Infarto mata mais mulheres do que o câncer de mama, segundo DataSUS

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Closeup woman having heart attack. Woman touching breast and having chest pain after long hours work on computer. Office syndrome concept.

Doenças cardíacas levam a óbito 16,13% da população feminina

 

O câncer de mama é um medo comum a todas as mulheres. Anualmente, aquelas com 40 anos ou mais devem realizar a mamografia para diagnosticar precocemente qualquer alteração na região. Apesar de ser o maior temor delas, o câncer de mama não é a doença que mais mata mulheres no Brasil. Segundo o DataSUS, sistema que reúne e organiza as estatísticas do Sistema Único de Saúde (SUS), as doenças cardíacas levam a óbito 16,13% da população feminina.

 

As Estimativas Globais de Saúde de 2019, publicadas em dezembro passado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), revelam que as mortes causadas por doenças cardíacas aumentaram em mais de dois milhões desde o ano 2000, e chegaram a nove milhões em 2019. Para as mulheres, esses números são especialmente preocupantes. Estudos mostram que elas têm 50% mais chances de serem acometidas por um infarto do que os homens, já que suas artérias são mais estreitas e têm mais chances de serem obstruídas.

 

Vários fatores podem contribuir para o surgimento de doenças cardiovasculares – dentre eles, o sedentarismo. A falta de atividade física pode gerar o acúmulo de gordura nas artérias – os vasos sanguíneos que transportam o sangue para os órgãos. Se as artérias responsáveis pelo transporte de sangue para o coração forem obstruídas, isso pode causar um ataque cardíaco. De modo geral, um estilo de vida sedentário pode ocasionar sérios problemas de saúde, como diabetes, obesidade, hipertensão, entre outros.

 

O número crescente de pessoas sedentárias tem preocupado as autoridades de saúde globais. As novas diretrizes da OMS, publicadas durante a pandemia, recomendam a prática regular de atividade física moderada a vigorosa de 150 a 300 minutos por semana para adultos, e 60 minutos por dia para crianças e adolescentes. No entanto, pesquisas mostram que apenas um em cada quatro adultos e três em cada quatro adolescentes seguem essas recomendações.

 

E o Brasil é um dos países mais sedentários do mundo. A última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada em 2020, mostrou que 40,3% da população adulta é sedentária. Cerca de 48% das mulheres são consideradas pouco ativas, enquanto os homens somam 32,1%.

 

Está provado que a atividade física regular pode ajudar a prevenir diversas doenças, além de melhorar a saúde mental e o bem-estar geral da população. Aliada a uma alimentação saudável, aumenta a longevidade e a qualidade de vida. Procure um profissional da faculdade de educação física para ajudá-lo a sair do sedentarismo e iniciar uma nova vida a partir de então.

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