‘Preto’ e ‘macaco’: lavador de carro é vítima de injúria racial em Minas

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Lucas está assustado não apenas pela injúria racial que sofreu. Segundo ele, a mulher disse que vai acabar com a vida dele e vai rasgá-lo com as unhas

 

A Polícia Militar de Teófilo Otoni, em Minas Gerais, está à procura da pessoa que pichou um automóvel Volkswagen Brasília, do lavador de carros Lucas Esteves com a palavra “macaco”, escrita na lateral e no capô do carro. A pichação foi feita no sábado (24/4), quando a Brasília de Lucas estava estacionada na porta de sua casa, no Bairro Dr. Laerte Laender.

Como existem poucas câmeras de segurança na rua, a investigação sobre a autoria das pichações tornou-se difícil. Mas na segunda-feira (26/4) surgiu uma pista importante na investigação desse fato, que se configura como crime de injúria racial.

Uma mulher foi até o local de trabalho de Lucas e, visivelmente irritada, xingou Lucas de “macaco” várias vezes. “A mulher estava histérica, entrou no meu estabelecimento gritando, falando que eu era preto, que eu era um macaco, e que por isso no meu carro estava escrito macaco”, disse Lucas.

Ele disse que ficou muito assustado, porque a situação constrangedora que ele passou, ela só tinha visto em notícias na TV e jamais imaginou que pudesse ser vítima de uma situação semelhante.

Lucas está assustado não apenas pela injúria racial que sofreu. Segundo ele, a mulher disse que vai acabar com a vida dele e vai rasgá-lo com as unhas. “Não conheço essa mulher, não quero saber nada sobre a vida pregressa dela, mas estou assustado, porque não sei porque ela estava tão brava”, disse.

A Polícia Militar de Teófilo Otoni já identificou a mulher e agora busca ligações entre injúria racial praticada por ela contra Lucas e a pichação da Brasília. A mulher ainda não foi encontrada. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

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