Para governo, setor de carnes deve reduzir margens de lucro

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Ao mesmo tempo em que corre para tentar aprovar, no Congresso, o PLN 4, que garante recursos para o Plano Safra 2021/22, o governo se vê no meio de um sério embate com os produtores de carnes. Eles querem uma série de compensações fiscais e a autorização para importação de trigo transgênico dos Estados Unidos para reduzirem os custos de produção.

 

A alegação dos empresários é de que, como as vendas de carnes no varejo estão em queda livre, devido à redução do poder de compra dos consumidores, não conseguem repassar a alta dos custos para os preços. O resultado é que muitos frigoríficos que atendem quase que exclusivamente o mercado interno estão fechando plantas e demitindo.

 

Técnicos da equipe econômica reconhecem os aumentos de custos dos produtores de carnes, mas garantem que os frigoríficos, mesmo os de menor porte, têm gordura de sobra para queimar nas margens de lucro, pois as exportações estão a todo vapor, com o dólar alto. Portanto, não precisam de incentivos fiscais, como pleiteiam.

 

Líder na pressão sobre o governo, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirma que o milho e a soja, que servem de ração para gado, frangos e suínos, aumentaram, respectivamente, 180% e 140% do início de 2019 até agora. Também dispararam os preços do papelão usado em embalagens (68%) e o óleo diesel que garante o frete (30%).

 

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