratório de Roteiro do CSC de Roma. É diretora do Festival Internacional Cinema e Transcendência. Produziu “Perfumes e Especiarias” para o Globo Repórter e o “Diário do Olivier“, na Índia. Dirigiu os documentários “Devi Índia Divina“; “O Brasil Visto por dentro“; “Mudra: Magia da dança e música da Índia“; a série “Planeta Índia“; o filme experimental “Palíndrimas Musicadas”; e o curta “India, my love story“, selecionado para o DIFF. Atualmente dedica-se ao desenvolvimento de seu primeiro longa-metragem “La Mamma“, uma coprodução entre Brasil e Itália, do qual também é roteirista.

ALISSA SANDERS – Com o jazz nas veias, Alissa Sanders nasceu e foi criada em Los Angeles (EUA). Há 23 anos fez do Brasil sua casa e da música brasileira seu território de experimentação. Iniciou sua carreira profissional em São Paulo, onde lançou seu primeiro disco, “Beginning“. Viajou pelo Oriente Médio, Índia, África, cantando e fazendo apresentações em Tel Aviv, Israel, Adis Abeba, Etiópia e Kochi na Índia. A vontade de pesquisar mais sobre as raízes da música negra brasileira a levou ao Recôncavo da Bahia, onde conheceu e estudou com Dona Zélia do Prato, Mestre Góes e outros mestres da cultura popular. Atualmente as composições, o canto e as apresentações da Alissa são experiências criando pontes entre suas raízes no jazz e os gêneros musicais dos EUA que são profundamente influenciadas pela cultura dos seus ancestrais africanos e elementos de música brasileira.

PROGRAMAÇÃO

 

SEMANA PRESENCIAL – ENCONTRO COM A ÁFRICA NO CCBB BRASÍLIA (01 A 05 DE SETEMBRO)

 

 

QUARTA, 01/09

19h – Pocket show “Luz da África”, com a cantora brasiliense Nãnan

e o musicista convidado: Henrique Alvim

LOCAL: ÁREA EXTERNA CCBB BRASÍLIA

 

20h – Exibição filme “Subira

LOCAL: CINEMA CCBB BRASÍLIA

 

QUINTA, 02/09

19h – Exibição filme “Min Alesh?

LOCAL: CINEMA CCBB BRASÍLIA

 

SEXTA, 03/09

19h – Dia em homenagem ao Gana, com performance cultural de música e dança realizada em parceria com a Embaixada de Gana no Brasil

LOCAL: ÁREA EXTERNA CCBB BRASÍLIA

 

20h – Exibição filme “Prof. Busia: o legado” (Sessão Especial Embaixada de Gana)

LOCAL: CINEMA CCBB BRASÍLIA

 

SÁBADO, 04/09

17h – Roda “Conexões Poéticas à Sombra do Baobá” – com o Grupo Griot Legacy

LOCAL: ÁREA EXTERNA CCBB BRASÍLIA

 

DOMINGO, 05/09

15h e 16h – Roda de Contação de Histórias Africanas – Boneca Abayomi (duas rodas com público, seguindo protocolo de distanciamento pelo Covid-19. Atividade com retirada de ingresso.

LOCAL: ÁREA EXTERNA CCBB BRASÍLIA

 

19h – Exibição filme “The Sound of Masks (O Som das Máscaras)”

LOCAL: ÁREA EXTERNA CCBB BRASÍLIA – CCBB BRASÍLIA

 

 

MOSTRA LUZ DA ÁFRICA – PROGRAMAÇÃO ON-LINE

 

 

SEGUNDA, 06/09

20h – Abertura da mostra on-line, com show/Live de Lenna Bahule.

Presença das curadoras Maria Gal, Alissa Sanders e Carina Bini.

LOCAL: PLATAFORMA DA MOSTRA

TERÇA, 07/09

19h – Exibição filme “Um dia com Jerusa”

LOCAL: PLATAFORMA DA MOSTRA

 

QUARTA, 08/09

19h – Exibição filme “Subira”

LOCAL: PLATAFORMA DA MOSTRA

 

QUINTA, 09/09

19h – Exibição filme “Iemanjá, Sabedoria Ecológica no Coração do Brasil”

LOCAL: PLATAFORMA DA MOSTRA

 

SEXTA, 10/09

19h – Exibição filme ”Vibrancy of Silence – A Discussion with My Sisters (Vibração do Silêncio)”

LOCAL: PLATAFORMA DA MOSTRA

 

SÁBADO, 11/09

17h – Roda de conversa “Olhar feminino nos Diálogos Culturais“.

Convidadas:

Mahen Boneti – diretora do NYAFF (New York African Film Festival)

Abena Busia – Embaixadora da República de Gana no Brasil e curadoras da mostra

LOCAL: PLATAFORMA DA MOSTRA

 

18h – Exibição filme “Ouaga Girls (Garotas de Ouaga)”

LOCAL: PLATAFORMA DA MOSTRA

 

DOMINGO, 12/09

16h – Roda de conversa “Amefricanidades, a descolonização do pensamento”. Convidadas:

Amanda de Moraes – Psicóloga do Programa FIRMINAS – Academia de Liderança de Mulheres Negras

Lucimar Brasil – Jornalista com formação em Impacto Social

LOCAL: PLATAFORMA DA MOSTRA

 

17h – Exibição filme “Min Alesh?”

LOCAL: PLATAFORMA DA MOSTRA

 

19h – Exibição filme “New Moon (Lua Nova)”

LOCAL: PLATAFORMA DA MOSTRA

 

SEGUNDA, 13/09

19h – Exibição filme “Subira”

LOCAL: PLATAFORMA DA MOSTRA

 

TERÇA, 14/09

19h – Exibição filme “Prof. Busia: o legado”

LOCAL: PLATAFORMA DA MOSTRA

 

QUARTA, 15/09

19h – Exibição filme “In Search (À Procura)”

LOCAL: PLATAFORMA DA MOSTRA

 

QUINTA, 16/09

18h – Exibição filme “Um dia com Jerusa”

LOCAL: PLATAFORMA DA MOSTRA

 

20h – Debate “Olhar da Mulher no Cinema“. Convidadas:

Viviane Ferreira – cineasta, roteirista, produtora, diretora da SPCine;

Carina Bini – diretora e curadora da mostra

Maria Gal – curadora da mostra

LOCAL: INSTAGRAM – @mariagalreal  @atman.filmes e @ccbbbrasilia

 

SEXTA, 17/09

19h – Exibição filme “The Sound of Masks (O Som das Máscaras)”

LOCAL: PLATAFORMA DA MOSTRA

 

SÁBADO, 18/09

17h – Exibição filme “Iemanjá, Sabedoria Ecológica no Coração do Brasil”

LOCAL: PLATAFORMA DA MOSTRA

 

19h – Exibição filme “Min Alesh?”

LOCAL: PLATAFORMA DA MOSTRA

 

DOMINGO, 19/09

19h – Exibição “Sessão Cinema Brasileiro”

Sem Asas” (sessão acessível)

Alfazema

Rainha

LOCAL: PLATAFORMA DA MOSTRA

 

 

SINOPSES

1. SUBIRA

Quênia / 2018 / 99 min / Ficção / Suaíli e Inglês/ CI: 12 anos

Diretora: Ravneet Chandha

Brenda Wairimu é uma personagem de espírito livre, que luta para viver seu sonho de nadar no oceano, contra os costumes locais e um casamento arranjado. “Subira” é baseado no premiado curta-metragem de 2007 com o mesmo nome. O filme aborda questões sociais africanas totalmente modernas.

Ravneet Sippy Chadha – Autora, diretora e produtora, nasceu e foi criada na Índia, onde concluiu o bacharelado em psicologia. Mudou-se para Toronto, Canadá, para continuar seus estudos, onde viveu por oito anos. Em 1997 foi morar em Nairóbi, Quênia, onde atualmente vive com o marido e dois filhos. Sippy começou sua carreira com curtas-metragens premiados como “Kibera Kid” (2007), “Charcoal Traffic” (2008) e “Tick Tock” (2009), para citar alguns. Seu curta-metragem “Subira” (2008), ganhou 15 prêmios internacionais e foi selecionado para o Festival de Cannes. “Subira” (2018), seu primeiro longa-metragem, é baseado no curta e é a entrada oficial do Quênia no 92º Oscar na categoria Melhor Longa-Metragem Internacional.

2. MIN ALESH?

Etiópia / 2019 / 84 min / Ficção / Amárico / CI: livre

Diretora: Amleset Muchie

Situado em Merkato, um amplo mercado ao ar livre em Addis Abeba, Etiópia, “Min Alesh?” conta a história inspiradora de Selam, de 21 anos, cuja perseverança transforma sua vida para melhor. Tendo crescido em meio à pobreza e dificuldades, Selam está determinada a mudar as circunstâncias de sua vida e de sua família por meio de sua paixão por correr. Uma corrida internacional oferece a ela a chance de realizar seu sonho.

Amleset Muchie – Fundadora e diretora da Maya Film Production, estudou jornalismo na Unity University em Addis Abeba. Com o sonho de ser cineasta, cursou cinema na New York Film Academy. Após a conclusão de seus estudos, seguiu carreira em publicidade. Produziu vários filmes, além de videoclipes e comerciais para vários clientes.

3. UM DIA COM JERUSA

Brasil / 2020 / 74 min / Ficção / Português / CI: 14 anos

Diretora: Viviane Ferreira

Um encontro místico entre duas mulheres negras em São Paulo, Brasil, as leva em uma viagem no tempo e suas histórias entrelaçadas. Silvia é uma jovem médium e pesquisadora de mercado que luta para sobreviver enquanto aguarda o resultado de um concurso público. Jerusa é uma simpática senhora de 77 anos que dá testemunho do quotidiano do Bixiga, um bairro que transborda de memórias ancestrais. No aniversário de Jerusa, enquanto ela espera a chegada de sua família, um encontro entre suas memórias mais profundas e a mediunidade de Silvia permite que as duas viajem no tempo e suas histórias entrelaçadas.

 Viviane Ferreira – Diretora e roteirista brasileira, codirigiu o longa-metragem “Pessoas: Viver para conta” (2019); e escreveu e dirigiu o longa-metragem de estreia “Um Dia Com Jerusa“, em 2020. É mestre em Políticas Audiovisuais pela UnB e é advogada do entretenimento. Viviane é gerente da Odun Filmes, CEO da RAIO (Rede Audiovisual de Inclusão Orquestrada) e da plataforma de streaming TodesPlay, e professora dos cursos de cinema e audiovisual da ESPM São Paulo. É presidente da APAN (Associação dos Profissionais do Audiovisual Negros) e Diretora Artística do “Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul – Brasil, África, Caribe e Outras Diásporas.” Foi presidente do Comitê Brasileiro de Seleção do Oscar 2021. É a atual diretora da SPCINE.

4. THE SOUND OF MASKS (O SOM DAS MÁSCARAS)

Moçambique, África do Sul e Portugal / 2018 / 70 min / Documentário / Português e Makonde/ CI: 12 anos

Diretora: Sara CF de Gouveia

Atanásio Nyusi, um contador de histórias cativante e dançarino lendário de Mapiko, leva-nos a uma viagem pelo passado e presente de Moçambique. Enquanto compartilha suas memórias com seu filho, ele explora temas de identidade no Moçambique moderno, uma paisagem em constante mudança, assombrada por fantasmas do passado.

Sara CF de Gouveia – Nascida em Lisboa, é uma cineasta premiada que vive na Cidade do Cabo, África do Sul. Seu documentário de média metragem “Mama Goema: o Beat In Five Movements da Cidade do Cabo” (2011) ganhou o prêmio de Melhor Documentário SA no TriContinental Film Festival 2011, exibido em festivais de todo o mundo e transmitido pela SABC.

5. NEW MOON (LUA NOVA)

Quênia / 2018 / 70 min / Documentário / Inglês e Kiswahili/ CI: 12 anos

Diretora: Philippa Ndisi-Herrmann

A cineasta Philippa Ndisi-Herrmann embarca em uma jornada para investigar um gigantesco projeto portuário que ameaça perturbar o ritmo de uma pequena ilha islâmica, na costa leste da África. Conforme o filme se desenvolve, fragmentos da vida local surgem como capítulos de um livro: um homem escaldando um peixe, crianças tomando banho num dique, um batizado, e logo se torna aparente que a verdadeira ruptura é o confronto de Philippa com uma nova consciência espiritual. 

Philippa Ndsi-Herrmann – Nascida em 1985 na Alemanha, é uma premiada artista queniana-alemã que emprega o artesanato na poesia, fotografia e cinema. Atraída por narrativas sobre infância, memória e mulheres, Philippa se interessa por ancestralidade, espiritualidade e pelo ritmo do oceano. Seu trabalho pessoal é uma mistura de documentário autobiográfico e poesia. Ex-aluna da IDFA Summer School 2013 (Amsterdã), da Berlinale Talents 2016 e da RAW Académie 2016 (Dakar), seu poema visual “Seeds“, ganhou o Prêmio do Júri Ecumênico na Internationale Kurzfilmtage Oberhausen, 2017. Seu documentário de longa-metragem “Lua Nova“, ganhou vários prêmios, incluindo Melhor Documentário no Festival Internacional de Cinema de Durban de qualificação para o Oscar 2018.

6. OUAGA GIRLS (GAROTAS DE OUAGA)

Suécia, Burkina Faso, França e Qatar / 2017 / 83 min / Documentário / Mooré e francês/ CI: 12 anos

Diretora: Theresa Traore Dahlberg

Um grupo de jovens de Ouagadougou estuda para atuar como mecânicas de automóveis. As colegas de classe se tornam pilares de segurança, alegria e irmandade, ao mesmo tempo em que passam pela transição transformadora para a vida adulta, em um país que fervilha com as mudanças políticas. As meninas se encontram em um momento crucial na vida, quando seus sonhos, esperanças e coragem são confrontados com opiniões, medos e expectativas da sociedade sobre o que uma mulher deve ser. 

Theresa Traore Dahlberg – Artista visual e cineasta, cria narrativas envolventes por meio de escultura, fotografia e filme. Seus filmes narram histórias no campo documental, incluindo temas como a representação do outro, questionando-os como indivíduos. Eventos e lugares são percebidos, interpretados e compreendidos. Ela encontra seu material de trabalho na vida cotidiana e nos encontros com pessoas de diferentes lugares que desempenham um papel importante. Traore Dahlberg baseia-se em suas próprias experiências, na vivência com duas culturas políticas e sociais, Suécia e Burkina Faso, e na implicação de viver em um contexto europeu contemporâneo.

7. VIBRANCY OF SILENCE: A DISCUSSION WITH MY SISTERS (VIBRAÇÃO DO SILÊNCIO)

Bélgica e EUA / 2017 / 90 min / Documentário / Francês/ CI: livre

Diretora: Marthe Djilo Kamga

Neste documentário, Marthe Djilo Kamga conduz o espectador a participar de conversas frutíferas com outras quatro artistas camaronesas que, como ela, conheceram o exílio e perceberam como é necessário transmitir às gerações mais novas o que aprenderam com suas múltiplas identidades. A partitura original que acompanha as vozes dessas três gerações de mulheres é parte ativa da aventura, um testemunho para o futuro. As conversas são conectadas por temas-chave de patrimônio cultural, memória histórica e como as imagens moldam as memórias pessoais e coletivas.

Marthe Djilo Kamga – Uma das fundadoras e atual coordenadora do Festival Massima Di-Bxl, seus interesses profissionais e pessoais giram em torno de questões de vulnerabilidades, identidades e igualdade de oportunidades.

8. IN SEARCH (À PROCURA)

Alemanha e Kênia/ 2018/ 90min / Documentário / CI: 12 anos

Diretoras: Beryl Magoko & Jule Katinka Cramer

Uma corajosa e determinada jovem fala sobre sua experiência de passar pela mutilação genital feminina em seu vilarejo, no Kênia, e expõe o medo de enfrentar uma cirurgia para reconstituir sua genital.

Beryl Magoko – Diretora e escritora queniana, conhecida também pelo curta “The Cut” (2012) e pela série “FrauTV” (1984).

Jule Katinka Cramer – Nascida em Hamburgo, é cineasta e diretora de fotografia. Como fotógrafa atuou também no longa de comédia “Mein Freund, der Deutsche” (2016) e em “Cahier africain” (2016).

9. IEMANJÁ: SABEDORIA ECOLÓGICA NO CORAÇÃO DO BRASIL

EUA/ 2016/ 52min/ Documentário / CI: Livre

Diretoras: Donna C. Roberts e Donna Read

Documentário que aborda a justiça social, sustentabilidade ecológica, a ética, o racismo, a intolerância religiosa e a força baseado na crença e comunidade, partindo da perspectiva de líderes anciãs da tradição espiritual do Candomblé, na Bahia. Conforme a humanidade e o nosso planeta enfrentam grandes desafios, esses conhecimentos antigos trazem perspectivas inspiradoras para as preocupações globais comuns.

Donna Carole Roberts – Produtora/diretora com diversos créditos nos Estados Unidos e Canadá, na televisão pública e privada. Donna trabalhou entre a América do Norte e Brasil desde 1997, quando participou do Fórum Rio+5 sobre sustentabilidade. Produziu o documentário ganhador do Prêmio Telly para Sea of Uncertainty (“Mar de Incertezas”) sobre o vazamento de petróleo no Golfo do México (WGCU Public Media. Com um mestrado em Ciências Ambientais, tem parceria com o grupo Coletivo de Mulheres do Calafate, em Salvador.

Donna Cooper- Read – Renomada e premiada diretora e editora canadense, seu trabalho mais conhecido é Goddess Trilogy  (National Film Board of Canada), uma trilogia composta dos filmes Goddess Remembered, Burning Times, e Full Circle. Vinte anos depois, Goddess Remembered continua a abrir festivais de cinema no mundo todo, enquanto a trilogia é também uma importante ferramenta utilizada na educação formal e não-formal.

10. PROF. BUSIA: O LEGADO 

Gana/ 2011/ 52min/ Documentário / CI: Livre

Diretora: Akosua Busia

Um retrato do extraordinário acadêmico, estadista e homem e fé Dr. K. A. Busia, de origem humilde do Gana, que se tornou primeiro-ministro da Segunda República de Gana. Em uma narrativa composta inteiramente por entrevistas com familiares, estudiosos e líderes políticos do país, recupera-se uma memória viva da vida de uma liderança cujo reconhecimento de seu legado torna-se a base da florescente democracia de seu país hoje.

Akosua Gyamama Busia – Atriz ganense, diretora de cinema, autora e compositora que vive no Reino Unido. Ela é mais conhecida por seu papel como Nettie Harris no filme de 1985 “A Cor Púrpura“.

SESSÃO CINEMA BRASILEIRO

11. SEM ASAS

Brasil / 2019 / 20 min / Ficção / Português/ CI: livre

Diretora: Renata Martins

Zu é um garoto de 12 anos que vai à mercearia comprar farinha de trigo para a sua mãe e, na volta pra casa, descobre que pode voar.

Renata Martins – Cineasta, educadora, comunicadora paulista, idealizadora do projeto Empoderadas, recebeu o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de Melhor Filme de Curta-Metragem Ficção por “Sem Asas“.

12. ALFAZEMA

Brasil / 2019 / 24 min / Ficção / Português/ CI: 14 anos

Diretora: Sabrina Fidalgo

É Carnaval, e Flaviana vive um difícil dilema: como se livrar do boy da noite anterior, que se recusa a sair de seu chuveiro?

Sabrina Fidalgo – Premiada realizadora carioca, seus filmes já foram exibidos em meia de 300 festivais nacionais e internacionais. Em 2018, foi eleita em oitavo lugar, pela publicação norte-americana “Bustle”, como uma das 36 diretoras do mundo que estão mudando paradigmas em seus respectivos países. Estudou na Escola de TV e Cinema de Munique, na Alemanha, e estudou roteiro na Universidade de Córdoba, Espanha.

 

13. RAINHA

Brasil / 2016 / 30 min / Ficção / Português/ CI: 14 anos

Diretora: Sabrina Fidalgo

Rita é uma jovem que sonha em se tornar a rainha da bateria da escola de samba de sua comunidade. Quando finalmente realiza o seu sonho ela passa a enfrentar situações obscuras em sua vida.

Sabrina Fidalgo – Premiada realizadora carioca, seus filmes já foram exibidos em meia de 300 festivais nacionais e internacionais. Em 2018, foi eleita em oitavo lugar, pela publicação norte-americana “Bustle”, como uma das 36 diretoras do mundo que estão mudando paradigmas em seus respectivos países. Estudou na Escola de TV e Cinema de Munique, na Alemanha, e estudou roteiro na Universidade de Córdoba, Espanha.

CONVIDADAS

NÃNAN – Cantora, percussionista, dançarina e arte-educadora com mais de 15 anos de carreira. Trabalha a arte e a cultura como instrumentos de transformação social e compartilhamento de saberes de matriz africana. O trabalho de Nãnan quer renovar as pontes entre o Brasil e África, cultivando e transmitindo valores e saberes ancestrais afro-brasileiros e africanos através do canto, percussão, dança, fala e ativismo político-cultural. Conta com dois singles lançados em todas as plataformas de Streaming, 01 clipe-musical e projetos como o Festival Online de Mulheres #BrasíliaSomosNós; o curso online #afrocanto, realizado pelo grupo Foli Ayê, fundado por Nãnan em 2012; e Bloco Carnavalesco “É de Nãnan”, que alcançou mais de 12.000 foliões no carnaval de 2020 em Brasília. É apoiada pelo Programa de Aceleração de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco, que tem sido a ponta de lança da estratégia do Fundo Baobá para Equidade Racial. Nãnan participou do “The Voice Brasil” (2017), do Revezamento Oficial da Tocha Olímpica – Rio 2016, e 14ª Edição do Going to Brazil/NYC. Em 2019, abriu o Encontro de Mulheres Negras, com a presença de Angela Davis, na PUC/GO, dentre outros.

EMBAIXADORA ABENA P.A. BUSIA – Embaixadora Extraordinária e Plenipotenciária de Gana junto à República Federativa do Brasil, com credenciamento simultâneo para as Repúblicas da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. Antes de chegar ao Brasil, serviu por dois mandatos como presidente do Departamento de Estudos da Mulher e de Gênero e foi professora dos departamentos de Inglês e Literatura Comparada na Rutgers, The State University of New Jersey. Ela também é ex-presidente da Associação para o Estudo da Diáspora Mundial da África e da África Literature Association, e o mais importante, ela é uma autora e poetisa conhecida internacionalmente, tendo publicado, dentre outras coisas, duas coleções de poesia e mais de 50 artigos em publicações acadêmicas e populares em todo o mundo. A Embaixadora Busia se destacou como especialista em transformação curricular nas áreas de gênero, raça, multiculturalismo e estudos da diáspora africana e frequentemente presta consultoria para a UNESCO em seus módulos de treinamento em “Gênero e Liderança Transformativa”.

GRIOT LEGACY II – CONEXÕES POÉTICAS À SOMBRA DO BAOBÁ  Iniciativa criada quando o poeta Abhay Kumar, então Embaixador da Índia no  Brasil, deixou Brasília para tornar-se Embaixador em Madagascar. Na ocasião, ele pediu à Embaixadora de Gana, Abena Busia, para dar continuidade aos encontros Chá com Letras que ele manteve por vários anos. O poeta indiano apresentou a poeta ganense a Jorge Amancio e a Lourdes Teodoro e então Abena Busia convidou Sharon Miller, embaixadora da Jamaica para juntar-se ao grupo. Desde então, o foco para a poesia é a África e sua diáspora.

JORGE AMANCIO – Carioca, cresceu nos subúrbios do Rio de Janeiro onde já ensaiava seus versos numa adolescência entre os bailes “Black” e a ditadura militar. Ativista da negritude, estudou Física e Matemática e veio para Brasília em 1976, onde desenvolveu o ofício de poeta. Tem três livros publicados: “NEGROJORGEN”, “BATON D’AMOR E MORTE” E “NÓS OUTRXS” e várias antologias.

 

LOURDES TEODORO – Poeta e crítica literária brasileira, é Doutora em Literatura Comparada pela Universidade de Paris III e com pós-doutorado em Arte e Psicanálise, na Universidade de Harvard. Radicada em Brasília desde 1958, escreve poesia desde a adolescência. Publicou alguns livros e ensaios, particularmente “Água-marinha ou tempo sem palavra”, “Paysage en atente” e “Modernisme brésilien et Négritude antillaise: Mario de Andrade et Aimé Césaire”. Desde 2020 integra o grupo de psicanalistas que atuam na RPS – Rede de psicanálise solidária na SPBsb com atendimento a pessoas em situação de privação de recursos para cuidados da saúde emocional. Nessa instituição criou, em 2020, junto com T. Lirio o grupo de escuta psicanalítica com foco em questões étnico-raciais voltado para estudantes universitários.

ADELINA BENEDITA – Pedagoga, Historiadora, Educadora Popular e Oficineira. Graduada em Pedagogia pela Universidade Católica de Brasília com habilitação em Administração Escolar e Orientação Escolar. Pós-graduada em Historiografia da África e dos Afrodescendentes pela Universidade de Brasília. Atuou por 32 anos na área pedagógica na Secretaria de Educação do Distrito Federal. Idealizadora do projeto Rainhas Coroadas, integrante do Bloco Aláfia e do Coletivo Ominira em Pirenópolis GO. Ativista na Frente Mulheres Negras do DF e Entorno – Eixos Educação e Afroempreendedorismo.

LENNA BAHULE – Cantora, arte educadora e ativista cultural, natural de Maputo, Moçambique, trabalha em constante pesquisa e intercâmbio com as afro-culturas e movimentos sociais do seu país, do Brasil e de outras diásporas africanas. No Brasil, onde morou por sete anos, fundamentou sua pesquisa sobre a música vocal e diferentes caminhos para o uso da voz e do corpo como instrumento musical e de expressão artística. O histórico de sua carreira musical conta com encontros e colaborações locais com artistas como Mário Laginha, Virginia Rodrigues, Benjamim Taubkin, Mateus Aleluia, o escritor e seu conterrâneo Mia Couto entre tantos outros. NÔMADE, seu primeiro disco autoral lançado em 2016, esteve na lista dos 100 melhores discos produzidos no Brasil. Atualmente, além de suas apresentações SOLO com o trabalho MCIKA “fragmentos performáticos”, tem desenvolvido projetos colaborativos com artistas locais e de outros países. Como arte educadora, Lenna orienta e conduz desde 2013, atividades relacionadas ao canto em grupo, corpo, voz e m

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