Desespero por vida ou morte: mãe pede socorro para que filha receba cirurgia de emergência

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Diante de dificuldade de conseguir ajuda pela via judicial, Jeciane considera vender casa para pagar cirurgia cardíaca de filha recém-nascida

 

 

Com apenas dois meses de idade, a pequena Abigail Julia de Sousa enfrenta uma situação de vida ou morte na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), onde está internada ao longo da última semana por conta de problemas de saúde que exigem intervenção médica com urgência.

Sua mãe, Jeciane Pereira dos Santos, de 39 anos, não possui dinheiro para pagar suas cirurgias, e mesmo após uma determinação judicial, não conseguiu obter ajuda para a filha na via pública.

Abigail nasceu com síndrome down e de uma série de malformações cardíacas que ameaçam sua própria sobrevivência. A que possui maior urgência no tratamento é o chamado Defeito de septo atrioventricular: uma deformidade no coração que faz com que seja mandado sangue em excesso para os seus pulmões, que ficam sobrecarregados ao mesmo tempo que falta sangue para os demais órgãos.

Mesmo recebendo cuidado médico intensivo, a situação de Abigail não melhorou.

“Na última quarta-feira a médica informou que ela precisaria passar por uma transfusão de sangue, e também que ela já estava há três dias sem urinar, mesmo com a sonda. Os exames indicaram que ela estava com falência renal. Então ela entrou para a diálise”, narra a mãe.

A equipe médica alertou que a situação de Abigail exige uma intervenção cirúrgica de emergência, e que as alternativas para salvar sua vida estão se esgotando.

Jeciane recorreu à Defensoria Pública para conseguir a liminar na justiça para que sua filha recebesse a cirurgia pela via pública, e a justiça deu um prazo de 24h para que a Secretaria de Saúde realizasse a cirurgia. A Secretaria não cumpriu o prazo, e uma nova liminar foi emitida com os mesmos termos, que também não foram cumpridos.

Depois da segunda recusa da secretaria, o tribunal determinou que fosse encaminhada uma lista de hospitais privados que pudessem realizar a cirurgia em questão, e os custos seriam então cobertos pela Secretaria por meio de sequestro
do valor. Jeciane entregou a lista, mas permanece pessimista quanto ao cumprimento, tendo em vista que o procedimento custa mais de R$ 150mil.

O medo de não conseguir fazer com que o poder público forneça a cirurgia e o desespero pela saúde de sua filha leva Jeciane a tentar juntar recursos para pagar acirurgia por conta própria, mesmo adotando medidas radicais para isso.

“Cheguei a procurar um amigo que é corretor de imóveis e pedi para ele tentar vender minha casa a caráter de urgência, por um preço que não precisa ser o quanto ela realmente vale”, afirmou.

Jéss Silva, irmã de Jeciane, chegou a divulgar a história da sobrinha nas redes sociais, onde as duas procuram doações para tentar pagar a cirurgia por conta própria. Qualquer ajuda em dinheiro pode ser oferecida por meio de pix, cuja chave é o CPF 95574786168.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Saúde informa que Abigail está sendo assistida pela equipe multiprofissional da unidade no HMIB e será transferida para o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal tão logo surja uma vaga.

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