O motivo do choro de MC Melody e os perigos da sexualização infantil

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Jovem de 14 anos postou vídeo com a seguinte legenda: “É o fim”. Pai da adolescente já foi acusado e criticado por incentivar o excesso de exposição de imagens sensuais da filha

 

Um vídeo da Gabriella Severino, conhecida como MC Melody, chorando viralizou nas redes sociais. Na legenda, a jovem de apenas 14 anos escreveu “É o fim”, sem dar muitas explicações sobre o que havia acontecido, causando, assim, um verdadeiro burburinho entre jornalistas e fãs.

Na noite de quarta-feira (7), ela gravou em seus stories uma explicação do ocorrido. “Está tudo bem, vocês sabem que sou emocional, ainda mais com filmes”, indicando que o motivo de tal publicação teria sido um filme que a impactou.

Muitos acreditaram que foi uma jogada de marketing, afinal de contas, a jovem sempre chamou atenção pela exposição excessiva.

Erotização precoce

As polêmicas que envolvem Gabriella vem desde 2015 quando, com 8 anos, ficou conhecida por fazer shows de funk. Na época, o pai e empresário da menina, Thiago Abreu, de 26 anos, também conhecido como MC Belinho, chegou a ser investigado pelo Ministério Público por incentivar a sexualização precoce da filha. Mas, ele falou que nada o faria desistir da carreira musical dela.

Os anos passaram e a exposição continuou. A mãe da jovem, Daiane Glória Abreu, revelou que Gabriella e a irmã só moram com o pai por conta da liberdade excessiva. “Nunca fui a favor da sexualização. Sempre fui contra. Reclamava quando elas usavam roupas curtas, mas elas batiam o pé e o pai também. Nunca consegui ser presente nessa questão da carreira das duas porque estava trabalhando. De repente, comecei a ver minhas filhas com muita exposição e erotização. Reclamava muito. O problema é que ele nunca me escutou. Então, lógico que elas preferem ficar com o pai, o pai deixa fazer tudo”.

Influência

Toda polêmica em torno desse caso não é à toa. Porque não é apenas Gabriella quem sofre as consequências da sexualização precoce, mas também todas as meninas que a admiram.

Quem a segue nas redes sociais é incentivada a se comportar da mesma maneira, correndo o risco de pular fases do desenvolvimento e perder a infância. Isso acontece porque as crianças e adolescentes acham que se imitarem o comportamento daqueles que veneram serão admiradas também.

As crianças são influenciadas negativamente a todo momento e estão correndo o risco de perder a fase mais importante da vida

GETTY IMAGES

E essa influência não vem apenas do perfil da adolescente. A sexualidade precoce está presente nas músicas, nos anúncios publicitários, nas séries, nos filmes, nas novelas, nos programas de auditório, ou seja, está presente no dia a dia. Há muitas ações de marketing que incentivam a exposição de fotos ou vídeos sensuais nas redes sociais.

Assim, bombardeadas por informações desse tipo, muitas crianças acabam transformadas em miniadultos.

Como proteger?

A sexualização infantil anda de mãos dadas com a adultificação de crianças. É uma praga que atinge as novas gerações e é intensificada pelas redes sociais.

Apesar das crianças serem bombardeadas diariamente com tantas informações, a família tem um grande papel na formação delas e, por isso, deve saber impor limites.

Os especialistas deixam claro que os pais precisam ensinar aos filhos que a verdadeira valorização não vem da sensualidade. Apesar de toda influência externa, eles ainda são os principais exemplos e, já que as crianças imitam comportamentos, elas precisam ter bons modelos dentro de casa.

Devemos mostrar, incessantemente, que ser criança é bom e que no futuro elas sentirão saudades de brincar até ficarem sujas, de cantar, pular, se divertir.

A melhor forma de combater essa erotização infantil que está invadindo os lares é incentivando os pequenos a ficarem longe da mídia e perto dos brinquedos.

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