Uso de drones torna mais ágil o combate a crimes ambientais

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Marcello Lobão Schiavo, brigadeiro do ar e presidente do Grupo de Trabalho do Sistema Aéreo Remotamente Pilotado (SARP), explica que equipamentos transmitem com maior precisão informações sobre crimes ambientais. Operação Samaúma atua em 26 municípios

 

No CB.Poder desta quinta-feira (5/8), o brigadeiro do ar Marcello Lobão Schiavo, presidente do Grupo de Trabalho do Sistema Aéreo Remotamente Pilotado (SARP), detalhou o combate a crimes ambientais, sobretudo na Operação Samaúma. Segundo o militar, o valor das multas aplicadas apenas nessa missão ultrapassaram R$50 milhões. Ainda foram apreendidos mais de 500 mil metros cúbicos de madeira, o correspondente a 130 caminhões carregados. O CB Poder é uma parceria do JORNAL Correio Braziliense com a TV Brasília.

“O SARP é composto por drones, de porte maior, que fazem ações de vigilância, principalmente de reconhecimento, a partir de uma estação de terra. Não há tripulante a bordo, obviamente, mas há tripulantes sediados em terra e, dali, eles fazem toda a coordenação da missão”, explicou o brigadeiro.

Em relação à Amazônia, que sofreu o quarto recorde de desmatamento em junho, Schiavo ressaltou o trabalho de vigilância mantido pela Operação Samaúma. “Começou em 28 de junho e se estende até 31 de agosto, cujo objetivo é coibir crimes ambientais, sobretudo o desmatamento. Foram mapeados municípios e regiões com maior incidência desse dano ambiental e montada a operação para agir nos locais”, disse.

O presidente do Sistema Aéreo Remotamente Pilotado — que registra e transmite em tempo real informações de um território — destaca a rapidez do mecanismo comparado à utilização de aeronaves tradicionais (analógicas) em operações. “A diferença é que a aeronave [SARP] já transmite as imagens para o centro de análise. Então o analista já consegue observar os dados, verificando se realmente há algo a ser investigado ali. O uso do SARP proporciona fazer mais ações no terreno em comparação com aeronaves convencionais. Esse é o grande diferencial”, disse. Isso, na avaliação do brigadeiro, oferece mais economia e precisão às atividades militares.

A Operação Samaúma, em vigor atualmente, também atua na área de preservação da Amazônia, e os estados do Amazonas, Pará, Mato Grosso e Rondônia. “Foram mapeados 26 municípios nesses quatro estados. Existe uma faixa limítrofe entre esses locais onde se verificou maior atividade de crime ambiental. Por isso a intenção de ir onde o foco é pior, a fim de reduzir o problema que nos preocupa tanto”, disse.

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