Jornalistas também estão na linha de frente e merecem vacina

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O bom jornalismo se faz nas ruas – e repórteres com suas equipes técnicas vão ao encontro de manifestações, aglomerações e da dura realidade das periferias desassistidas

 

 

Na linha de frente do combate à Covid-19 (e suas variantes), os profissionais de saúde realmente são nossa infantaria. Nada mais justo que fossem eles os primeiros a serem vacinados, assim que chegaram os primeiros imunizantes. Mas logo atrás, bem antes da retaguarda, outros trabalhadores assumiram postos de estrema importância e com alta exposição ao contágio.

Aos poucos, nossos governantes perceberam que vários batalhões precisavam ser reconhecidos nessa luta diária para manter a sociedade funcionando e levando bens de primeira necessidade aos cidadãos. E um bem muito valioso, ainda mais nessa circunstância, é a informação – capaz de salvar vidas e fundamental no enfrentamento às fake news e na correta orientação sobre as campanhas de vacinação em andamento.

O bom jornalismo se faz nas ruas. E repórteres e suas equipes técnicas vão ao encontro de manifestações, aglomerações, mostram o pesadelo no transporte público, chegam às periferias desassistidas e aos gabinetes e palácios em que são traçados os destinos deste país. Estão em frequente deslocamento e expostos, por mais que tomem os cuidados e adotem os protocolos de segurança que a própria mídia tanto ajudou a difundir.

Já passou da hora de esses profissionais serem visto como integrantes da tropa de choque que luta pelo controle do vírus e na defesa de uma sociedade exausta (à espera de retomar suas vidas, seus trabalhos, seus estudos, o amplo convívio social).

Os jornalistas merecem se juntar aos brasileiros que reconhecidamente atuam em risco constante. Também é justo que recebam a proteção necessária, agora que caminhamos para a chegada de um maior volume das diversas vacinas contratadas. Ninguém vai abandonar seu posto, mas esse reforço seria muito bem vindo.

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