Pesquisa aponta que uma em cada quatro mulheres brasileiras foi vítima de algum tipo de violência na pandemia 

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Stressed young woman in the bedroom.

Quase 75% dos entrevistados acredita que a violência contra a mulher aumentou nos últimos 12 meses

 

 

De acordo com a pesquisa “Visível e Invisível” do Instituto Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e com apoio da Uber, uma entre quatro mulheres brasileiras com idade superior a 16 anos afirma ter sofrido violência dentro do último ano. O cálculo é de, aproximadamente, 17 milhões de mulheres que sofreram algum tipo de violência física, psicológica ou sexual nos últimos 12 meses. Seriam oito mulheres agredidas fisicamente por minuto na pandemia.

Dentre as ofensas reportadas pelas vítimas, quase 20% foram verbais, mais de 6% se trataram de tapas, empurrões ou chutes, mais de 5% referem-se a ofensas sexuais, pouco mais de 3% foram ameaças com faca ou arma de fogo, enquanto mais de 2% ainda enfrentaram espancamento ou tentativa de estrangulamento. A prevalência é maior entre mulheres separadas e divorciadas.

A pesquisa também aponta as faixas etárias com maiores índices de violência. As jovens entre 16 e 24 anos são a maioria das vítimas, seguidas pelas de 25 a 34 anos. As mulheres pretas ou pardas são a maioria das vítimas. Quase metade das violências ocorreu dentro de casa, quase 20% na rua e quase 10% no trabalho. O autor da violência era conhecido em 70% dos casos.

A percepção da população foi clara: quase 75% acreditam que a violência contra as mulheres aumentou no último ano. Mais da metade das mulheres entrevistadas acreditam que a pandemia teve influência no agravamento da violência. A autonomia financeira foi apontada como o principal fator de vulnerabilidade à violência durante a pandemia.

Algumas leis protegem as mulheres, como a Lei Maria da Penha, que classifica a violência contra a mulher de acordo com o tipo e tornou a punição contra agressores mais severa. As formas de violência doméstica e familiar são detalhadas como violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. A Lei Maria da Penha ajudou a conscientizar as mulheres de seus direitos e fez com que as denúncias aumentassem. Para denunciar, basta discar 180.

Estudantes da faculdade de Direito precisam aprender e estar a par dos direitos das mulheres para orientá-las em caso de violência doméstica e familiar quando forem atuar na área. O juiz há de agir para assegurar proteção à vítima para preservar sua integridade física e psicológica. A vítima de violência doméstica deverá estar acompanhada de um advogado. Caso não possa arcar com os custos, o Poder Judiciário nomeará um defensor público.

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