Mesmo com denúncias, São Paulo rejeita punir quem escolhe vacina

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Estratégia de colocar cidadão no fim da fila foi adotada em cidades da região metropolitana. “A gente nem pensa nisso”, diz prefeito

 

Mesmo com denúncias de pessoas escolhendo o fabricante da vacina contra a covid-19 antes de receber a primeira dose, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta segunda-feira (5) que não pretende punir os cidadãos, estratégia já adotada em cidades da região metropolitana.

“A gente não pensa nisso. Não existe nenhuma estratégia de fazer qualquer tipo de punição ou mudança. Tem alguns casos de escolha de vacina, mas não são relevantes pelo tamanho da cidade. Até na região periférica quase não temos nenhuma informação sobre esta questão. É só realmente a conscientização de que qualquer vacina salva vida”, disse o prefeito.

A reportagem presenciou um caso em que um motorista parou em frente à UBS (Unidade Básica de Saúde) Sigmund Freud, em Moema, área nobre da capital, e perguntou ao segurança, de dentro do carro, qual vacina havia disponível. Ao escutar a resposta, o condutor acelerou e preferiu não receber a dose do imunizante.

Na Vila Madalena, na zona oeste, a unidade de saúde estava vazia na sexta-feira (2) porque os moradores não queriam ser imunizados com a vacina de determinado fabricante.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que todos os imunizantes disponíveis no Brasil são eficazes, seguros e foram aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e também pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

A Secretaria Municipal da Saúde orientou que não ocorra a escolha do imunizante para que não haja atraso na vacinação.

De acordo com o PMI (Programa Municipal de Imunizações), não houve mudança na forma de comunicar qual vacina está disponível nos postos de vacinação. A pasta também enfatizou que “a melhor vacina é a que está disponível na unidade”.

Fim da fila

Além de São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, os municípios de Rio Grande da Serra e Osasco vão enviar para o fim da fila o cidadão que escolher o fabricante da vacina contra covid-19 e se recusar a tomar o imunizante. Apenas após o término da campanha para os moradores acima de 18 anos, ele poderá receber a primeira dose.

Em Embu das Artes, os pacientes que recusarem a vacina são bloqueados no sistema e só podem realizar o reagendamento quando a faixa etária for ampliada.

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