Líder mundial em vacinação, Israel experimenta a nova “vida normal”

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País parece ter atingido a imunidade de rebanho e permite que a população fique sem máscara ao ar livre, mas restrições continuam

 

País mais avançado do mundo em vacinação contra a Covid-19, Israel já imunizou, com duas doses, 57,7% da sua população. Segundo o site Our World in Data, 10,37 milhões de doses foram aplicadas e 62% dos israelenses receberam pelo menos a primeira injeção.

Cerca de 15% da população teve Covid-19 nos últimos seis meses, e pesquisadores locais consideram que, somando este número ao de vacinados, o país já teria ultrapassado os 70% necessários para atingir a imunidade de rebanho.

Israel tem apostado em um esquema maciço de vacinação com os imunizantes da Pfizer/BioNTech. Porém, desde o final de março, a campanha diminuiu de velocidade — a maioria da população ainda não vacinada é menor de 16 anos e não pode receber a injeção.

Mesmo assim, o país está cada dia mais próximo de controlar a pandemia. O número de óbitos decorrentes da infecção caiu 85% em relação ao último pico da Covid-19 no país, segundo dados do Ministério da Saúde local, divulgados no final de março. A quantidade de casos diários também caiu 98%, de acordo com um estudo do Instituto Weizmann, divulgado esta semana.

Segundo o site do Ministério da Saúde de Israel, nas últimas 24h foram registrados apenas 111 novos casos no país e há 166 pacientes seriamente doentes e internados em unidades de terapia intensiva.

Reabertura

Na última semana, o governo israelense decidiu que a população não precisa mais usar máscaras ao ar livre — o item ainda é obrigatório em espaços fechados. As aulas de todo o sistema educacional já voltaram ao normal.

O país pode ter alcançado a imunidade de rebanho, mas o Ministério da Saúde afirma que a infecção ainda se comporta de maneira imprevisível, e é preciso manter os cuidados até que se tenha certeza de segurança. “Todos temos que ter uma máscara no bolso para usá-la quando necessário”, ensina o médico Nachman Ash, coordenador nacional da resposta à pandemia.

Israel também adotou o chamado “passe verde”, que identifica pessoas imunizadas contra o vírus. Eles podem ter acesso a hotéis, eventos culturais e esportivos, bares, restaurantes e salões de festa. Cidadãos israelenses também já foram liberados para viajar, sem quarentena, para alguns países como a Grécia, com a única condição de testar negativo ao chegar no destino.

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