TJ nega habeas corpus e adolescente que matou Isabele continua internada

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Desembargador Gilberto Giraldelli, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, votou pela continuação da internação da menor acusada de atirar e matar Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, no Condomínio Alphaville, em Cuiabá. O desembargador Rondon Bassil foi o único voto vencido.

Julgamento começou em março e terminou nesta quarta-feira (28), em sessão da Terceira Câmara Criminal. As outras sessões foram adiadas por pedido de vista dos desembargadores Gilberto Giraldeli e Rondon Bassil.

Na sessão desta quarta-feira, Giraldeli seguiu o voto do relator, Juvenal Pereira da Silva, que votou pela negação do habeas corpus apresentado pela defesa da família Cestari. Apenas Rondon Dower Filho votou pela liberdade e substituição das medidas cautelares.

A menor permanece na ala feminina do Complexo Pomeri. Ainda de acordo com sentença assinada pela juíza Cristiane Padim da Silva, da 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, a medida socioeducativa será avaliada semestralmente.

O caso
Isabele Guimarães Ramos, 14, foi morta com um tiro no rosto, em 12 de julho, quando estava na casa da melhor amiga, uma adolescente de também 14 anos na época do crime.

A amiga alegou que o disparo que matou Isabele foi acidental, no entanto, o inquérito da Polícia Civil concluiu que o homicídio foi doloso, ou seja, com intenção de matar.

A investigação durou 50 dias e autuou 4 pessoas, além da adolescente, que chegou a ser denunciada pelo Ministério Público Estadual (MPE), foi internada e passou menos de 16 horas no Pomeri, mas conseguiu liberdade.

O processo está em andamento na Justiça e corre em sigilo. Na última semana, o Ministério Público do Estado (MPE) denunciou o empresário Marcelo Martins Cestari e a esposa Gaby Martins Cestari, pais da adolescente acusada de matar Isabele, pelos crimes de homicídio culposo, corrupção de menor, porte ilegal de arma, fraude processual e entregar arma para menor de idade. Caso condenados, eles podem pegar mais de 15 anos de prisão.

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