Laudo aponta que grávida foi morta por tiro de fuzil no tórax

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Polícia investiga de onde partiu disparo que atingiu Kathlen de Oliveira Romeu, de 24 anos, no Complexo do Lins

 

O laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou, nesta quarta-feira (9), que a grávida Kathlen de Oliveira Romeu, de 24 anos, morreu após ter sido atingida por um tiro de fuzil no tórax. O projétil não ficou alojado. A informação foi confirmada pela Polícia Civil.

A designer de interiores estava no terceiro mês de gestação e foi baleada em um tiroteio entre policiais militares e criminosos no Complexo do Lins, na zona norte do Rio, na terça (8).

A Delegacia de Homicídios da Capital investiga de onde partiu o tiro que matou a jovem. Os agentes ouviram cinco dos 12 policiais militares envolvidos na ação na comunidade.

Também foram apreendidas as armas dos PMs para perícia: 10 fuzis calibre 7.62, dois fuzis calibre 5.56 e nove pistolas .40.

O corpo de Kathlen será enterrado nesta tarde no cemitério do Catumbi, na região central.

Revoltados, os pais e a avó da jovem disseram que ela estava na melhor fase da vida. A família contou que Kathlen havia se mudado da comunidade, há cerca de um mês, por medo da violência.

No entanto, ela voltou ao local para visitar a avó, que testemunhou o momento em que a neta foi atingida pelo disparo.

“Nós estávamos andando na rua, quando de repente veio barulho de tiro. Eles vinham da Vila São José, quando olhei, correria. A minha neta, quando eu vi já caindo, achei que ela tinha se jogado para se proteger, me joguei em cima dela, quando me joguei  em cima dela, que ela caiu de bruços, vi o buraco nela”, disse Sayonara de Fatima, que contou que pedia para a neta não vistá-la na comunidade, apesar da saudade.

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