39 milhões de brasileiros usam algum tipo de prótese dentária

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Traumas, alimentação e escovação são fatores que levam os brasiliero a perder os dentes

 

A saúde bucal não é levada a sério no Brasil. A falta de preocupação com as estruturas encontradas na boca – língua, bochecha e dentes – facilita a proliferação de fungos e bactérias que comprometem o funcionamento da região e podem atingir outros órgãos.

 

Em 2019, 76,2% da população (159,6 milhões) havia se consultado com um médico, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). Em comparação, apenas 55,6% afirmaram ter o hábito de ir ao dentista pelo menos uma vez por ano, segundo o Ministério da Saúde em parceria com o IBGE.

 

O resultado da baixa frequência de visitas ao profissional de saúde pode ser observado na boca da população.

 

Cerca de 39 milhões de brasileiros usam algum tipo de prótese dentária (parcial ou total) e 41,5% da população com mais de 60 anos já perdeu todos os dentes.

Perfil dos brasileiros com próteses dentárias

Embora a necessidade de próteses esteja ligada à terceira idade no imaginário popular, uma parcela significativa da população jovem e adulta também sofre com a falta de dentição.

 

20% daqueles que possuem próteses têm entre 25 e 44 anos. A grande maioria (80%), entretanto, tem mais de 45 anos.

 

As mulheres são as que mais utilizam algum tipo de prótese: 59% versus 41% dos homens. Isso pode ser explicado pela questão estética, uma vez que a dentição perfeita impacta na autoestima.

 

Quem está no topo da pirâmide social e têm mais acesso à prevenção usa menos próteses. A classe A e B tem apenas 16% dos usuários, enquanto que a classe C concentra a maioria das pessoas que utilizam algum tipo de prótese, o que está associado a menor acesso à prevenção, mas a possibilidade de se pagar pelos implantes.

 

Já nas classes D e E, apenas 32% utilizam próteses. No entanto, historicamente, não há medidas preventivas para esta população, muito menos condições financeiras para arcar com os custos de um implante. Logo, a representatividade dos mais vulneráveis pode ser ainda maior.

 

O número de brasileiros que vivem sem nenhum dente é de 16 milhões, o equivalente a 11% da população adulta. Embora não haja esse recorte, as classes D e E provavelmente são a maioria desta população.

Fatores para a perda de dentes

Os especialistas apontam que há dois fatores que levam à perda de dentes: o trauma e a má-higiene bucal.

 

O trauma se dá quando a perda do dente ocorre por um fator externo por causa de uma batida forte, como um acidente ou uma agressão física.

 

Já a má higiene está relacionada a falta ou má qualidade da escovação, além do não uso do fio dental.

 

A má higiene pode provocar problemas que levam à perda dentária. É o caso da cárie, da gengivite (inflamação na gengiva) e da doença periodontal (inflamação no tecido ósseo que dá suporte ao dente).

 

Além disso, há outro causador dos problemas dentários acima. É uma dieta rica em ultraprocessados e carboidratos.

 

O consumo de refrigerantes, sucos industrializados e isotônicos, bebidas ácidas que comprometem o esmalte, causam desgaste e erosão dos dentes. Já os pães, massas e doces, chamados de alimentos cariogênicos, facilitam o surgimento da cárie, bem como o de placa bacteriana, que leva a inflamações.

Como se prevenir

A escovação dentária deve ser feita ao menos três vezes por dia: após o café da manhã, almoço e jantar. O ideal é usar o fio dental todas as vezes, mas, se não for possível, o uso deve ser feito no mínimo durante a higienização noturna.

 

A adoção de uma alimentação equilibrada, com menor ingestão dos itens que afetam a acidez bucal, também é essencial para a prevenção.

 

Além disso, as escolas têm um papel fundamental na prevenção às doenças bucais, graças ao estímulo à higienização da região e à aplicação de flúor, feita por dentistas nos municípios brasileiros.

 

O flúor protege a dentição contra as cáries. Ele está presente também na água encanada, tratada e fluoretada, que estava disponível para 83,6% da população brasileira em 2018, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).


Também é de extrema importância ter um plano dentário em qualquer fase da vida, uma vez que este auxilia na prevenção de doenças e cobre urgências, como colagem de fragmentos, tratamento de incisões e abscessos.

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